A Missão - Lembrança de uma Revolução

A Revolução Possível Revista Aplauso/ 2007 Crítica de Fábio Prikladnicki
(Fotos Cisco Vasques)



De um espetáculo do tipo “teatro de vivência" da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz se espera muitas coisas, sendo uma delas a utilização de uma narrativa descontÍnua, fazendo com que o espectador se pergunte, a cada cena, "O que está acontecendo". Assim também é em A Missão (Lembrança de uma Revolução), do dramaturgo alemão Heiner Muller (1929-1995), que faz novatemporada no final de marco, na Terreira da Tribo, em PortoAlegre, depois de ter estreado em novembrode 2006. Aocontrário de outros trabalhos, nesse não se opera nenhumtipo de colagem textual: a marca do Ói Nóis está essencialmentena encenação. O que não é pouca coisa. Escrito em 1979, o texto parece, ainda hoje, vanguardista e ousado. Não apenas porque Muller é um dos maiores dramaturgos pós-modernos. Nem apenas porque sua produção, escrita em plena Alemanha comunista, tenha mantido vitalidade mesmo depois da queda d…

CURTAS GAÚCHOS EM DEBATE NO CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz continua com a sua programação cultural dentro da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! até 28 de maio. Nesta segunda-feira, dia 13 de maio, o Cineclube da Terreira da Tribo exibe os filmes “Nhemonguetá” de Paola Mallmann e Eugênio Barboza e “Tekoha H'ae Tetã – Aldeia e Cidade” de Alberto Alvares seguido de debate com os diretores, dentro da mostra Curtas Gaúchos em Debate. A programação com entrada franca é sempre às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186). A Terreira da Tribo que sempre ocupou prédios privados pagando onerosos alugueis se encontra num momento dramático para conseguir viabilizar a sua existência. “Terreira da Tribo – Eu Apoio” é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completa 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo . Todas as segundas-feiras acontece o Cineclube da Terreira com a exibição de filmes seguidos de debates, e nas terças-feiras shows musicais vão alternar com encenações de teatro e performance.





TEKOHA HA'E TETÃ

O curta documentário Tekoha Ha’e Tetã narra a vida do Wera Kuaray em busca de um novo caminho ao caminhar com o seu olhar atento de sabedoria guarani entre dois mundos.
Alberto Alvares é cineasta Guarani Ñandeva do Mato grosso do Sul. Atualmente reside no Rio de Janeiro onde é colaborador do Laboratório de Filmes Etnográficos, da Universidade Federal Fluminense, atuando na produção, edição e direção de documentários. É pesquisador indígena da Universidade Federal de Minas Gerais e professor de língua guarani da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Cinema e Educação, com ênfase em linguística.





NHEMONGUETÁ

O documentário Nhemonguetá revela em uma abordagem poética processos de transmissão de conhecimentos para o bem viver Mbya Guarani. A narrativa se aproxima do ver no sonho, mostrando um panorama da cosmovisão indígena. Do cultivo das sementes tradicionais, as experiências na mata, à revelação do nome da pessoa, estes aprendizados são entoados pelas crianças nos mborai, canto-dança. Estas práticas originárias são reconhecidas como estratégias de resistência, onde as crianças Guarani se fortalecem na contemporaneidade para seguir o caminho apontado por Nhanderu.