TERREIRA DA TRIBO 37 ANOS DE (R)EXISTÊNCIA

Artigo publicado no Correio do Povo em 11 de setembro de 2021. Fotos de Pedro Isaias Lucas.     No dia 14 de julho de 1984 a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz abria as suas portas para o público. Com um show de rock-punk que reuniu as bandas Replicantes e Urubu Rei, entre outras. Logo em seguida o Ói Nóis Aqui Traveiz encenou na nova casa “A Visita do Presidenciável ou Os Morcegos estão Comendo os Abacates Maduros”, uma parábola sobre o momento político que o Brasil vivia, com a saída dos militares de cena e a entrada de um governo civil. E anunciava para toda cidade “...todas as pessoas gostam de cantar, dançar, representar, pintar, fotografar. Qualquer pessoa é capaz de criar e a Terreira da Tribo está aí para isso”. E nesses 37 anos de atividades a Terreira da Tribo abrigou as mais diversas manifestações culturais como espetáculos de teatro, shows musicais, ciclos de filmes e vídeos, seminários, debates, performances e celebrações. Hoje a Terreira é reco

VIOLETA PARRA - UMA ATUADORA!

Neste sábado, dia 13 de julho, às 20 horas, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz celebra a sua performance cênico musical “Violeta Parra – Uma Atuadora” na Sala Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736), com entrada franca. Após a performance acontecerá o lançamento da nova edição da Cavalo Louco Revista de Teatro. A programação faz parte do I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – uma imersão poética na estética do grupo através de oficinas, espetáculos, filmes e seminários
 

Violeta Parra – Uma Atuadora” apresenta um repertório que mistura o andino com ritmos brasileiros na voz da atuadora Tânia Farias e do violonista e compositor Mário Falcão. Com esse viés mestiço a performance veste as canções deste ícone da arte da América do Sul. Violeta Parra cantora e violonista desde criança, pesquisou ritmos, danças e canções populares, transformando-se em ponta de lança do movimento da “nueva canción” que projetou a música chilena no mundo. Conhecida no Brasil principalmente pelas composições “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Sua história foi contada em 2011 no filme “Violeta foi para o Céu”, do diretor Andrés Wood.
Primeira experiência da Tribo onde a música está em primeiro plano. Em cena Tânia Farias, atriz premiada diversas vezes, homenageada com o livro Tânia Farias – Teatro é Sacerdócio” de Fábio Prickladnick publicada pelo Porto Alegre Em Cena – Festival Internacional de Teatro, e o cantor Mário Falcão (Açorianos de Melhor Compositor e Melhor Disco em 2005), com diversas composições gravadas e uma trajetória com apresentações em Cuba, Uruguai e Argentina.


A Cavalo Louco Revista de Teatro, criada em 2006, chega ao seu número dezenove, sempre trazendo reflexões sobre o fazer teatral e os espaços de criação. Neste número entre os seus principais artigos a Cavalo Louco traz uma homenagem ao grande mestre do teatro brasileiro Antunes Filho escrito pelo jornalista paulista Valmir Santos, e na seção Magos do Teatro Contemporâneo um pouco da história e da poética do grande encenador inglês Gordon Craig, além de uma crítica do escritor Altair Martins a nova encenação da Tribo “Meierhold”. A Revista, uma das poucas publicações de teatro que resistem no Brasil, é gratuita e tem distribuição nos diferentes estados do país.
O I Laboratório Aberto faz parte do projeto “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – Uma Celebração de 40 anos de Utopia, Paixão e Resistência” que é financiado pelo Governo do Estado – Secretaria da Cultura – Pró-cultura RS LIC, Lei n.o 13.490/10, com Patrocínio da Fruki. O projeto tem o apoio da Casa de Cultura Mário Quintana e da Coordenação de Artes Cênicas da Secretaria Municipal de Cultura.