Faca e gesto consequentes

  Antônio Hohlfeldt (Diário do Sul, 22 de dezembro de 1986) Fotos de Isabella Lacerda      Beckett é conhecido por seu niilismo e sua descrença em qualquer valor que ultrapasse a humanidade. Mais do que isso, o grande escritor irlandês desacredita na própria criatura humana, que visualiza como um ser sem caminho e sem lógica, sobrevivendo sem qualquer objetivo na vida, ou, quando os tem, sendo enganado por um falso objetivo (como em “Esperando Godot”, já que o tal Godot, em última análise, jamais virá porque jamais pensou em vir).       No caso de “Fim de Partida”, pode-se dividir a situação dramática em duas abordagens. A mais imediata é exatamente aquela que, em nível de realidade, pode ser desprendida das alusões, nem tão escassas assim, que pontuam todo o texto, talvez um dos primeiros trabalhos literários a abordarem a traumatizante experiência da bomba nuclear dos Estados Unidos em 1945. Pode-se pressupor que há muito aqueles quatro sobrevivem em uma construção quase subterrâ

VIOLETA PARRA - UMA ATUADORA! CELEBRAÇÃO DE RESISTÊNCIA DE MAIS UM ANO DA TERREIRA DA TRIBO

Nesta sexta-feira, dia 20 de dezembro, às 20 horas, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz celebra a sua performance cênico musical “Violeta Parra – Uma Atuadora” na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. A Terreira da Tribo celebra mais um ano de resistência. Este espaço cultural que completou 35 anos de existência está com a campanha “Terreira da Tribo – Eu Apoio!” de apoio coletivo e permanente através da plataforma virtual da Benfeitoria – www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



A performance cênico musical “Violeta Parra – Uma Atuadora” se solidariza com o povo chileno neste momento de luta por melhores condições de vida. E apresenta um repertório que mistura o andino com ritmos brasileiros na voz da atuadora Tânia Farias e do violonista e compositor Mário Falcão. Com esse viés mestiço a performance veste as canções deste ícone da arte da América do Sul. Violeta Parra cantora e violonista desde criança, pesquisou ritmos, danças e canções populares, transformando-se em ponta de lança do movimento da “nueva canción” que projetou a música chilena no mundo. Conhecida no Brasil principalmente pelas composições “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Sua história foi contada em 2011 no filme “Violeta foi para o Céu”, do diretor Andrés Wood.
Primeira experiência da Tribo onde a música está em primeiro plano. Em cena Tânia Farias, atriz premiada diversas vezes, homenageada com o livro Tânia Farias – Teatro é Sacerdócio” de Fábio Prickladnick publicada pelo Porto Alegre Em Cena – Festival Internacional de Teatro, e o cantor Mário Falcão (Açorianos de Melhor Compositor e Melhor Disco em 2005), com diversas composições gravadas e uma trajetória com apresentações em Cuba, Uruguai e Argentina.