ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES no I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

As inscrições para o I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vão até o dia 20 de junho pelo e-mail terreira.oinois@gmail.com com envio de carta de intenção e currículo do proponente. Em sintonia com o teatro independente latino-americano e dos principais grupos europeus, o Ói Nóis Aqui Traveiz realiza o seu I Laboratório Aberto para partilhar – com atores, pesquisadores e estudantes de artes cênicas do Brasil e de outras partes do mundo – a pesquisa e o trabalho continuado realizado pela Tribo nesses quarenta e um anos. Como já é comum em diversos países, Porto Alegre receberá de 30 de junho a 21 de julho artistas interessados em realizar uma imersão na poética da Tribo. Durante três semanas os artistas selecionados vivenciarão a metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo grupo por meio de oficinas, seminários, filmes e espetáculos teatrais. Os seminários, filmes e espetáculos teatrais serão abertos ao público em geral com entrada franca.
O Labo…

NOVA TEMPORADA DE MEIERHOLD

Meierhold”, a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, continua em temporada até 13 de abril. Quintas, sextas e sábados, às 20 horas, na Terreira da Tribo. “Meierhold” recebeu indicação ao prêmio Açorianos 2018 para melhor espetáculo, melhor ator (Paulo Flores), melhor atriz coadjuvante (Keter Velho) e para melhor iluminação (Clélio Cardoso). Os ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 podem ser adquiridos de forma antecipada via on line na plataforma Sympla (com taxas) e na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186).

 
Foto: Lucas Gheller
 
Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. A encenação de “Meierhold” reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, envolvendo o público em uma discussão sobre o próprio papel da arte e a função do artista.

Na encenação estruturada em fragmentos, Meierhold passa de pensamentos em voz alta a relatos e diálogos imaginários com diferentes interlocutores, como com a sua amada, a atriz Zinaida Reich, também assassinada tragicamente. A partir da pesquisa das formas cênicas populares, como o teatro de feira e o circo, e o estudo da Commedia dell'Arte e dos teatros do extremo oriente, Meierhold desenvolveu uma prática de domínio completo corporal e vocal do ator. Para Meierhold, o corpo tem um poder de significação muito maior que a palavra. Propõe a quebra da dicotomia corpo-cérebro com um treinamento global que envolve o ator como um todo e que serviu de base para a construção da biomecânica. A relação entre plateia e palco foi o centro das suas experiências teatrais. Quebrando a ilusão criada pela cena naturalista, Meierhold promoveu uma revolução no modo de interpretação do ator. “Teatralizou” o teatro amplificando-o enquanto jogo. O que chamou de Teatro da Convenção Consciente. A história de Meierhold não deixa de nos colocar em questionamentos sobre o momento e o lugar em que vivemos. A dinâmica da encenação do Ói Nóis Aqui Traveiz busca perguntar aos espectadores como Meierhold nos afeta e nos comove no sombrio Brasil de hoje.