VOLTA O CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO DIA 3 DE MARÇO COM “A TRANSMISSÃO DA FLOR”

Na terça-feira, dia 3 de março, o CineClube da Terreira da Tribo está de volta com a exibição do documentário “A Transmissão da Flor” dirigido por Mariana Rotili, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. O CineClube terá programação todas as terças-feiras de março – no dia 10 com “Cinema de Animação:Mulheres fora do Eixo”, com filmes curtas metragens de diretoras de diferentes partes do país e curadoria de Maíra Coelho e Marina Kerber; no dia 17 com “Édipo Rei' (1967) de Pier Paolo Pasolini e no dia 24 com “A Paixão de Joana D'Arc”(1928) de Carl Theodor Dreyer. Após os filmes haverá sempre uma roda de conversa. O CineClube faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terr…

MEDEIA VOZES VOLTA À CENA

A criação coletiva multipremiada “Medeia Vozes” da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz reestreia no dia 29 de julho, às 19:30 horas, na Terreira da Tribo, para uma curta temporada, segundas e terças-feiras, até o dia 20 de agosto. Ingressos antecipados na plataforma sympla.com a R$ 60,00 e R$ 30,00 (estudantes, classe artística e pessoas com mais de 60 anos). “Medeia Vozes” tem apoio da TVE e FM Cultura.

 
Foto Pedro Isaias Lucas
 
Criada em 2013, “Medeia Vozes”, inspirada no romance homônimo de Christa Wolf, traz para o público um espetáculo multicultural que investiga o teatro ritual de origem artaudiana e a performance contemporânea. O Ói Nóis Aqui Traveiz faz uma releitura do mito, desconstruindo o modelo euripidiano, apresentando Medeia como uma mulher de conhecimento e de atitude que se contrapõe ao poder estabelecido. É através do olhar feminino da personagem que o público vai desvelar a sociedade patriarcal e beligerante que exclui a mulher e o estrangeiro. Medeia é transformada em bode expiatório numa sociedade de vítimas, com a falsa acusação de assassinato dos filhos, prisão e banimento. A encenação forma uma obra polifônica, somam-se vozes de mulheres como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias partes do mundo. Os espectadores inseridos no espaço cênico em contato direto com a ação, são mobilizados na sua afetividade. Não interessa a compreensão linear do espetáculo, mas propor uma visão explodida, fragmentada, com diversificação dos planos e simultaneidade da ação. A reconstituição dos fatos é deixada à iniciativa de cada um. “Medeia Vozes” investe na ideia de encontro potencialmente transformador de todos os participantes. “Medeia Vozes” recebeu a grande maioria dos prêmios concedido ao teatro gaúcho (Açorianos de melhor espetáculo, melhor atriz para Tânia Farias, direção, cenografia, iluminação, trilha original para Johann Alex de Souza, dramaturgia e produção, e Prêmio de Melhor Espetáculo pela Escola de Espectadores), também realizou temporada em São Paulo, Arco Verde em Pernambuco e Crato no Ceará.