CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO EXIBE DOIS CLÁSSICOS DE AGNÈS VARDA

Nesta segunda e terça-feira, dias 9 e 10 de dezembro , o Cineclube da Terreira da Tribo exibe dois clássicos da cineasta francesa Agnès Varda. Na segunda-feira passa o filme “Os Catadores e Eu”, e na terça-feira “As Praias de Agnès”, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. O cineclube faz parte da programação da “Terreira da Tribo – Eu Apoio”, que é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completou 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



Único nome feminino por trás da Nouvelle Vague e uma das mais importantes cineastas da história, Agnès Varda (1928-2019) possui uma filmografia repleta de transformações ao longo dos anos. Desenvolveu seu trabalho com igual interesse e força pela ficção e pelo documentário, por questões políticas, sociais e feministas, assim …

CALIBAN Dia 15 de Agosto na Praça da Alfândega

Nesta quinta-feira, dia 15 de agosto, “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”, criação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, será encenada na Praça da Alfândega, às 15 horas. A apresentação de 11 de agosto no Parque da Redenção foi transferida em virtude da previsão de chuvas para este final de semana.

Foto: Pedro Isaias Lucas


O Ói Nóis Aqui Traveiz traz este clássico de Shakespeare para a rua e para o exame crítico, lançando mão da adaptação feita por Augusto Boal, nos anos 70, para criticar o retrocesso nos direitos sociais do Brasil de hoje. A narrativa é vista pela perspectiva de Caliban, metáfora dos povos originários da América, que foram dizimados pelos colonizadores, simbolizados na figura de Próspero.
A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu Teatro de Rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores. Como em todo bom teatro político, o público deve perceber que os símbolos da obra remetem à realidade, para despertar neles – emotiva e racionalmente – uma resposta crítica fora da ficção. Para seduzir o público anônimo e passageiro das ruas das cidades, a criação coletiva do Ói Nóis Aqui Traveiz investe em um movimento de cena dinâmico com personagens excêntricos, utilizando adereços e figurinos impactantes com máscaras e bonecos. A narração é toda contagiada pela música, o canto e a dança. Mesclando os movimentos do coro com ações acrobáticas, cenas de humor irreverente e personagens clownescos com uma narrativa épica, “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” reflete alegoricamente a nossa sociedade. Fazem parte da encenação os atuadores: Alex Pantera, André de Jesus, Clélio Cardoso, Daniel Steil, Dijean Bueno, Eugênio Barboza, Fabrício Cuña Miranda, Helen Sierra, Keter Velho, Letícia Virtuoso, Luana Rocha, Lucas Gheller, Márcio Leandro, Mariana Stedele, Marta Haas, Paulo Flores, Rafael Torres, Raphael Costa, Roberto Corbo, Rochelle Silveira, Rogério Bertoldo e Tânia Farias.