EVOÉ! JÚLIO SARAIVA

CURTAS GAÚCHOS EM DEBATE NO CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz continua com a sua programação cultural dentro da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! até 28 de maio. Nesta segunda-feira, dia 13 de maio, o Cineclube da Terreira da Tribo exibe os filmes “Nhemonguetá” de Paola Mallmann e Eugênio Barboza e “Tekoha H'ae Tetã – Aldeia e Cidade” de Alberto Alvares seguido de debate com os diretores, dentro da mostra Curtas Gaúchos em Debate. A programação com entrada franca é sempre às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186). A Terreira da Tribo que sempre ocupou prédios privados pagando onerosos alugueis se encontra num momento dramático para conseguir viabilizar a sua existência. “Terreira da Tribo – Eu Apoio” é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completa 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo . Todas as segundas-feiras acontece o Cineclube da Terreira com a exibição de filmes seguidos de debates, e nas terças-feiras shows musicais vão alternar com encenações de teatro e performance.





TEKOHA HA'E TETÃ

O curta documentário Tekoha Ha’e Tetã narra a vida do Wera Kuaray em busca de um novo caminho ao caminhar com o seu olhar atento de sabedoria guarani entre dois mundos.
Alberto Alvares é cineasta Guarani Ñandeva do Mato grosso do Sul. Atualmente reside no Rio de Janeiro onde é colaborador do Laboratório de Filmes Etnográficos, da Universidade Federal Fluminense, atuando na produção, edição e direção de documentários. É pesquisador indígena da Universidade Federal de Minas Gerais e professor de língua guarani da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Cinema e Educação, com ênfase em linguística.





NHEMONGUETÁ

O documentário Nhemonguetá revela em uma abordagem poética processos de transmissão de conhecimentos para o bem viver Mbya Guarani. A narrativa se aproxima do ver no sonho, mostrando um panorama da cosmovisão indígena. Do cultivo das sementes tradicionais, as experiências na mata, à revelação do nome da pessoa, estes aprendizados são entoados pelas crianças nos mborai, canto-dança. Estas práticas originárias são reconhecidas como estratégias de resistência, onde as crianças Guarani se fortalecem na contemporaneidade para seguir o caminho apontado por Nhanderu.