ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 2]

    Com um mês de atividades o Teatro Ói Nóis Aqui Traveiz foi interditado pela Secretaria de Segurança. Aí começou uma longa campanha pela reabertura do teatro. O fechamento agravou a situação econômica do grupo e a saída de alguns dos seus integrantes. Para vencer a crise o grupo buscou outros espaços para encenar o seu espetáculo. Também é o momento em que o grupo começou a compartilhar as suas experiências através de uma oficina de teatro. E é principalmente com os jovens desta oficina que criou a montagem de “A Bicicleta do Condenado”, do espanhol Fernando Arrabal: um preTexto para a reVolta do Ói Nóis Aqui Traveiz. Durante o processo de criação integrantes do grupo foram presos em manifestações contra a ditadura. Essa experiência de repressão e violência foi canalizada para a cena. A reabertura do Teatro trouxe para a encenação uma história de opressão e horror, onde duas pessoas tentam sobreviver em um lugar comandado por uma ordem militar. Se no primeiro espetáculo o público fi

FRIDA KAHLO – À REVOLUÇÃO! NA TERREIRA DA TRIBO


Nesta terça-feira, dia 14 de abril, às 20 horas, tem apresentação teatral de “Frida Kahlo – À Revolução!” com Juçara Gaspar, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. A criação teatral faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



Frida Kahlo, à Revolução! chega ao nono ano de apresentações. É inspirada livremente na vida e obra da poderosa pintora mexicana. Com texto inédito e trilha sonora original executada ao vivo, a artista e suas pinturas nos conduzem por esta redescoberta ética e estética, focada no princípio revolucionário da arte como denúncia solidária. A dramaturgia concentra-se nos aspectos humanos da personagem para construir um espetáculo que faça emergir o que pode transcender a condição de mito. Cada vez mais a vida e obra da poderosa pintora mexicana incita e sugere a abordagem de temas que precisam ser incentivados, tais como o protagonismo feminino, a acessibilidade e inclusão, a liberdade artística e a denúncia a uma sociedade machista e patriarcal. A acolhida deste trabalho pelo público nos mostra que as aspirações de Frida estão em consonância com as questões contemporâneas e necessárias. A encenação tem direção de Daniel Colin, atuação e dramaturgia de Juçara Gaspar e Trilha Sonora ao vivo de Luciano Alves.