Faca e gesto consequentes

  Antônio Hohlfeldt (Diário do Sul, 22 de dezembro de 1986) Fotos de Isabella Lacerda      Beckett é conhecido por seu niilismo e sua descrença em qualquer valor que ultrapasse a humanidade. Mais do que isso, o grande escritor irlandês desacredita na própria criatura humana, que visualiza como um ser sem caminho e sem lógica, sobrevivendo sem qualquer objetivo na vida, ou, quando os tem, sendo enganado por um falso objetivo (como em “Esperando Godot”, já que o tal Godot, em última análise, jamais virá porque jamais pensou em vir).       No caso de “Fim de Partida”, pode-se dividir a situação dramática em duas abordagens. A mais imediata é exatamente aquela que, em nível de realidade, pode ser desprendida das alusões, nem tão escassas assim, que pontuam todo o texto, talvez um dos primeiros trabalhos literários a abordarem a traumatizante experiência da bomba nuclear dos Estados Unidos em 1945. Pode-se pressupor que há muito aqueles quatro sobrevivem em uma construção quase subterrâ

FRIDA KAHLO – À REVOLUÇÃO! NA TERREIRA DA TRIBO


Nesta terça-feira, dia 14 de abril, às 20 horas, tem apresentação teatral de “Frida Kahlo – À Revolução!” com Juçara Gaspar, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. A criação teatral faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



Frida Kahlo, à Revolução! chega ao nono ano de apresentações. É inspirada livremente na vida e obra da poderosa pintora mexicana. Com texto inédito e trilha sonora original executada ao vivo, a artista e suas pinturas nos conduzem por esta redescoberta ética e estética, focada no princípio revolucionário da arte como denúncia solidária. A dramaturgia concentra-se nos aspectos humanos da personagem para construir um espetáculo que faça emergir o que pode transcender a condição de mito. Cada vez mais a vida e obra da poderosa pintora mexicana incita e sugere a abordagem de temas que precisam ser incentivados, tais como o protagonismo feminino, a acessibilidade e inclusão, a liberdade artística e a denúncia a uma sociedade machista e patriarcal. A acolhida deste trabalho pelo público nos mostra que as aspirações de Frida estão em consonância com as questões contemporâneas e necessárias. A encenação tem direção de Daniel Colin, atuação e dramaturgia de Juçara Gaspar e Trilha Sonora ao vivo de Luciano Alves.