Anti-heroína de Pindaíba

Antônio Hohlfeldt (Jornal do Comércio18 de abril de 1997)
Fotos de Adriana Franciosi
Ao completar 19 anos de vida, traída pela Administração Popular que se nega a dar qualquer apoio à  idéia de sua permanência no local em que fez história na cidade, nem por isso a trupe de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz perde sua fleuma e sua força. Aniversário se faz com festa e festa, para um grupo de teatro, é representar. Foi o que fez o Ói Nóis..., estreando seu novo espetáculo de teatro de rua, A Heroína de Pindaíba.
   Trata-se da adaptação de uma peça de Augusto Boal, dos tempos do seu exílio na Argentina (1975), originalmente intitulada O homem que era uma fábrica. O texto original era uma fábula e, apesar ou justamente por causa das adaptações sofridas, mais fábula e mais farsa ficou ainda o espetáculo que conta a história de Matilda Silva da Silva (o povo brasileiro) que sonha emigrar para os Estados Unidos, deixando Pindaíba (Brasil). Para tanto, e após passar por um sem-número de exigências…

CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO


Nesta segunda-feira, dia 15 de abril, às 20 horas, o Cineclube daTerreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186) exibe os filmes “Catadora de Gente” de Mirela Kruel e “Corpo Feminino” de Thaís Fernandes, dando seguimento a mostra Curtas Gaúchos em Debate, com entrada franca. Curtas Gaúchos em Debate faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



Catadora de Gente” de Mirela Kruel mostra a história de vida da catadora Maria Tugira. Suas impressões e reflexões sobre a vida. Um filme sobre as dissonâncias sociais a partir da fala lúcida e precisa da personagem. Lançado em 2018, foi selecionado para o Festival “É Tudo Verdade”, na Mostra Nacional Competitiva De Curtas Metragens Brasileiros e recebeu Menção Honrosa no Festival pelo filme. Este filme recebeu também em 2018 os seguintes prêmios: Kikito de Melhor Atriz no Festival de Cinema Latino Americano de Gramado, Melhor Curta Metragem Brasileiro na Quinta Mostra de Cinema de Gostoso, Rio Grande do Norte, prêmio concedido pela Imprensa Nacional, Melhor Filme pelo Júri Popular no Sétimo Curta Brasília e Menção Honrosa pelo Júri Oficial, Melhor Filme Júri Popular e Menção Honrosa pelo Júri Oficial no Festival Kinoarte. Indicado pela Associação de Críticos de Cinema Nacional como um dos destaques da produção de curtas metragens documentários em 2018. Mirela Kruel possui também em sua trajetória um dedicado trabalho as questões de gênero e direito das mulheres e meninas. Trabalhando em campanhas internacionais da Rede de Saúde das Mulheres Latino Americanas e do Caribe e União Europeia.



Corpo Feminino” de Thaís Fernandes propõe um jogo aparentemente simples – pergunta para mulheres de diversas gerações a definição de algo que em teoria as unifica. Parte de um projeto transmídia, o filme é a porta de entrada para uma narrativa que possui muitos pontos de vista e nenhuma resposta certa. Thais Fernandes é formada em jornalismo pela PUCRS. Desde 2007 trabalha como montadora e diretora de projetos audiovisuais para televisão e cinema. Focada em narrativas documentais, dirigiu os curtas “Contrato de Amor” (2013), “Navegantes” (2015) e “Um Corpo Feminino” (2018). Assina produção executiva, pesquisa e edição de vídeos do webdocumentário “A Cidade Inventada” (2014). Em 2019 prepara seu primeiro longa - PORTUÑOL - e também sua primeira série de TV - “AFINAL, QUEM É DEUS? – ambos documentais.