CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO COM ENTRADA FRANCA

Nos dias 25 e 26 de novembro, o CineClube da Terreira da Tribo exibe dois filmes da pernambucana Tuca Siqueira - “A Mesa Vermelha”, na segunda-feira, e “Amores de Chumbo”, na terça-feira, às 20 horas, com entrada franca, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186). As exibições fazem parte da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO!

 “Terreira da Tribo – Eu Apoio!” é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completou 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



A Mesa Vermelha”, documentário, exibe depoimentos de 23 ex presos políticos no período da ditadura militar no Recife entre 1969, com a promulgação do AI 5, e 1979, com o advento da Lei da Anistia. Acompanha este documentário o debate entre os participantes,ao redor de uma mesa vermelha,sobre temas relacionados ao período da ditadura passando pelo go…

ÚLTIMA SEMANA DE “MEIERHOLD”

Meierhold”, a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, entra em sua última semana desta temporada, de quinta a sábado, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186), com ingressos a R$ 40,00

( Ingressos antecipados no Meme Santo de Casa - rua Lopo Gonçalves, 176 - fone 30192595 e no StúdioClio - rua José do Patrocínio, 698 – fone 32547200, além da Terreira da Tribo – fone 30281358). “Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. “Meierhold” mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até o seu brutal assassinato pelas autoridades da Rússia stalinista. 

Foto: Tânia Farias

 

Na encenação estruturada em fragmentos, Meierhold passa de pensamentos em voz alta a relatos e diálogos imaginários com diferentes interlocutores, como com a sua amada, a atriz Zinaida Reich, também assassinada tragicamente. A história de Meierhold não deixa de nos colocar em questionamentos sobre o momento e o lugar em que vivemos. A dinâmica da encenação busca perguntar aos espectadores como Meierhold nos afeta e nos comove no sombrio Brasil de hoje.

A densidade dramática, social e psicológica da encenação provoca emoção, surpresas, questionamentos. É a reiteração poética de que devemos mais do que nunca ser utópicos. E a “imaginação criadora” é uma das condições para abrir perspectivas, esperanças de oxigenação para o futuro. O teatro é o espaço do humano em cena. É um ato de presença a partir do qual pessoas, audácias, invenções, imaginações, riscos e insubordinações podem se entrelaçar para escapar da homogeneização. Vivemos um tempo de identidades fragmentadas e de éticas fraturadas. Indivíduos sem história e sem memória, a ênfase no individualismo exacerbado compõe a trama social que favorece a criação de novas e avançadas “máquinas repressoras do futuro”. Daí a importância de afirmar sempre a necessidade de resistir e de alimentar ideais.