TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

Hoje tem "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" em Porto Alegre!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta Caliban - A Tempestade de Augusto Boal nesta quarta-feira (25/04) no Largo Glênio Peres, às 16 horas. A apresentação do espetáculo faz parte da programação da primeira edição do INTERCENA, projeto que visa à internacionalização das Artes Cênicas do Estado do Rio Grande do Sul, e ocorre em Porto Alegre até dia 27 de abril. 

O grupo foi homenageado pelo Circuito Nacional Palco Giratório - SESC em 2017, realizando apresentações do espetáculo em todo o país.



Fotos: Pedro Isaias Lucas
“A Tempestade” é escrita enquanto Boal estava no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares, - momento fecundo para retomar Caliban enquanto representante das opressões advindas deste encontro colonial – colocando em foco o discurso de resistência evidenciado nesta figura. Agora Caliban não é mais somente o colonizado. Ele é a representação dos oprimidos de toda a sorte que residem neste país.