TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

Tribo internacional!

Compartilhamos abaixo duas publicações internacionais que abordam diferentes aspectos do trabalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A primeira é um artigo publicado na Revista The Drama Review, uma revista acadêmica da cidade de Nova York que foi fundada em 1955 e tem como foco o estudo sobre a performance nos seus contextos sociais, econômicos, estéticos e políticos.  



A segunda publicação é o livro “Brazilian Collaborative Theater: Interviews with Directors, Performers and Choreographers Kindle Edition” de Aleksandar Dundjerović  e Luiz Fernando Ramos que reúne 15 entrevistas com diversos pesquisadores, atores e diretores entre eles Paulo Flores (Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz), Zé Celso (Teatro Oficina), Antunes Filho, Gerald Thomas entre outros. Os entrevistados abordam reflexões sobre o processo de teatro colaborativo e descrevem um ambiente criativo coletivo em que os profissionais estão preocupados com questões fundamentais sobre contextos sociais, culturais e artísticos em que as produções são encenadas e o clima interdisciplinar que predominou desde o início da década de 1980.