CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO

Nesta segunda-feira, dia 15 de abril, às 20 horas, o Cineclube daTerreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186) exibe os filmes “Catadora de Gente” de Mirela Kruel e “Corpo Feminino” de Thaís Fernandes, dando seguimento a mostra Curtas Gaúchos em Debate, com entrada franca. Curtas Gaúchos em Debate faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terreiradatribo.


Catadora de Gente” de Mirela Kruel mostra a história de vida da catadora Maria Tugira. Suas impressões e reflexões sobre a vida. Um filme sobre as dissonâncias sociais a partir da fala lúcida e precisa da personagem. Lançado em 2018, foi selecionado para o Festival “É Tudo Verdade”, na Mostra Nacional Competitiva De Curtas Metragens Brasileiros e recebeu Menção Honr…

Ói Nóis Aqui Traveiz na Aldeia Pantanal das Artes!

No dia 5 de setembro a Tribo desembarca em Poconé para participar da Aldeia SESC - Pantanal das Artes. Além da apresentação de “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”, teremos um intercâmbio com o grupo HOP Quilombola e uma apresentação da desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” com a atuadora Tânia Farias.

Confira abaixo a programação:

Dia 6/09 – 16h – Praça da Matriz: Espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

Dia 7/09 – 8 às 12h: Intercâmbio entre a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS) e o Grupo HOP Quilombola (MT).

Dia 7/09 – 20h – Teatro Aldeia: Desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”.

Caliban – A Tempestade de Augusto Boal

Foto: Pedro Isaias Lucas

Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores.

O espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015 e faz parte do Projeto Caliban – Apontamentos sobre O Teatro de Nuestra América, selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural, na edição 2015-2016

Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência

Foto: Pedro Isaias Lucas

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho da atriz Tânia Faria na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação.