Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política Na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo

A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo/Ponto de Cultura abre inscrições para Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política, de 17 a 21 de fevereiro, das 15 às 18 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), gratuita e aberta a todos interessados a partir dos 15 anos. Inscrição presencial mediante carta de intenção e currículo. A Oficina acontecerá de 2 de março a 31 de julho, diariamente de segundas a sextas-feiras, das 14 às 18:30 horas, com aulas práticas e teóricas, somando 550 horas/aula. Mais informações pelo telefone 3028 1358 e pelas redes sociais do Ói Nóis Aqui Traveiz.

      A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Políticacom a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveizabordará os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva de que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. Investigará o movimento, o gesto e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do…

50 ANOS DO ASSASSINATO DE CARLOS MARIGHELLA PELA DITADURA CIVIL-MILITAR



50 ANOS DO ASSASSINATO DE CARLOS MARIGHELLA

PELA DITADURA CIVIL-MILITAR


Em novembro de 1969, a polícia de São Paulo, a mando do ditador Emílio Garrastazu Médici e dos seus generais, desencadeou uma ampla operação para localizar Marighella. Frades dominicanos, que faziam parte do grupo de apoio da ALN (Ação Libertadora Nacional), foram presos. Submetidos à tortura pelo facínora delegado Sérgio Fleury, revelaram que tinham encontros com o líder da ALN. Um dos frades foi obrigado a marcar um encontro com Marighella. Acertaram hora e lugar. A polícia chegou com antecedência ao local marcado, a Alameda Casa Branca. O delegado Fleury comandou a preparação da emboscada. Ao chegar, Marighella foi alvo de uma fuzilaria. Morreu na hora. Era a noite de 4 de novembro.
Carlos Marighella, se estivesse vivo, estaria junto ao povo lutando contra o fascismo, por pão, terra, trabalho, saúde, educação, cultura, lutaria por liberdade e alegria para todos. No dia que marca cinquenta anos do seu assassinato, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz rememora esse trágico acontecimento e celebra a trajetória de vida desse revolucionário brasileiro. De setembro de 2008 a agosto de 2016 a Tribo encenou em ruas, praças e parques do nosso país a sua criação coletiva “O Amargo Santo da Purificação – Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella”, levando a milhares de pessoas a história desse herói popular.
Neste momento em que a nossa frágil democracia está ameaçada por um projeto de poder neofacista, de caráter neoliberal e policial, é importante celebrar a vida de Carlos Marighella e de todos os mortos e desaparecidos políticos que lutaram contra a ditadura civil-militar em nome da liberdade e da justiça social para todos brasileiros.
     
MARIGHELLA VIVE!