Sábado - 25 de junho de 2022 | Escola de Espectadores discute: QUASE CORPOS |

    A quarta aula de 2022 da Escola de Espectadores de Porto Alegre (EEPA) será no dia 25 de junho, SÁBADO, das 10h ao meio-dia, no TEATRO DE ARENA (Altos do viaduto Otávio Rocha).   Durante o encontro, será discutido o monólogo QUASE CORPOS Episódio 1: A Última Gravação, do coletivo Ói Nóis Aqui Traveiz. Estará presente o atuador Paulo Flores, cofundador do grupo e que faz sua estreia no formato monólogo em Quase Corpos.   As aulas da EEPA são gratuitas e sem pré-requisitos. A matrícula de novos alunos será feita no local. Todos estão convidados!

“QUASE CORPOS” NA TERREIRA DA TRIBO - CURTA TEMPORADA

 “QUASE CORPOS” - Em curta temporada na Terreira da Tribo


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta “Quase Corpos: Episódio 1 – A Última Gravação”, de 13 de junho a 5 de julho, segundas e terças-feiras, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), ingressos no sympla.com.br. 

 


Quase Corpos é um estudo do teatro de Samuel Beckett que revela a fragmentação do corpo físico, psíquico e das relações sociais. Temas como solidão, sofrimento, fracasso, angústia, absurdo da condição humana e morte são abordados a partir da pesquisa de linguagem e do trabalho autoral que os atuadores desenvolvem. A encenação “Quase Corpos: Episódio 1 – A Última Gravação”, versão livre da peça Krapp’s Last Tape, mostra o confronto de um homem de 69 anos com o seu passado. O velho homem escuta num antigo gravador a fita-registro de 30 anos atrás. Escuta sua própria voz narrar extintas aspirações, lembranças de amores perdidos, a morte da mãe, a esperança não confirmada de êxito comercial literário. Memórias de fracassos, declínio e dissipação. Depois gravará uma nova fita, como faz todos os anos, no dia do seu aniversário. O velho Krapp fala pouco e as palavras apagaram-se de sua memória. Um homem amargurado, a remoer-se em plena solidão, parece nada ter de relevante a evocar ou perpetuar. Peça com uma única personagem, patética com suas duas vozes contrastantes – a do passado, com seu registro promissor; e a do presente, uma constatação frustradora -, nada mais é que o balanço de uma vida, com a degradação física e mental causada pela erosão do tempo, além do sacrifício da parte amorosa visando uma realização artística que é, afinal, malograda. Imagem tristemente irônica da vida, exprimindo Beckett a mistificação da qual todo homem pode ser vítima. Ironia cruel, disfarçada pelo humor. Roupa bizarra, atitudes, gestos, grunhidos e blasfêmias da personagem, além do seu jogo com as bananas ou com as garrafas de bebida (não visto, mas pressentido) são notas cômicas que temperam, para o público, a amargura de uma vida melancólica.

 


Samuel Beckett (1906-1989) nasceu na Irlanda. Foi um dos principais dramaturgos e escritores do século XX. Nas imagens teatrais projetadas e textos em prosa, Beckett alcançou uma beleza simples e eterna visão do sofrimento humano, lançada através da comédia sombria e do humor. A citação para seu prêmio Nobel de literatura em 1969 exaltou-o pelo ‘conjunto da obra que com formas de ficção e de teatro transformaram o desamparo do homem moderno em exaltação’. Autor de peças como “Esperando Godot”, “Fim de Partida” (encenada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em 1986) e “Dias Felizes".

 

Fotos de Eugênio Barboza

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz continua com a sua campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! para a manutenção do espaço cultural. O público interessado pode colaborar com uma assinatura mensal através da benfeitoria.com/terreiradatribo ou com uma doação para a Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz CNPJ 95.123.576/0001-52 através da conta Caixa Econômica Federal – Agência 0448 – Operação 003 – Conta Corrente 01315-4 ou pelo PIX Chave 95123576000152