SELECIONADOS I LABORATÓRIO ABERTO COM A TRIBO DE ATUADORES OÍ NÓIS AQUI TRAVEIZ

Ana Rafaely dos Santos Teixeira Bruna Moreira da Silva Bruno Mros Camila Januário de Lima Charlotte Dafol Cristian Lampert David Soares Ouriques Diego Carneiro Eduarda Saraiva Eduardo Spieler Fayola Ferreira Gabriel Coupe Guilherme Paiffer Pelodan Gustavo Moreira Alves Hélio Roberto Oliveira da Silva Iarima Castro Alves Cardoso Janaína Baladão de Aguiar de Azevedo Ketelin Abbady Ketelyn Scrittori Liana Alice Márcio Bueno Dias Matheus Ferreira Barcellos Maria Inês Falcão Natalia Meneguzzi Nicolle Machado Pâmela Fogaça Lopes Raquel Ramos Raul Ribeiro Bezerra Vivian Gabriele Schmitz Samuel de Moraes Pretto

O selecionado precisa confirmar a vaga até no máximo dia 28 de junho, ou sua vaga será disponibilizada para um suplente.
SUPLENTES:
Jeferson Porto Ghenes Raíssa Tonial Raissa Tatiane S. Pereira Fernanda Copatti Tamires Mora Jules Renan Dutra Bemfica

Como informado no material de divulgação é necessário que o selecionado tenha disponibilidade para acompanhar todo o programa (Ofic…

LANÇAMENTO DA REVISTA CAVALO LOUCO

Nesta quarta-feira, dia 12 de dezembro, às 20 horas, será o lançamento da 18a. Edição da CAVALO LOUCO Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, na Sala Álvaro Moreyra (Centro Municipal de Cultura). No lançamento acontecerá o ensaio musical “Violeta Parra Uma Atuadora” com Tânia Farias e Mário Falcão, com entrada franca. A Revista tem distribuição gratuita e o lançamento faz parte de “Uma Celebração de 40 anos de Utopia, Paixão e Resistência”, que conta com o patrocínio da Fruki através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, e do apoio do Porto Alegre em Cena da Secretaria da Cultura/POA.
A edição é um número especial que celebra os quarenta anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A Revista que nasceu como semestral em 2006 e nos últimos anos passou a ser anual, devido às dificuldades crescentes que o Ói Nóis Aqui Traveiz assim como todos os grupos de teatro vem vivendo no Brasil. Mas para a Tribo manter esta publicação viva é mais uma forma de resistir a esta onda conservadora e reafirmar o pensamento crítico na luta pela democratização do teatro.




 Este número traz uma reflexão sobre a trajetória de quarenta anos através de olhares diversos colaboradores. A seção Especial traz o ensaio O teatro épico-ritual da trupe de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz de Alexandre Villibor Flory que analisa dialeticamente a fusão que a Tribo realiza entre o teatro político de Brecht e o teatro ritual de origem artaudiana. Valmir Santos na seção Crítica se debruça sobre a encenação “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”. No artigo Ói Nóis Aqui Traveiz: sobre Pedras, Manifestos e Antropofagia, Sidnei Cruz, a partir do Manifesto de criação do grupo, faz apontamentos da história do pensamento anarquista na política e na arte. A Revista trás ainda o olhar de Fábio Prikladnicki sobre o processo de trabalho do atuador, a história das públicações editadas pelo Ói Nóis em texto de Edélcio Mostaço e um estudo de Luana Garcia sobre Caliban com ênfase na dramaturgia. A atuadora Marta Haas, por meio do pensamento de teóricos contemporâneos, reflete sobre o teatro de vivência e o teatro da crueldade de Artaud, e o atuador Pascal Berten nos conta sobre a última edição do Festival de Teatro Popular: Jogos de Aprendizagem e a sua importância para a nossa cidade. E na última página uma poesia sobre a paixão pelo teatro e pelo coletivo da Tribo da atuadora Tânia Farias.

Fundamentado nos princípios de solidariedade, autogestão e anarquismo o Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu de forma avassaladora em 1978. Viviam-se ainda os anos de intolerância e repressão policial da ditadura civil-militar que se instalara no Brasil em abril de 1964. O grupo nascia com a ideia de um teatro concebido fora dos padrões convencionais. Estruturado como coletivo autônomo o Ói Nóis Aqui Traveiz começou a desenvolver a sua expressão a partir da criação coletiva, do contato direto entre atores e espectadores e do uso do corpo em oposição ao primado da palavra. A atualidade dos atuadores está em sua constante investigação artística, que alia o trabalho formal com a reflexão social. Nesse grave momento que o nosso país vive, no qual novamente a sombra do fascismo paira sobre os brasileiros, o Ói Nóis Aqui Traveiz reafirma as suas ideias e práticas coletivas.