TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

UBU TROPICAL!

UBU REI DE ALFRED JARRY - TRAD. FERREIRA GULLAR

Ói Nóis
ConVIDA

 

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OFICINA PRESENCIAL NA TERREIRA DA TRIBO
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Essa vai pra todes que vem perguntando sobre as oficinas da Terreira.

A boa nova é que faremos duas oficinas ainda este mês.


Para quem ainda não está sabendo, neste momento o grupo começa a se debruçar sobre nova pesquisa com o intento de criar um UBU TROPICAL. A partir da personagem Pai Ubu, icônica para todo o teatro ocidental que influenciou as vanguardas em todas as partes do mundo, o grupo visa criar um estudo público do teatro de Alfred Jarry e do Tropicalismo.

 Ainda no "Ciclo I: Estudos", iremos oferecer duas oficinas de compartilhamento que acontecerão nos dias 26 e 28 de outubro, das 19 às 22H na Terreira da Tribo. Dia 26 o mote será a personagem PAI UBU e dia 28 o TROPICALSIMO.

Atenção para os detalhes.
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🔥serão oferecidas 12 vagas para cada oficina. As oficinas serão gratuitas e independentes uma da outra.  Portanto, precisam de inscrições separadamente.


🔥Podem se inscrever em mais de uma.

🔥Serão adotados todos os protocolos de segurança sanitária. Portanto, as oficinas, que serão práticas, serão realizadas de máscara e com distanciamento social.


🔥 As pessoas selecionadas deverão apresentar a carteira de vacinação com as duas doses já tomadas

 🔥O Ói Nóis se reserva o direito de garantir lugares para pessoas autodeclaradas negras, indígenas e trans/travestis, através da política de cotas.

Vamo arriba!!!! Esperamos por esse reencontro!!!

Link de inscrições na bio e blog Ói Nóis Aqui Traveiz. Atenção que as inscrições vão até dia 23/10.

Este projeto tem o apoio do Rumos Itaú Cultural 2019-2020
#rumos #itaucultural #AlfredJarry #Jarry #teatrodoabsurdo #PaiUbu
@itaucultural


O Projeto UBU TROPICAL procura compreender a estruturação de Pai Ubu e esmiuçar seu processo de construção, para entender o porquê de sua permanência e revisão ao longo de tantos anos, por tantos artistas de áreas distintas, em tantos países diferentes, chegando até o movimento tropicalista, balizador de toda arte contemporânea brasileira. A personagem Pai Ubu é uma espécie de work in progress que se coloca sempre em movimento de reconstrução. O francês Alfred Jarry (1873-1907) é o primeiro dramaturgo do novo teatro contemporâneo. Se bem que não se trata de um autor dramático em sentido estrito, sim o autor de uma obra – ou mais ainda, do criador de uma personagem – que desde que foi para cena vem revolucionando a cena teatral. Na peça Ubu Rei narra as peripécias de uma personagem grotesca e cruel, Pai Ubu, que incitado por Mãe Ubu assassina o rei da Polônia e coroa a si mesmo. Inicia uma longa serie de atrocidades que inclui traições, roubos, corrupção e assassinatos. Personagem ambicioso, covarde e irracional, o legendário Pai Ubu antecipa, em chave humorística, alguns dos governantes autoritários e dementes que surgiram no último século.
 
Jarry desenvolveu uma interessante saga (Ubu Rei, Ubu Cornudo, Ubu Acorrentado e Ubu na Colina, são as mais destacadas), de comédia bufa e as vezes, escatológica e absurda, que fundou um novo estilo e uma nova concepção estética e ideológica. Daí beberam todas as vanguardas do século XX, como dadaístas, surrealistas, o teatro do absurdo, e grande parte do humor grotesco contemporâneo. A provocação de Ubu chega inclusive ao universo da linguagem inventando palavras, e chamando atenção para um mundo aparentemente ordenado e progressista, mas que a todo momento cria os seus brutais Ubus. O movimento modernista foi influenciado por todas as vanguardas surgidas na Europa, e levou o seu principal porta-voz, Oswald de Andrade, criar o conceito de Antropofagia, que décadas depois ressurgiria no Tropicalismo, influenciando a arte brasileira até os dias de hoje. O próprio teatro de Oswald de Andrade é marcado pelo personagem do Pai Ubu. Principalmente na criação de Abelardo I, personagem símbolo da falta de escrúpulos da burguesia nacional, de O Rei da Vela. 
 
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, herdeiro das ideias tropicalistas, acredita que o Teatro de Rua traz intrínseco na sua manifestação valores significativos que expressam o combate a alienação e exclusão cultural, valorizando a nossa identidade e afirmando princípios libertários, criando um teatro popular, onde arte e política se fundem, voltado para a maior parte da população. Transformando a rua em palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. No momento histórico em que vivemos, onde a grande maioria da população brasileira, por suas carências econômicas e culturais, não tem acesso as salas de espetáculos, o Teatro de Rua assume um papel fundamental na democratização da arte.
 
 

INSCRIÇÃO
 

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