quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Mostra de encerramento do projeto Mais Cultura nas Escolas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando a Mostra do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” que faz parte do encerramento do Projeto Mais Cultura nas Escolas, realizado pelo grupo no ano de 2015, nas Escolas: Max Adolfo Oderich (Canoas) e Tolentino Maia (Viamão).
Na mostra os alunos de ambas as escolas estarão apresentando um Exercício Cênico realizado durante as oficinas do projeto e também terão a oportunidade de assistir as apresentações teatrais das oficinas do projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social (também realizadas pelo grupo). 



Toda a Programação tem entrada Franca!
Confira: 

24/11 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Os Sinos da Candelária” com a oficina Popular de Teatro de Canoas, no Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. A apresentação será na Sala Álvaro Moreira (Av. Érico Veríssimo, 307).

25/11 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Central do Brasil”, com a Oficina Popular de Teatro do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” da E. M. E. F. Max Adolf Oderich (Canoas), seguido da apresentação do exercício cênico “Terror e Miséria do Terceiro Reich” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186).

2/12 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Parcelados” com a Oficina Popular de Teatro do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” da E. E. E. M Tolentino Maia (Viamão), seguido da apresentação do exercício cênico “Terror e Miséria do Terceiro Reich” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186).

“Os Sinos da Candelária”
Orientação Paula Carvalho

“Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel, com a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas. 
Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado.
Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.

Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

Terror e Miséria no III Reich
Orientação Marta Haas

Terror e Miséria no III Reich é uma obra do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht. Foi escrita entre 1935 e 1938 – período em que Brecht estava exilado na Dinamarca – fazendo uso de recortes de jornal, notícias recebidas da resistência e rádio, tentando atingir principalmente os exilados alemães. É um panorama da sociedade alemã sob o domínio nazista. A peça é composta de múltiplos quadros independentes, aparentemente desconexos, em que cada cena nos mostra uma faceta do regime. Analisa opressores e oprimidos, assim como a penetração do terror e do medo no cotidiano das famílias alemãs. Brecht retrata os diversos segmentos sociais da Alemanha, tais como a polícia, o governo, a pequena burguesia e a classe operária. Terror e Miséria no III Reich é um estudo do medo e da delação, da desconfiança generalizada e da violência.

OFICINA POPULAR DO BAIRRO SÃO GERALDO

A Oficina Popular do bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral. 

sábado, 7 de novembro de 2015

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebe a principal condecoração do Ministério da Cultura, pela sua contribuição para as artes no Brasil!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará em Brasília neste dia 9 de novembro, para receber a condecoração “Ordem ao Mérito Cultural” por sua contribuição à cultura no Brasil. A cerimônia promovida pelo Ministério da Cultura, será realizada no Palácio do Planalto e contará com a presença da Presidenta Dilma Rousseff.

A condecoração premia personalidades, órgãos e entidades públicas e privadas nacionais e estrangeiras com reconhecida contribuição à cultura brasileira. As sugestões foram avaliadas pelo Conselho da Ordem do Mérito Cultural, presidido pelo ministro da Cultura. Ainda integram o grupo os ministros da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação e de Relações Exteriores, além de uma Comissão Técnica nomeada pelo ministério da Cultura.

Algumas personalidades que já foram condecoradas: Milton Nascimento, Lygia Fagundes Telles, Athos Bulcão, Celso Furtado, Lúcio Costa, Ariano Suassuna, Cesária Évora, Zuzu Angel, Vinicius de Moraes, Nelson Rodrigues, Academia Brasileira de Letras, Clarice Lispector dentre outros.

Foto: Arli Pacheco




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Lançamento da Cavalo Louco nº16!

Caros amigos,

Precisamos começar este editorial dizendo que ele já estava pronto quando a Tribo perdeu, no último 18 de outubro, nossa companheira de atuação e grande amiga, Sandra Steil. Estamos todos convertidos em deserto. Não sabemos ainda o que fazer com sua tremenda ausência. No entanto, temos convicção de que ela desejaria que continuássemos. Essa certeza nos faz não desistir de lançar este número de celebração de 10 anos de nossa revista.

E seguindo em frente com lágrimas nos olhos, digo que é com entusiasmo que a Tribo de Atuadores ÓiNóis Aqui Traveiz apresenta está edição comemorativa. Dez anos depois o Cavalo continua vivo e Louco!As ações da Tribo de Atuadores ÓiNóis Aqui Traveiz de aproximação com o teatro desenvolvido na América Latina apontaram o caminho pra que decidíssemos dedicar este número aos nossos Hermanos.Nesta edição vocês poderão conhecer um pouquinho mais sobre os grupos Malayerba do Equador e Teatro de los Andes da Bolívia, em entrevistas deliciosas realizadas na Argentina.Também vamos entrar em contato com a Ação solidária de divulgação da dramaturgia latino-americana do projeto Periférico, da Escola Sesc do Rio de Janeiro, que vem publicando e distribuindo parte dessa produção. Marcos Steuernagel nos traz uma interessante reflexão sobre a performance e a temporalidade do período de transição para a democracia no Brasil.Vocês poderão conferir como foi o IV Festival de Teatro Popular –Jogos de Aprendizagem, na análise de Newton Pinto da Silva, que observa a participação latina no Festival.Gina Monge nos fala sobre os princípios da formação dos atores do teatro de grupo na América Latina.Entre outras surpresas dessa edição especial trazemos um artigo da cubana Vivian Tabares sobre o teatro cubano contemporâneo e um texto de Ana Carneiro sobre o acervo e a memória do Grupo Tá na Rua. Na seção Magos do Teatro Contemporâneo, trazemos um pouquinho da obra do argentino Osvaldo Dragún.

Para fechar estas páginas,tínhamos decido fazer uma homenagem ao grande homem de teatro que foi Eduardo “Tato” Pavlovski, que se despediu no dia 04 de outubro de 2015. Mas seguindo as confissões deste editorial, lhes contamos que mudamos de ideia e deixamos por aqui nossa homenagem a Pavlovski. Vamos dedicar a última página desta celebração à nossa grande atuadora Sandra Steil. Evoé, Sandra!Estás em cada atuador. 

Deixamos este editorial com as palavras de Tato Pavlovski:

Não se pode jogar pela metade
Se se joga, se joga a fundo
para jogar tem que apaixonar-se
para apaixonar-se tem que sair do mundo do concreto
sair do mundo do concreto é incursionar no mundo da loucura
do mundo da loucura deve-se aprender a entrar e sair
sem meter-se na loucura não há criatividade
sem criatividade se burocratiza
se torna homem concreto
repete palavras de outro.

Eduardo “Tato” Pavlovsky (10/12/1933 - 04/10/2015)

Hoje 4/11, às 20h na Terreira da Tribo teremos o lançamento da Cavalo Louco nº16! Compareça e pegue gratuitamente e o seu exemplar!

Teremos também um bate papo com Rosyane Trotta (UNIRIO) e Narciso Telles (UFU) sobre “As publicações e o Teatro de grupo”.