ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 2]

    Com um mês de atividades o Teatro Ói Nóis Aqui Traveiz foi interditado pela Secretaria de Segurança. Aí começou uma longa campanha pela reabertura do teatro. O fechamento agravou a situação econômica do grupo e a saída de alguns dos seus integrantes. Para vencer a crise o grupo buscou outros espaços para encenar o seu espetáculo. Também é o momento em que o grupo começou a compartilhar as suas experiências através de uma oficina de teatro. E é principalmente com os jovens desta oficina que criou a montagem de “A Bicicleta do Condenado”, do espanhol Fernando Arrabal: um preTexto para a reVolta do Ói Nóis Aqui Traveiz. Durante o processo de criação integrantes do grupo foram presos em manifestações contra a ditadura. Essa experiência de repressão e violência foi canalizada para a cena. A reabertura do Teatro trouxe para a encenação uma história de opressão e horror, onde duas pessoas tentam sobreviver em um lugar comandado por uma ordem militar. Se no primeiro espetáculo o público fi

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta neste final de semana em Itajaí!

No próximo domingo (22.10) o espetáculo "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" abrirá o 5° Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha, em Itajaí - SC.
Dando continuidade na programação, a atuadora Tânia Farias apresentará na segunda feira (23.10) a desmontagem "Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência".
Confira!

Dia 22/10 (domingo) - 17h
na Praça Genésio Miranda Lins - Beira Rio

Espetáculo Convidado de Abertura:
Caliban - A Tempestade de Augusto Boal
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz - Porto Alegre, RS


Sinopse: Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz quer, com a encenação, analisar criticamente a “tempestade” conservadora que hoje sofre a América Latina, e especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Augusto Boal, escrita pelo autor no exílio, em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estado-unidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores.

Classificação Indicativa: Livre  - Duração: 90min

Dia 23/10 (segunda) - 21h
no SESC Itajaí

Espetáculo Convidado:
Evocando os mortos – Poéticas da experiência
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz - Porto Alegre, RS

Fotos: Pedro Isaias Lucas

Sinopse: Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Classificação Indicativa: 16 anos  - Duração: 60min