NOVA TEMPORADA DE MEIERHOLD

Meierhold”, a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, continua em temporada até 13 de abril. Quintas, sextas e sábados, às 20 horas, na Terreira da Tribo. “Meierhold” recebeu indicação ao prêmio Açorianos 2018 para melhor espetáculo, melhor ator (Paulo Flores), melhor atriz coadjuvante (Keter Velho) e para melhor iluminação (Clélio Cardoso). Os ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 podem ser adquiridos de forma antecipada via on line na plataforma Sympla (com taxas) e na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186).
“Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. A encenação de “Meierhold” reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, envolv…

CALIBAN - A Tempestade de Augusto Boal No Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto

Foto Pedro Isaias Lucas
 
Após a exitosa participação no Festival Latino - Americano e Caribeño Mayo Teatral em Cuba, onde encenou a performance “Onde? Ação n° 2” e realizou oficinas e intercâmbios com grupos teatrais nas cidades de Pinar Del Río, Havana e Matanzas, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz volta a apresentar “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”. A Tribo vai participar do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (São Paulo) com apresentações nos dias 13 e 14 de julho. Após o Festival o Ói Nóis Aqui Traveiz segue numa pequena gira organizada pelo Sesc SP em Presidente Prudente nos dias 17 e 18 de julho e em Bauru nos dias 19 e 20, com a Desmontagem "Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência” e “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

Foto Pedro Isaias Lucas

O FIT de Rio Preto 2018, que chega a sua 18° edição internacional será realizado entre 5 e 14 de julho, tem como tema deste ano “Polifonias, Performances e Dizeres Possíveis”. Ao todo 23 espetáculos, que exploram diferentes pesquisas de linguagem, irão ocupar 16 locais fechados e públicos da cidade. A Tribo, ao completar os seus 40 anos de trajetória, volta ao Festival onde em 2007 realizou temporada de sucesso com a criação coletiva “Aos Que Virão Depois de Nós – Kassandra In Process”.


Foto Fabiano Ávila
Impulsionado pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo com a encenação para teatro de rua “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal” analisa criticamente o retrocesso dos direitos sociais que vivemos hoje no Brasil. Boal apropria-se da peça de Shakespeare, escrita em 1611, e da ideia do escritor cubano Roberto Fernández Retamar, para questionar a exploração da América do Sul pelo colonialismo europeu e para discutir a postura neocolonialista dos Estados Unidos. As sociedades latino-americanas são marcadas pelas feridas coloniais. São visíveis as inúmeras contradições e complexidades que configuram essas sociedades contemporâneas. Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, encenar “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliban é a reivindicação da legitimidade do "diferente". Caliban é símbolo da identidade latino-americana.

A “Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência”, depois de percorrer oito cidades do interior gaúcho, volta a se apresentar no Estado de São Paulo. A Desmontagem constitui um olhar sobre as discussões de gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação da Tribo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação.
 
Foto Pedro Isaias Lucas