Denúncia atualizada de Heiner Muller

Antônio Holfeldt (Jornal do Comércio, 13 de Agosto de 1999) Fotos de Claudio Etges
A estreia de Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão contemporâneo Heiner Müller, pelo grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, é um acontecimento verdadeiramente ambíguo. A ambiguidade nasce do fato de a montagem desta peça, que consagrou e projetou internacionalmente o dramaturgo da Antiga Alemanha Popular, ser, por certo, uma feliz oportunidade para nosso teatro, mas, por outro lado, comemorando os quinze de localização da Terreira da Tribo, espaço cênico onde o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve suas pesquisas e interferências na cidade, constitui-se também em seu canto de cisne: ao final de agosto, interrompendo a sua temporada, a Terreira da Tribo fechará suas portas e o Ói Nóis Aqui Traveiz estará na rua, motivado, dentre outras coisas, pela decisão (ambígua) da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em se negar a dar qualquer apoio ao grupo.
A ambiguidade é mais significativa, se formos capazes de fazer a correta leitu…

BRASIL PEQUENO INTINERANTE NA PROGRAMAÇÃO DA TERREIRA DA TRIBO EU APOIO!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz encerra nesta terça-feira, dia 28 de maio, a primeira etapa da sua programação cultural dentro da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Em cartaz a peça “Brasil Pequeno Itinerante” de Genifer Gerhardt. A programação com entrada franca é sempre às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186).

A Terreira da Tribo que sempre ocupou prédios privados pagando onerosos alugueis se encontra num momento dramático para conseguir viabilizar a sua existência. “Terreira da Tribo – Eu Apoio” é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completa 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo

 
Foto Fábio Zambom

Brasil Pequeno Itinerante” é um espetáculo de Teatro de Bonecos em Miniatura que fala de pessoas que vivem em diferentes regiões do país. Pessoas que Genifer Gerhardt, palhaça e bonequeira, encontrou em viagens pelo Brasil, conhecidas em olhos, ouvidos e afetos. A habitar seus bolsos, os bonecos carregam as histórias de cada estar e de cada sentir. Carregam a grandeza que habita o detalhe. Tem história que é da Bahia e tem do Rio Grande do Sul também. Vai para Tocantins, desce para o Paraná, segue o bordado em Minas Gerais. Tudo alinhado feito colcha de retalhos de avó – para lá, para cá.