Sábado - 25 de junho de 2022 | Escola de Espectadores discute: QUASE CORPOS |

    A quarta aula de 2022 da Escola de Espectadores de Porto Alegre (EEPA) será no dia 25 de junho, SÁBADO, das 10h ao meio-dia, no TEATRO DE ARENA (Altos do viaduto Otávio Rocha).   Durante o encontro, será discutido o monólogo QUASE CORPOS Episódio 1: A Última Gravação, do coletivo Ói Nóis Aqui Traveiz. Estará presente o atuador Paulo Flores, cofundador do grupo e que faz sua estreia no formato monólogo em Quase Corpos.   As aulas da EEPA são gratuitas e sem pré-requisitos. A matrícula de novos alunos será feita no local. Todos estão convidados!

ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES DE MEIERHOLD

Meierhold”, a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, continua em temporada até 1 de junho. Quintas, sextas e sábados, às 20 horas, na Terreira da Tribo. “Meierhold” recebeu o prêmio Açorianos 2018 para melhor ator (Paulo Flores). Os ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 podem ser adquiridos de forma antecipada via on line na plataforma Sympla (com taxas) e na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186).

Foto: Eugênio Barboza


Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. A encenação de “Meierhold” reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, envolvendo o público em uma discussão sobre o próprio papel da arte e a função do artista.

Na encenação estruturada em fragmentos, Meierhold passa de pensamentos em voz alta a relatos e diálogos imaginários com diferentes interlocutores, como com a sua amada, a atriz Zinaida Reich, também assassinada tragicamente. A partir da pesquisa das formas cênicas populares, como o teatro de feira e o circo, e o estudo da Commedia dell'Arte e dos teatros do extremo oriente, Meierhold desenvolveu uma prática de domínio completo corporal e vocal do ator. Para Meierhold, o corpo tem um poder de significação muito maior que a palavra. Propõe a quebra da dicotomia corpo-cérebro com um treinamento global que envolve o ator como um todo e que serviu de base para a construção da biomecânica. A relação entre plateia e palco foi o centro das suas experiências teatrais. Quebrando a ilusão criada pela cena naturalista, Meierhold promoveu uma revolução no modo de interpretação do ator. “Teatralizou” o teatro amplificando-o enquanto jogo. O que chamou de Teatro da Convenção Consciente. A história de Meierhold não deixa de nos colocar em questionamentos sobre o momento e o lugar em que vivemos. A dinâmica da encenação do Ói Nóis Aqui Traveiz busca perguntar aos espectadores como Meierhold nos afeta e nos comove no sombrio Brasil de hoje.