A Missão - Lembrança de uma Revolução

A Revolução Possível Revista Aplauso/ 2007 Crítica de Fábio Prikladnicki
(Fotos Cisco Vasques)



De um espetáculo do tipo “teatro de vivência" da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz se espera muitas coisas, sendo uma delas a utilização de uma narrativa descontÍnua, fazendo com que o espectador se pergunte, a cada cena, "O que está acontecendo". Assim também é em A Missão (Lembrança de uma Revolução), do dramaturgo alemão Heiner Muller (1929-1995), que faz novatemporada no final de marco, na Terreira da Tribo, em PortoAlegre, depois de ter estreado em novembrode 2006. Aocontrário de outros trabalhos, nesse não se opera nenhumtipo de colagem textual: a marca do Ói Nóis está essencialmentena encenação. O que não é pouca coisa. Escrito em 1979, o texto parece, ainda hoje, vanguardista e ousado. Não apenas porque Muller é um dos maiores dramaturgos pós-modernos. Nem apenas porque sua produção, escrita em plena Alemanha comunista, tenha mantido vitalidade mesmo depois da queda d…

VIOLETA PARRA - UMA ATUADORA! CELEBRAÇÃO DE RESISTÊNCIA DE MAIS UM ANO DA TERREIRA DA TRIBO

Nesta sexta-feira, dia 20 de dezembro, às 20 horas, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz celebra a sua performance cênico musical “Violeta Parra – Uma Atuadora” na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. A Terreira da Tribo celebra mais um ano de resistência. Este espaço cultural que completou 35 anos de existência está com a campanha “Terreira da Tribo – Eu Apoio!” de apoio coletivo e permanente através da plataforma virtual da Benfeitoria – www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



A performance cênico musical “Violeta Parra – Uma Atuadora” se solidariza com o povo chileno neste momento de luta por melhores condições de vida. E apresenta um repertório que mistura o andino com ritmos brasileiros na voz da atuadora Tânia Farias e do violonista e compositor Mário Falcão. Com esse viés mestiço a performance veste as canções deste ícone da arte da América do Sul. Violeta Parra cantora e violonista desde criança, pesquisou ritmos, danças e canções populares, transformando-se em ponta de lança do movimento da “nueva canción” que projetou a música chilena no mundo. Conhecida no Brasil principalmente pelas composições “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Sua história foi contada em 2011 no filme “Violeta foi para o Céu”, do diretor Andrés Wood.
Primeira experiência da Tribo onde a música está em primeiro plano. Em cena Tânia Farias, atriz premiada diversas vezes, homenageada com o livro Tânia Farias – Teatro é Sacerdócio” de Fábio Prickladnick publicada pelo Porto Alegre Em Cena – Festival Internacional de Teatro, e o cantor Mário Falcão (Açorianos de Melhor Compositor e Melhor Disco em 2005), com diversas composições gravadas e uma trajetória com apresentações em Cuba, Uruguai e Argentina.