CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO EXIBE DOIS CLÁSSICOS DE AGNÈS VARDA

Nesta segunda e terça-feira, dias 9 e 10 de dezembro , o Cineclube da Terreira da Tribo exibe dois clássicos da cineasta francesa Agnès Varda. Na segunda-feira passa o filme “Os Catadores e Eu”, e na terça-feira “As Praias de Agnès”, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. O cineclube faz parte da programação da “Terreira da Tribo – Eu Apoio”, que é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completou 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



Único nome feminino por trás da Nouvelle Vague e uma das mais importantes cineastas da história, Agnès Varda (1928-2019) possui uma filmografia repleta de transformações ao longo dos anos. Desenvolveu seu trabalho com igual interesse e força pela ficção e pelo documentário, por questões políticas, sociais e feministas, assim …

MEDEIA VOZES VOLTA À CENA

A criação coletiva multipremiada “Medeia Vozes” da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz reestreia no dia 29 de julho, às 19:30 horas, na Terreira da Tribo, para uma curta temporada, segundas e terças-feiras, até o dia 20 de agosto. Ingressos antecipados na plataforma sympla.com a R$ 60,00 e R$ 30,00 (estudantes, classe artística e pessoas com mais de 60 anos). “Medeia Vozes” tem apoio da TVE e FM Cultura.

 
Foto Pedro Isaias Lucas
 
Criada em 2013, “Medeia Vozes”, inspirada no romance homônimo de Christa Wolf, traz para o público um espetáculo multicultural que investiga o teatro ritual de origem artaudiana e a performance contemporânea. O Ói Nóis Aqui Traveiz faz uma releitura do mito, desconstruindo o modelo euripidiano, apresentando Medeia como uma mulher de conhecimento e de atitude que se contrapõe ao poder estabelecido. É através do olhar feminino da personagem que o público vai desvelar a sociedade patriarcal e beligerante que exclui a mulher e o estrangeiro. Medeia é transformada em bode expiatório numa sociedade de vítimas, com a falsa acusação de assassinato dos filhos, prisão e banimento. A encenação forma uma obra polifônica, somam-se vozes de mulheres como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias partes do mundo. Os espectadores inseridos no espaço cênico em contato direto com a ação, são mobilizados na sua afetividade. Não interessa a compreensão linear do espetáculo, mas propor uma visão explodida, fragmentada, com diversificação dos planos e simultaneidade da ação. A reconstituição dos fatos é deixada à iniciativa de cada um. “Medeia Vozes” investe na ideia de encontro potencialmente transformador de todos os participantes. “Medeia Vozes” recebeu a grande maioria dos prêmios concedido ao teatro gaúcho (Açorianos de melhor espetáculo, melhor atriz para Tânia Farias, direção, cenografia, iluminação, trilha original para Johann Alex de Souza, dramaturgia e produção, e Prêmio de Melhor Espetáculo pela Escola de Espectadores), também realizou temporada em São Paulo, Arco Verde em Pernambuco e Crato no Ceará.