Artistas na Rua Fora Bolsonaro - Porque derrubá-lo é Urgente!

 Culuna de Tânia Farias em Brasil de Fato . Ato Fora Bolsonaro em Porto Alegre: "Há muitas ações sendo gestadas, não sairemos das ruas enquanto não derrubarmos o genocida do poder" - Foto: Mari Martinez A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo "É preciso estancar essa sangria!!! Um homem sem juízo e sem noção não pode governar essa nação!" Essas são algumas das frases da canção de Zeca Baleiro, entoada pelo movimento Artistas pelo Impeachment, que reúne artistas de todo o país. O clipe “Desgoverno” tem claramente incomodado os ainda apoiadores do governo genocida e corrupto de Bolsonaro, Mourão e os militares. A população, atingida pelo descaso e pela fome, tem saído as ruas. A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo. Nesse caldo e ação estamos também nós, os artistas e trabalhadores da cultura

ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ NA FEIRA BRASILEIRA DE OPINIÃO – PORTO ALEGRE – CONTRAGOLPE

Foto: Pedro Isaias Lucas 


A partir do dia 27 de julho, sexta-feira, às 20h, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará presente com o seu Teatro na Feira Brasileira de Opinião – Porto Alegre – Contragolpe, que está sendo realizada no Memorial Luiz Carlos Prestes (Av. Ipiranga, 10, esquina com Edvaldo Pereira Paiva), apresentando os esquetes “Save the whales”, “Oh Pátria Amada Salve! Salve!” e “Bem-aventurados”. No sábado, dia 28 de julho, a partir das 19h, a atuadora Tânia Farias em dupla com o compositor Mário Falcão apresentam canções de Violeta Parra. No encerramento da Feira, domingo, dia 29 de julho, às 15h, a Tribo encena “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

Save the wales” retrata a vida descartável de moradores de rua, representados alegoricamente como artistas de estrada, em seu cotidiano enfrentando as dificuldades para a sobrevivência. Ao mesmo tempo, remete à campanha mundialmente conhecida do Greenpeace “Salvem as Baleias” e o esforço para a preservação de uma espécie ameaçada de extinção. É uma adaptação do primeiro ato da peça “Save the whales – Heresia em três atos permutáveis” de Jorge Rein. Em “Oh Pátria Amada Salve! Salve!” um grupo de generais aposentados relembram comicamente o golpe de 1964 e discutem o amadorismo dos golpistas que tramaram o impedimento da Presidenta da República. “Bem-aventurados” é um esquete teatral criada pela Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo, a partir da obra dramatúrgica intitulada “Camilo”, do grupo teatral La Candelária da Colômbia, sobre o padre guerrilheiro Camilo Torres.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Impulsionado pela ideia de que “somos todos Caliban” a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz criou a encenação para Teatro de Rua “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”. A encenação analisa criticamente a “tempestade” conservadora que hoje sofre a América Latina, e especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. Momento fecundo para retomar Caliban como representante das opressões advindas desse encontro colonial, colocando em foco o discurso de resistência evidenciado nessa figura. Agora Caliban não é mais somente o colonizado. Ele é a representação dos oprimidos de toda sorte que residem nesse país chamado Brasil. Para o Ói Nóis Aqui Traveiz encenar “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliban é a reivindicação da legitimidade do “diferente”. Caliban é símbolo da identidade latino-americana e da resistência ao neo-colonialismo.