Sábado - 25 de junho de 2022 | Escola de Espectadores discute: QUASE CORPOS |

    A quarta aula de 2022 da Escola de Espectadores de Porto Alegre (EEPA) será no dia 25 de junho, SÁBADO, das 10h ao meio-dia, no TEATRO DE ARENA (Altos do viaduto Otávio Rocha).   Durante o encontro, será discutido o monólogo QUASE CORPOS Episódio 1: A Última Gravação, do coletivo Ói Nóis Aqui Traveiz. Estará presente o atuador Paulo Flores, cofundador do grupo e que faz sua estreia no formato monólogo em Quase Corpos.   As aulas da EEPA são gratuitas e sem pré-requisitos. A matrícula de novos alunos será feita no local. Todos estão convidados!

NOVAS APRESENTAÇÕES DO ‘ENSAIO GERAL PARA UMA PARADA UBUESCA’

Nos dias 18, 20 e 21 de dezembro, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz volta às ruas da cidade com o ‘Ensaio Geral para uma Parada Ubuesca’. No sábado, dia 18 de dezembro, ao meio-dia, a Parada Ubuesca acontece no Parque da Redenção, próximo a Feira Ecológica. E nos dias 20 e 21 de dezembro, na Praça da Alfândega com a rua dos Andradas, na segunda-feira, às 18 horas, e na terça-feira, ao meio-dia. ‘Ensaio Geral para uma Parada Ubuesca’ traz para cena da rua a personagem do Pai Ubu, icônica para todo o teatro ocidental, e a sua ‘máquina de desmiolar’. Personagem ambicioso, covarde e irracional, o legendário Pai Ubu tem muito a dizer neste momento de perplexidade que vivemos no Brasil.

 


A personagem Pai Ubu, criada pelo francês Alfred Jarry (1873-1907), é uma espécie de work in progress que se coloca sempre em movimento de reconstrução. Ainda que se tenham passado mais de cem anos desde a sua primeira aparição, Pai Ubu persiste como um veículo de ruptura, podendo ser considerado como o Pai do teatro moderno, personagem livre das tradições miméticas realistas. Personagem que neste momento histórico que estamos vivendo garante contundência de seu retorno. ‘Ensaio Geral para uma Parada Ubuesca’ traz para as ruas da cidade a comedia bufa, escatológica e absurda. A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz acredita que o Teatro de Rua traz intrínseco na sua manifestação valores significativos que expressam o combate a alienação e exclusão cultural, valorizando a nossa identidade e afirmando princípios libertários, criando um teatro popular, onde arte e política se fundem, voltado para a maior parte da população. 

 

Participam da criação coletiva os atuadores em cena Tânia Farias, Keter Velho, Alex Pantera, André de Jesus, Roberto Corbo, Clélio Cardoso, Eugênio Barboza, Márcio Leandro, Lucas Gheller e Paulo Flores, e na contrarregragem Fabrício Miranda e Aline Ferraz. A música original é de Johann Alex de Souza e as pinturas dos ‘parangolés’ de Isabella Lacerda. Este projeto foi contemplado com o Prêmio Culturas Populares 2019 – Edição Teixeirinha, do Ministério da Cidadania.

 

A grave crise sanitária que se abateu sobre o país com o covid-19 e mais o descaso que o governo atual tem com as artes e a cultura levou a Terreira da Tribo a sua pior crise. O espaço do Ói Nóis Aqui Traveiz que sempre ocupou prédios privados pagando onerosos alugueis tem vivido muitas dificuldades para viabilizar a sua existência. Para sobreviver ao estrangulamento econômico que os artistas e grupos culturais estão vivendo, a Terreira mantém uma campanha de financiamento coletivo e assinatura mensal por meio da plataforma www.benfeitoria.com/terreiradatribo .