UMA CELEBRAÇÃO DE 40 ANOS DE UTOPIA, PAIXÃO E RESISTÊNCIA

 
Foto: Pedro Isaias Lucas



Neste domingo, dia 18 de novembro, às 17 horas, no Parque Marinha do Brasil (Próximo ao Monumento à Marinha), a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta sua criação coletiva “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” abrindo a programação especial “Uma Celebração de 40 anos de Utopia, Paixão e Resistência”. No ano de 2018 a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz completou 40 anos de atuação junto à comunidade porto-alegrense e em todo Brasil. Para celebrar esta data histórica a Tribo vai realizar uma grande Programação Especial de Celebração, com uma Mostra de seu repertório recente e de um trabalho inédito, "Meierhold. No encerramento das atividades será lançada a 18° edição da revista de teatro Cavalo Louco (criada e publicada pelo grupo), numa noite de celebração e performance cênico-musical baseada na obra de Violeta Parra. No ano de 2019, dando continuidade à programação especial, o Ói Nóis cria o Laboratório Internacional de Teatro, para partilhar com os estudantes de artes cênicas do Brasil e de outras partes do mundo a pesquisa e o trabalho continuado da Tribo de Atuadores, disseminando essa vasta história de atuação e resistência que se desenvolve no sul do país. Toda a Programação Especial de Celebração de 40 anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz será gratuita e pretende, dessa forma, dar visibilidade, continuidade e consequente aprimoramento do trabalho de pesquisa e criação desenvolvido ao longo de muitos anos de trajetória, intrinsecamente ligada à inovação estética e à democratização da cultura. O projeto 'Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – Uma Celebração de 40 anos de Utopia, Paixão e Resistência' é financiado pelo Governo do Estado – Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer – Pró-cultura RS LIC, Lei n.º 13.490/10, com Patrocínio da Fruki e apoio cultural do 25.0 Porto Alegre em Cena da Secretaria Municipal da Cultura/POA.


 

PROGRAMAÇÃO

  • Dia 18 de novembro (domingo) – às 17h – no Parque Marinha do Brasil   “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.
  • Dia 25 de novembro (domingo) – às 18h – no Parque da Redenção “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal”.
  • Dia 26 de novembro (segunda-feira) – às 12h – na Esquina Democrática (Andradas com Borges de Medeiros) “Onde? Ação n°2”.
  • Dia 2 de dezembro (domingo) – às 16 horas no Parque da Redenção “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.
  • Dia 3 de dezembro (segunda-feira) – às 12 horas – na Esquina Democrática (Andradas com Borges de Medeiros) “Onde? Ação n. 2”.
  • Dia 4 e 5 de dezembro (terça e quarta-feira)às 20 horas – na Sala Alvaro Moreira (Centro Muncipal de Cultura) Desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”.
  • Dia 12 de novembro (quarta-feira) às 20 horas – na Sala Alvaro Moreira (Centro Muncipal de Cultura) Performance Cênico-musical “Violeta Parra Uma Atuadora”, seguida do lançamento da edição n°18 da “Cavalo Louco - Revista de Teatro”.

       
     
    Foto: Pedro Isaias Lucas

    A encenação “Meierhold” tem estreia marcada para 29 de novembro, realizando temporada quintas, sextas e sábados, até o dia 22 de dezembro, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont 1186)

      Caliban – A Tempestade de Augusto Boal


      Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban” a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz criou a encenação para Teatro de Rua “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”. A encenação analisa criticamente a “tempestade” conservadora que hoje sofre a América Latina, e especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. Momento fecundo para retomar Caliban enquanto representante das opressões advindas deste encontro colonial, colocando em foco o discurso de resistência evidenciado nesta figura. Agora Caliban não é mais somente o colonizado. Ele é a representação dos oprimidos de toda sorte que residem neste país chamado Brasil. Caliban é símbolo da identidade latino-americana e da resistência ao neo-colonialismo. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu Teatro de Rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores. 


      Foto: Pedro Isaias Lucas


      Com criação coletiva a Tribo traz para cena os atuadores Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Letícia Virtuoso, Keter Velho, Luana Rocha, Alex Pantera, André de Jesus, Márcio Leandro, Lucas Gheller, Rochelle Silveira, Helen Sierra, Daniel Steil, Rafael Costa, Rafael Torres, Fabrício Miranda, Mariana Stadele, Rogério Bertoldo e Dijean Bueno.