TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS História 32

Aos Que Virão Depois de Nós Kassandra in Proces   “Aos Que Virão depois de Nós – Kassandra in Process” é um espetáculo de criação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, inspirado livremente  na novela homônima de Christa Wolf. Dando continuidade ao caminho trilhado pelo grupo em trabalhar com mitos que resultaram  nos espetáculos ‘Antígona Ritos de Paixão e Morte’ e ‘Missa para Atores e Público sobre a Paixão e Nascimento do Doutor Fausto de Acordo com o Espírito de Nosso Tempo’. KASSANDRA possibilita ao Ói Nóis Aqui Traveiz colocar em cena a sua proposta de Teatro de Vivência, onde o espectador está integrado ao espaço vivenciando as ações cênicas em diferentes ambientes. Realizando um teatro voltado para o sensível  atingindo o espectador-participante não somente em sua esfera racional, mas em sua afetividade. Para fazer explodir diante de nós próprios os reflexos daquilo que vislumbrava Artaud, um teatro onde a vida se tornasse autêntica, onde fosse possível se chegar

TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 25]

 
 

A Heroína de Pindaíba é  uma livre adaptação, para o Teatro de Rua, da peça “O homem que era uma fábrica” de Augusto Boal. O espetáculo conta as aventuras e desventuras da personagem Matilda Silva da Silva, brasileira desempregada, em busca do visto para emigrar para os Estados Unidos, e alcançar seu sonho dourado: emprego e lugar onde morar. Matilda, escudada pela sua amiga Santinha, precisa atravessar várias peripécias para vencer a barreira sanitária da embaixada americana, que impede os moradores de Pindaíba de emigrarem.

Nossa heroína, livre de amebas e bactérias, transforma a sua “matéria fecal”  em símbolo de cocô brasileiro saudável. A partir daí, a possibilidade de enriquecer vendendo cocô para todos aqueles que também sonham com as delícias do  “amarican way of life”. O registro de nossa situação social através da alegoria, da farsa, e dos personagens “clownescos” fazem de A Heroína de Pindaíba mais uma expressão do nosso Teatro Popular, criando uma empatia imediata com o público das ruas. Sua aparente descontração, seu clima de brincadeira, seu humor, escondem um instrumento crítico potente. 
 
 
 





“A HEROÍNA DE PINDAÍBA”

Autor: Augusto Boal
Adaptação da obra O Homem Que Era uma Fábrica
Coordenação: Paulo Flores
Direção, figurino e adereços: criação coletiva
Música: Rogério Lauda
Elenco: Biño Sawitzki, Edgardo Sandoval, Geísa Almeida, Graziela Gallicchio, Joana do Carmo, Rosane Cardoso, Sandro Marques e Tânia Farias
Intérpretes em substituição: Alexandre Garcia, Anna Fuão, Carla Moura, Clélio Cardoso, Daniele Fagundes, Dedy Ricardo, Mauro Rodrigues, Paulo Flores, Renan Leandro e Rogério Lauda
Estréia: 30 de janeiro de 1996
(Espetáculo de rua)