ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 2]

    Com um mês de atividades o Teatro Ói Nóis Aqui Traveiz foi interditado pela Secretaria de Segurança. Aí começou uma longa campanha pela reabertura do teatro. O fechamento agravou a situação econômica do grupo e a saída de alguns dos seus integrantes. Para vencer a crise o grupo buscou outros espaços para encenar o seu espetáculo. Também é o momento em que o grupo começou a compartilhar as suas experiências através de uma oficina de teatro. E é principalmente com os jovens desta oficina que criou a montagem de “A Bicicleta do Condenado”, do espanhol Fernando Arrabal: um preTexto para a reVolta do Ói Nóis Aqui Traveiz. Durante o processo de criação integrantes do grupo foram presos em manifestações contra a ditadura. Essa experiência de repressão e violência foi canalizada para a cena. A reabertura do Teatro trouxe para a encenação uma história de opressão e horror, onde duas pessoas tentam sobreviver em um lugar comandado por uma ordem militar. Se no primeiro espetáculo o público fi

ENSAIOS ABERTOS DE “MEIERHOLD”

“Meierhold” é a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz com estreia marcada para 29 de novembro, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186). Nesta semana, nos dias 22, 23 e 24 de novembro, às 20 horas, na Terreira da Tribo, acontecem os ensaios gerais do espetáculo abertos ao público. As senhas para assistir os ensaios serão distribuídas nos mesmos dias a partir das 19 horas na Terreira da Tribo.


Foto Pedro Isaias Lucas

“Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. Ao completar o seu quadragésimo ano de trajetória a Tribo homenageia dois Mestres da cena contemporânea e do teatro latino-americano: Meierhold e Pavlovsky. “Meierhold” mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até o seu brutal assassinato pelas autoridades da Rússia stalinista. Na encenação estruturada em fragmentos, Meierhold passa de pensamentos em voz alta a relatos e diálogos imaginários com diferentes interlocutores, como com a sua amada, a atriz Zinaida Reich, também assassinada tragicamente. O espetáculo utiliza-se de diferentes linguagens e recursos, inclusive audiovisuais, fragmentos de poesias surrealistas e cenografia construtivista que remete à utilizada pelo próprio Meierhold. Em cena os atuadores Paulo Flores e Keter Velho.
 


O espetáculo realizará temporada quintas, sextas e sábados, sempre às 20 horas, até 22 de dezembro. Os ingressos antecipados já estão à venda na Terreira da Tribo (Fone 3028 1358), das 15 às 19 horas, no Meme Santo de Casa (R. Lopo Gonçalves, 176 - Cidade Baixa – fone 3019 2595) e no StúdioClio (R. José do Patrocínio, 698 - Cidade Baixa – fone 3254 7200), das 13 às 18h. Durante a temporada estará aberta ao público em geral, de terças-feiras aos sábados, das 15 às 19 horas, a exposição '40 anos de Utopia, Paixão e Resistência', uma mostra de fotos, cartazes, figurinos e adereços que contam a história da Tribo. A encenação de 'Meierhold' tem o apoio da TVE e FM Cultura.