TERREIRA DA TRIBO 37 ANOS DE (R)EXISTÊNCIA

Artigo publicado no Correio do Povo em 11 de setembro de 2021. Fotos de Pedro Isaias Lucas.     No dia 14 de julho de 1984 a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz abria as suas portas para o público. Com um show de rock-punk que reuniu as bandas Replicantes e Urubu Rei, entre outras. Logo em seguida o Ói Nóis Aqui Traveiz encenou na nova casa “A Visita do Presidenciável ou Os Morcegos estão Comendo os Abacates Maduros”, uma parábola sobre o momento político que o Brasil vivia, com a saída dos militares de cena e a entrada de um governo civil. E anunciava para toda cidade “...todas as pessoas gostam de cantar, dançar, representar, pintar, fotografar. Qualquer pessoa é capaz de criar e a Terreira da Tribo está aí para isso”. E nesses 37 anos de atividades a Terreira da Tribo abrigou as mais diversas manifestações culturais como espetáculos de teatro, shows musicais, ciclos de filmes e vídeos, seminários, debates, performances e celebrações. Hoje a Terreira é reco

O espetáculo “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal” abre o Festival Palco Giratório em Porto Velho/RO.

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz que neste ano está sendo o grupo homenageado do 20º Festival Palco Giratório, percorrendo diversos cidades do país com apresentações, palestras e oficinas, nos dias 8 e 9 de julho estará realizando a abertura do Festival em Porto Velho com apresentação do espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

O grupo também fará a abertura da Mostra Ji-Paraná no dia 11 de julho e participará do PENSAMENTO GIRATÓRIO.



Agenda em Rondonia:
Porto Velho:
Espetáculo Caliban – A Tempestade de Augusto Boal
Dias 8 e 9 de julho
Local: Praça Aluísio Ferreira (Av. Farquar)
Hora: 17h

Pensamento Giratório com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 
Dia 10
Local: Unir Centro
Hora: 9h

Ji-Paraná:
Espetáculo Caliban – A Tempestade de Augusto Boal
Dia 11 de julho
Local: Praça Dominguinhos
Hora: 17h

A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ escolheu a versão de Augusto Boal de A Tempestade. Ele apropria-se da peça de Shakespeare e do pensamento do cubano Retamar para questionar a exploração da América do Sul pelo colonialismo europeu e para discutir a postura neocolonialista dos Estados Unidos.

A figura de Caliban em A Tempestade, de Boal, ratifica a fundação mais firme de uma representação voltada para as margens. Falar em Caliban como símbolo de nossa identidade e do teatro latino-americano, nos leva a explorar novas sendas, novas categorias e a possibilidade de pensar e fazer teatro de outro modo. Implica em tornar visíveis as inumeráveis contradições e complexidades que configuram as sociedades contemporâneas marcadas pela ferida colonial.

Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, encenar “A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliban é a reivindicação da legitimidade do “diferente”.