TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política Na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo

A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo/Ponto de Cultura abre inscrições para Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política, de 17 a 21 de fevereiro, das 15 às 18 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), gratuita e aberta a todos interessados a partir dos 15 anos. Inscrição presencial mediante carta de intenção e currículo. A Oficina acontecerá de 2 de março a 31 de julho, diariamente de segundas a sextas-feiras, das 14 às 18:30 horas, com aulas práticas e teóricas, somando 550 horas/aula. Mais informações pelo telefone 3028 1358 e pelas redes sociais do Ói Nóis Aqui Traveiz.

Foto: Pedro Isaías Lucas

      A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz abordará os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva de que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. Investigará o movimento, o gesto e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço urbano, proporcionando experimentação de linguagens para o desenvolvimento de personagens, situações, fábulas. Trabalhará elementos e recursos plásticos e musicais que auxiliam a criação poética da cena na rua.
        Uma das vertentes do trabalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui  Traveiz é o Teatro de Rua, nascido das manifestações políticas, de linguagem popular e intervenção direta no cotidiano da cidade. As primeiras intervenções cênicas nas ruas da cidade datam de 1981, com encenações curtas em manifestações ecológicas e antimilitaristas. A partir de 1985, com a encenação de ‘Teon – Morte em Tupi-Guarani’ , o Ói Nóis Aqui Traveiz inicia uma trajetória de encenações para teatro de rua que vão percorrer as ruas, praças, bairros e vilas populares da cidade. Criando um teatro popular onde arte e política se fundem, voltado para a maior parte da população, que por suas carências culturais e econômicas não tem acesso às salas de espetáculos. Para seduzir esse público anônimo e passageiro, o Teatro de Rua requer uma pesquisa estética levada às últimas conseqüências, onde surgem elementos como máscaras e bonecos de grandes proporções, pernas de pau e música, canto e dança, figurinos e adereços criativos e coloridos. O ator para o Teatro de Rua precisa desenvolver diferentes técnicas expressivas que amplie o seu gesto e a sua voz, e pré-disposição para lidar com todo tipo de imprevisto. O cenário do espaço público exige um gesto ampliado capaz de prender a atenção de cidadãos que acorrem casualmente, formando a roda da encenação teatral, do qual participa uma platéia formada por meninos de rua, passantes, donas de casa, comerciantes, turistas, etc.



A partir da experiência desenvolvida há mais de trinta e cinco anos com Oficinas Populares de Teatro, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, acredita na função social do artista, e pretende que esta formação favoreça a emergência do artista competente não apenas no seu ofício, mas também preocupado com o seu desenvolvimento como cidadão. A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo dentro da sua proposta de trabalho, realiza anualmente seminários, ciclos de debates e oficinas de iniciação teatral, formação, pesquisa de linguagem e treinamento do ator.