MEIERHOLD ESTREIA EM SÃO PAULO

Estreia: 14/11, quinta, às 21h

Temporada: de 15/11 a 8/12
Sextas e sábados às 21h, domingos e feriados às 18h

No SESC Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185) - SÃO PAULO

Os ingressos estarão a venda a partir de 5 de novembro pelo Portal Sesc (a partir das 12h) e dia 6 de novembro (a partir das 17h30) nas Unidades do Sesc SP.









Meierhold é uma adaptação livre de Variaciones Meyerhold do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. Com a encenação a Tribo homenageia dois Mestres da cena contemporânea e do teatro latino-americano: Meierhold e Pavlovsky. Meierhold mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até …

Dionisos Teatro Apresenta “MÃE-CRIADA” NA TERREIRA DA TRIBO

No dia 8 de setembro, domingo, o público porto-alegrense terá a oportunidade única de assistir o espetáculo “MÃE-CRIADA” do grupo Dionisos Teatro da cidade de Joinville, de Santa Catarina. A encenação será realizada às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186), com ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 (Estudantes, artistas e idosos).

Foto: Samuel Kühn

 
O espetáculo questiona como se dá a gestação e o nascimento de uma mãe? Através de uma conversa cênica, a atriz/mãe expõe neste espetáculo-solo os conflitos do surgimento de uma mãe criada, talvez mal-criada, talvez ainda por ser inventada. A linha do trabalho segue o trajeto da barriga ao bebê e investiga o que sobra da mulher por trás dessa tarefa que lhe é atribuída pela humanidade. No projeto “4XDionisos”, cada integrante da companhia foi desafiado a montar um trabalho estando sozinho em cena. Culminando com a gravidez de seu primeiro filho, a atriz Clarice Steil Siewert encarou o desafio de trazer para a cena os conflitos e as contradições do tornar-se mãe. De acordo com a linha do projeto em trabalhar com memórias, a atriz entrevistou diversas mães para recolher material sobre o processo de gravidez, puerpério e criação de filhos. As experiências individuais dessas entrevistadas serviram de alimento para a criação das cenas, que têm como interlocutor a plateia, assim como a experiência individual da atriz. Inspirada nas artes performáticas, em que seus praticantes baseiam seu trabalho “em seus próprios corpos, suas próprias autobiografias, suas próprias experiências, numa cultura ou num mundo que se fizeram performativos pela consciência que tiveram de si e pelo processo de se exibirem para uma audiência” (CARLSON, 2009, p. 17), o espetáculo atravessa o estado de gravidez e preparação para a maternidade da atriz e, certamente, seguirá tangenciado pela atriz/mãe que vem a seguir. No contato com as discussões atuais acerca do parto humanizado, do protagonismo da mulher, da presença/ausência masculina na criação dos filhos e das condições sociais para o exercício da maternidade na contemporaneidade, o espetáculo questiona ideias vigentes acerca do ser mãe e do tratamento dispensado a elas por instituições médicas e sociais. 

Foto: Samuel Kühn
 

“4XDionisos” é resultado do projeto “Memórias Re-partidas: quatro solos da Dionisos Teatro” que foi contemplado no Mecenato Municipal com o patrocínio do Município e Fundação Cultural de Joinville através do SIMDEC, em 2015. Trata-se da montagem de quatro solos (um com cada integrante do grupo) que pretende dar continuidade ao trabalho de pesquisa com teatro e memória desenvolvido há alguns anos pela companhia. Ele visa um mergulho no universo humano na busca de memórias-retalhos, memórias-fragmentos, memórias-espanto, memórias-solidão, memórias-encontro, desencontros... saudades... medos e des-esperanças.

A trajetória da Dionisos, desde 2004, quando montou “Histórias de São Chico”, e mais efetivamente em 2006, quando montou “Entardecer”, passando por “Migrantes” e pelo “Teatro Playback”, vem se debruçando no tema das memórias coletivas ou individuais na construção de seu repertório de cena. Uma das características da companhia sempre foi de um trabalho centrado na construção coletiva em que cada ator ou atriz busca apoios e ressonâncias no trabalho dos companheiros de cena. Com este projeto, cada membro do elenco precisou sair um pouco do conforto destes apoios e desenvolver uma pesquisa para a montagem de um solo, com linguagem e metodologia próprias. No entanto, apesar de total liberdade para escolher o tema, princípios estéticos ou de linguagem, cada artista precisou escolher um recorte de memória a ser trabalhado. Também pôde contar com o apoio dos outros integrantes do elenco para auxílio ou criação de textos, trilha sonora e outros elementos cênicos. A direção geral contribuiu com orientações, provocações e apoio de pesquisa conforme a necessidade do artista criador.

Ficha Técnica:

Dramaturgia e Atuação: Clarice Steil Siewert 
Direção: Silvestre Ferreira

Produção Executiva: Dionisos Teatro 
Iluminação: Flavio Andrade

Operação Técnica: Vinícius Ferreira

Produção Musical: Vinícius Ferreira

Canção: Andréia Malena Rocha

Figurino e cenário: o Grupo

Fotografia: Fabrício Porto

Assistente de Ensaio: Miguel Ferreira

Projeto Gráfico: Ismael Ramos