TERREIRA DA TRIBO 37 ANOS DE (R)EXISTÊNCIA

Artigo publicado no Correio do Povo em 11 de setembro de 2021. Fotos de Pedro Isaias Lucas.     No dia 14 de julho de 1984 a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz abria as suas portas para o público. Com um show de rock-punk que reuniu as bandas Replicantes e Urubu Rei, entre outras. Logo em seguida o Ói Nóis Aqui Traveiz encenou na nova casa “A Visita do Presidenciável ou Os Morcegos estão Comendo os Abacates Maduros”, uma parábola sobre o momento político que o Brasil vivia, com a saída dos militares de cena e a entrada de um governo civil. E anunciava para toda cidade “...todas as pessoas gostam de cantar, dançar, representar, pintar, fotografar. Qualquer pessoa é capaz de criar e a Terreira da Tribo está aí para isso”. E nesses 37 anos de atividades a Terreira da Tribo abrigou as mais diversas manifestações culturais como espetáculos de teatro, shows musicais, ciclos de filmes e vídeos, seminários, debates, performances e celebrações. Hoje a Terreira é reco

MEIERHOLD ESTREIA EM SÃO PAULO

Foto Lucas Gheller


Estreia: 14/11, quinta, às 21h

Temporada: de 15/11 a 8/12
Sextas e sábados às 21h, domingos e feriados às 18h

No SESC Bom Retiro (Alameda Nothmann, 185) - SÃO PAULO


Os ingressos estarão a venda a partir de 5 de novembro pelo Portal Sesc (a partir das 12h) e dia 6 de novembro (a partir das 17h30) nas Unidades do Sesc SP.

Foto Pedro Isaias Lucas
 







Meierhold é uma adaptação livre de Variaciones Meyerhold do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. Com a encenação a Tribo homenageia dois Mestres da cena contemporânea e do teatro latino-americano: Meierhold e Pavlovsky. Meierhold mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até o seu brutal assassinato pelas autoridades da Rússia stalinista. Na encenação estruturada em fragmentos, Meierhold passa de pensamentos em voz alta a relatos e diálogos imaginários com diferentes interlocutores, como com a sua amada, a atriz Zinaida Reich, também assassinada tragicamente. O espetáculo utiliza-se de diferentes linguagens e recursos, inclusive audiovisuais, fragmentos de poesias surrealistas e cenografia construtivista que remete à utilizada pelo próprio Meierhold. Na encenação estão também presentes elementos dos estudos e experimentos do encenador russo como o grotesco, o teatro popular de feira e a Biomecânica. A história de Meierhold não deixa de nos questionar sobre o momento e o lugar em que vivemos. A dinâmica da encenação busca perguntar aos espectadores como Meierhold nos afeta e nos comove no Brasil de hoje. Em cena os atuadores Paulo Flores (Prêmio Açorianos 2018 e Braskem/POA em Cena 2019 de Melhor Ator) e Keter Velho.

Foto Eugênio Barboza