TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS DE TRAJETÓRIA [PARTE 17]

 




 

O Projeto “Caminho Para Um Teatro Popular” é um circuito regular de apresentações de teatro de rua, organizado em 1988, com os objetivos de democratizar o espaço da arte, e realizar um teatro com temática social e questionamento crítico da realidade. A encenação de a “Dança da Conquista” participou do Projeto de 1990 a 1996. “Dança da Conquista” coloca em cena o maior genocídio da história da humanidade: a conquista da América pela Europa colonialista. Genocídio de que somos todos herdeiros, testemunhas e juízes. A encenação persegue o ritmo e a forma do ritual cênico, sendo conduzida como o andamento de uma dança em que os vencidos vêm invocar as imagens de sua própria visão – versão da história. O texto resulta da seleção e colagem de fragmentos de fontes bíblicas, poéticas e documentárias, representativo da atmosfera místico profana,  própria dos tempos da Conquista. “Dança da Conquista” invoca sua força expressiva máxima no entrechoque sucessivo de signos representativos do universo mitológico latino-americano, marcado na contradição de uma herança europeia dominante sobre raízes indígenas e também africana – aqui transplantadas. O recurso ao mundo dos mitos busca a comunicação pela via simbólica, que emerge da ressonância que povoam as imagens objetivas do Teatro sobre as imagens subjetivas  que habitam o inconsciente coletivo de nossos povos.


 
 
 

“DANÇA DA CONQUISTA”


Fragmentos: Antônio Caldasso, Deuteronômio, Fernão Carrilho, Isaías, Nikos Kazantzakis, Sahagun e William Blake
Direção, figurino e adereços: criação coletiva
Elenco: Adir Kettenhuber, Adriano Marinho, Arlete Cunha, José Carlos Carvalho, Kike Barbosa, Paulina Nólibos, Sandra Possani, Sérgio Etchichury e Túlio Quevedo
Intérpretes em substituição: Carlos Moreira, Clélio Cardoso, Daniele Fagundes, Flávio Kaktus, Marcos Castilhos, Paulo Flores e Vladimir Moreira
Estreia: 27 de julho de 1990
Espetáculo de Teatro de Rua