Artistas na Rua Fora Bolsonaro - Porque derrubá-lo é Urgente!

 Culuna de Tânia Farias em Brasil de Fato . Ato Fora Bolsonaro em Porto Alegre: "Há muitas ações sendo gestadas, não sairemos das ruas enquanto não derrubarmos o genocida do poder" - Foto: Mari Martinez A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo "É preciso estancar essa sangria!!! Um homem sem juízo e sem noção não pode governar essa nação!" Essas são algumas das frases da canção de Zeca Baleiro, entoada pelo movimento Artistas pelo Impeachment, que reúne artistas de todo o país. O clipe “Desgoverno” tem claramente incomodado os ainda apoiadores do governo genocida e corrupto de Bolsonaro, Mourão e os militares. A população, atingida pelo descaso e pela fome, tem saído as ruas. A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo. Nesse caldo e ação estamos também nós, os artistas e trabalhadores da cultura

ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES DE MEIERHOLD

Meierhold”, a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, continua em temporada até 1 de junho. Quintas, sextas e sábados, às 20 horas, na Terreira da Tribo. “Meierhold” recebeu o prêmio Açorianos 2018 para melhor ator (Paulo Flores). Os ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 podem ser adquiridos de forma antecipada via on line na plataforma Sympla (com taxas) e na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186).

Foto: Eugênio Barboza


Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. A encenação de “Meierhold” reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, envolvendo o público em uma discussão sobre o próprio papel da arte e a função do artista.

Na encenação estruturada em fragmentos, Meierhold passa de pensamentos em voz alta a relatos e diálogos imaginários com diferentes interlocutores, como com a sua amada, a atriz Zinaida Reich, também assassinada tragicamente. A partir da pesquisa das formas cênicas populares, como o teatro de feira e o circo, e o estudo da Commedia dell'Arte e dos teatros do extremo oriente, Meierhold desenvolveu uma prática de domínio completo corporal e vocal do ator. Para Meierhold, o corpo tem um poder de significação muito maior que a palavra. Propõe a quebra da dicotomia corpo-cérebro com um treinamento global que envolve o ator como um todo e que serviu de base para a construção da biomecânica. A relação entre plateia e palco foi o centro das suas experiências teatrais. Quebrando a ilusão criada pela cena naturalista, Meierhold promoveu uma revolução no modo de interpretação do ator. “Teatralizou” o teatro amplificando-o enquanto jogo. O que chamou de Teatro da Convenção Consciente. A história de Meierhold não deixa de nos colocar em questionamentos sobre o momento e o lugar em que vivemos. A dinâmica da encenação do Ói Nóis Aqui Traveiz busca perguntar aos espectadores como Meierhold nos afeta e nos comove no sombrio Brasil de hoje.