A arte de transformar a realidade em poesia | Sebastião Milaré

No barco, sobre as Águas do Guaíba, afastando da Ilha do presídio e vendo as luzes de Porto Alegre às margens, tive a sensação de ver o passo derradeiro de um ritual sagrado. O que vivenciei na Ilha do presídio, ou Ilha das Pedras Brancas, tinha natureza própria ao ato litúrgico, mas era ato teatral. Teatro na acepção da arte que atualiza símbolos no Imaginário do espectador. E liturgia.

Não há contradição, pois no ato litúrgico o oficiante atualiza símbolos no imaginário dos fiéis. E foi isso que vivenciei naquela noite, caminhando pelas ribanceiras escuras, cheias de buracos e pedras, atrás de imagens que conduziam a inesperados ambientes, como as ruínas do antigo presídio ou a uma espécie de jardim de estátuas. Atores e atrizes surgiam da vegetação ou das trevas como gnomos. Ou sacerdotes de mítica seita, em celebração.




E o ritual, animado por cenas evocativas, assumidamente poéticas em atrito com as outras mais definidas e realistas, só terminaria no momento em que o barco apo…

TEM MÚSICA NA TABA!


Nesta terça-feira, dia 9 de abril, às 20 horas, tem Show Musical na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) reunido os músicos compositores Johann Alex de Souza, Michelle Cavalcanti e Rafael Erê, com entrada franca. O show musical faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terreiradatribo.

 
O cantor e compositor Johann Alex de Souza estará mostrando canções de sua autoria e com diversos parceiros entre eles Mário Falcão, Alexandre Vieira e Zé da Terreira. Este último parceiro em “Samba de Ulisses” que em breve será lançada com um vídeo clip na internet. Ele estará acompanhado pela atriz e cantora Leonor Melo na voz e percussão. Johann Alex de Souza também é educador musical e compõe música para Teatro. Já recebeu os prêmios Açorianos de melhor música em 2002, 2009, 2013 e o prêmio Shell (SP) de 2007. No ano de 2004 foi o vencedor do concurso “Uma Canção para Porto Alegre”. Em 2008 lançou, em parceria com a cantora Leonor Melo, o CD “Ópera de Quarto”. Em 2015 o livro-CD “O Projeto Primeiras Notas de Alvorada e as Canções de sala de aula do Prof. Johann”.

 
Michelle Cavalcanti é compositora, intérprete e instrumentista, tendo participado de diversos grupos e formações instrumentais. Tem seu trabalho exclusivamente voltado para a música autoral explorando ritmos e timbres. Como compositora participou de trabalhos para rádio, teatro, grupo de percussão, jingles e espetáculos musicais. Atua como docente da área de Educação Musical. É regente do Grupo de Música Escola Judith no Morro da Cruz em Porto Alegre, que reúne jovens num trabalho de criação e composição musical. O repertório de voz e violão, traz composições artesanadas através de uma poética que permeia o universo feminino, com as canções Ela, Arrumação, Nuvens, entre outras.






Rafael Erê é um cantor, compositor e instrumentista. Atuante na cena musical desde o ano de 2000. Já trabalhou com diversos artistas(cantores, atores e bailarinos) do RS e do Brasil. Tendo apresentado o seu trabalho em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Goiás, Ceará, Alagoas e Santa Catarina, também em Montevidéu no Uruguai com a cantora Valéria Houston(do movimento conhecido atualmente como MPB Trans). Também participa do projeto musical Androginismo (um show que questiona as questões de gênero) com direção de Silvero Pereira do coletivo "as Travestidas(CE). Na Terreira da Tribo Rafael Erê apresentará seu show intitulado Super Simples. Um show que mistura ritmos."Da milonga ao baião com voz e violão sai um swing bem brasileiro." Show composto de músicas autorais e algumas releituras de músicas como Um Índio (Caetano Veloso) e Sangue Latino(Secos e Molhados). Nesse show Erê traz seus escritos e reflexões (musicadas ou não) para brincar e repartir com público sobre suas inquietações e questionamentos a respeito da vida e do ser humano em si.