A vanguarda gaúcha em ação

Marcelo Marchioro ( O Estado do Paraná, 29 de Junho de 1979)   Para todos aqueles que procuram a renovação de tudo aquilo que está de uma maneira ou outra ligada ao homem, para todos os que são suficientemente abertos para receberem novas idéias e concepções e se colocam contra qualquer tipo de estagnação, para todos os que possuem uma visão ampla e irrestrita do que seja cultura e das várias maneiras pelas quais ela se manifesta, para todos aqueles que são receptivos (se não para gostar, ao menos para analisar) às novas e válidas propostas de trabalho e têm condições de entender o que seja um espetáculo consciente e revitalizador, hoje é o último dia para assistir a “Ensaio Selvagem” às 21 horas no Teatro Universitário de Curitiba, produção do grupo gaúcho “Ói Nóis Aqui Traveiz”.   Em geral, novas propostas ou manifestações de vanguarda (principalmente quando se trata de cultura) sempre são encaradas pelo público com muitas ressalvas, especialmente por aquela grande camada tradi

Tribo internacional!

Compartilhamos abaixo duas publicações internacionais que abordam diferentes aspectos do trabalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A primeira é um artigo publicado na Revista The Drama Review, uma revista acadêmica da cidade de Nova York que foi fundada em 1955 e tem como foco o estudo sobre a performance nos seus contextos sociais, econômicos, estéticos e políticos.  



A segunda publicação é o livro “Brazilian Collaborative Theater: Interviews with Directors, Performers and Choreographers Kindle Edition” de Aleksandar Dundjerović  e Luiz Fernando Ramos que reúne 15 entrevistas com diversos pesquisadores, atores e diretores entre eles Paulo Flores (Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz), Zé Celso (Teatro Oficina), Antunes Filho, Gerald Thomas entre outros. Os entrevistados abordam reflexões sobre o processo de teatro colaborativo e descrevem um ambiente criativo coletivo em que os profissionais estão preocupados com questões fundamentais sobre contextos sociais, culturais e artísticos em que as produções são encenadas e o clima interdisciplinar que predominou desde o início da década de 1980.