Artistas na Rua Fora Bolsonaro - Porque derrubá-lo é Urgente!

 Culuna de Tânia Farias em Brasil de Fato . Ato Fora Bolsonaro em Porto Alegre: "Há muitas ações sendo gestadas, não sairemos das ruas enquanto não derrubarmos o genocida do poder" - Foto: Mari Martinez A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo "É preciso estancar essa sangria!!! Um homem sem juízo e sem noção não pode governar essa nação!" Essas são algumas das frases da canção de Zeca Baleiro, entoada pelo movimento Artistas pelo Impeachment, que reúne artistas de todo o país. O clipe “Desgoverno” tem claramente incomodado os ainda apoiadores do governo genocida e corrupto de Bolsonaro, Mourão e os militares. A população, atingida pelo descaso e pela fome, tem saído as ruas. A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo. Nesse caldo e ação estamos também nós, os artistas e trabalhadores da cultura

Caliban – A Tempestade de Augusto Boal em Porto Alegre!!!


O espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” que está percorrendo de norte a sul do país, como grupo homenageado do 20º Palco Giratório, nesta semana estará soprando os seus ventos em solos gaúchos.

Para quem ainda não assistiu ou gostaria de assistir novamente, a encenação mais recente para teatro de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, será apresentada nos dias 15 e 17 de setembro em Porto Alegre. 

Confira as informações sobre as apresentações:

15 de setembro – 15h – Largo Glênio Peres
17 de setembro – 16h – Redenção

Foto: Pedro Isaias Lucas

Abaixo um texto publicado originalmente no site do SESC – Aracaju, sobre a passagem de “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” pela cidade.

Por Aparecida Onias

Com toda estrutura possível para a realização de um espetáculo, com camarim, disposição de equipamentos, iluminação e estrutura de palco para um espetáculo ao ar livre, o Sistema Fecomércio, por meio do projeto Aldeia Sesc levou a companhia de artes Ói Nóis Aqui Traveiz, grupo com 40 anos de existência, com uma trajetória consolidada no Brasil, que apresentou a peça Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal, na praça Fausto Cardoso, na tarde de quinta-feira(18), em uma das etapas do projeto Palco Giratório.
O espetáculo que é uma adaptação de uma obra do eternizado autor William Shakespeare, fala sobre a exploração do colonialismo europeu na América do Sul e sua conquista pelos ibéricos, com uma crítica à postura neocolonialista dos Estados Unidos. A crítica social é latente nas discussões dos personagens sobre o quadro político local.  A história é vista pela perspectiva de Caliban, metáfora dos seres humanos originários da América que foram dizimados e escravizados pelos invasores colonizadores representados pelo personagem Próspero.
Na versão de Boal, próspero é tão perverso quanto os nobres europeus que usurparam o seu poder. Todos representam a violenta dominação colonial e cultural. A filha de Próspero, Miranda, e o príncipe de Nápoles, Fernando, fazem uma aliança não por amor como na peça de Shakespeare, mas sim por interesses capitalistas. Ariel, o “espírito do ar”, representa o artista alienado, mescla de escravo e mercenário a serviço da ordem constituída. Somente Caliban se revolta até ser, finalmente, derrotado. Os vilões permanecem na “ilha tropical” para escravizá-lo. Mesmo escravo, Caliban resiste.

O espetáculo seduziu mais de 200 pessoas que acompanharam a encenação da peça de 1h30 na praça Fausto Cardoso, começando no final da tarde e encerrando ao anoitecer. O público composto por pessoas de todas as idades, estudantes de escolas particulares e públicas, universitários, e transeuntes do Centro de Aracaju, ficou maravilhado com a cenografia, uso de equipamentos como treliças e carros alegóricos, além de fantasias com algo grau de verossimilhança às vestes da idade moderna.
Para a estudante Karoline Costa, Caliban – A Tempestade é um exemplo de como a população deve refletir sobre os problemas sociais. “O Sesc nos trouxe uma grande apresentação que nos leva a pensar sobre o quadro social e nossas condições morais e éticas. Isso nos faz entender melhor os problemas sociais”.

Já o supervisor de Cultura do Sesc, André Santana, lembrou que Caliban é uma encenação que leva Shakespeare para as ruas, aumentando o desenvolvimento cultural da população.

“Estamos trazendo um grande espetáculo que é baseado numa obra do maior dramaturgo de todos os tempos, com uma adaptação para a realidade local. Isso é mais uma atividade promovida pelo Sistema Fecomércio, pelo Sesc, com foco no desenvolvimento cultural”, afirmou Santana. O Projeto Aldeia Sesc de Artes continua até o próximo dia 25 de agosto, com apresentações de dança, música, teatro, grupos folclóricos e manifestações culturais por diversos municípios do estado de Sergipe.


O espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015 e faz parte do Projeto Caliban – Apontamentos sobre O Teatro de Nuestra América, selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural, na edição 2015-2016