A arte de transformar a realidade em poesia | Sebastião Milaré

No barco, sobre as Águas do Guaíba, afastando da Ilha do presídio e vendo as luzes de Porto Alegre às margens, tive a sensação de ver o passo derradeiro de um ritual sagrado. O que vivenciei na Ilha do presídio, ou Ilha das Pedras Brancas, tinha natureza própria ao ato litúrgico, mas era ato teatral. Teatro na acepção da arte que atualiza símbolos no Imaginário do espectador. E liturgia.

Não há contradição, pois no ato litúrgico o oficiante atualiza símbolos no imaginário dos fiéis. E foi isso que vivenciei naquela noite, caminhando pelas ribanceiras escuras, cheias de buracos e pedras, atrás de imagens que conduziam a inesperados ambientes, como as ruínas do antigo presídio ou a uma espécie de jardim de estátuas. Atores e atrizes surgiam da vegetação ou das trevas como gnomos. Ou sacerdotes de mítica seita, em celebração.




E o ritual, animado por cenas evocativas, assumidamente poéticas em atrito com as outras mais definidas e realistas, só terminaria no momento em que o barco apo…

SELECIONADOS PARA A OFICINA DE TEATRO DE RUA - ARTE E POLÍTICA (PRIMEIRA CHAMADA)


1. Ariane Diniz Vizzoto
2. Bruno Fantinelli
3. Clenir dos Santos
4. Hilton Fernandes Alves
5. Jorge Alberto Gil Nazario
6. Laura Fernandes Ricacheneisky
7. Lucas Gheller Rocha
8. Marcio Menezes
9. Paloma Sanchez
10. Paola da Fontoura da Silva
11. Raul Ribeiro Bezerra
12. Vinicius Zanini Bock

O início das aulas da Oficina de Teatro de Rua - Arte e Política foram prorrogadas para o dia 9 de março/2020.