terça-feira, 21 de outubro de 2014

Ói Nóis Aqui Traveiz leva o projeto Teatro e Memória á Santa Cruz!

De 30 de outubro a 02 de novembro a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui traveiz estará realizando uma residência artística na cidade de Santa Cruz através do projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”. Durante 4 dias o grupo compartilha com a cidade uma programação cultural que prevê: workshop, palestra, desmontagem, performance, filme e apresentação do premiado espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação”.

O projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”, foi contemplado pelo edital “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS - FAC" da Secretaria de Estado da Cultura, e ao todo irá percorrer 8 cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Toda a programação tem entrada franca. A residência artística do grupo na cidade conta com o apoio do Espaço Camarim, da Escola de Samba Acadêmicos do União e do Ponto de Cultura Águia Agito.


Confira o cronograma completo das atividades:

30 e 31/10 - 14h ás 17h – Workshop* 
“Vivência com o Ói Nóis Aqui Traviez”
Companhia de Teatro Espaço Camarim (Rua Marechal Floriano, 332 - centro)
*Inscrições pelo telefone  (51)9145 55 55 e 3713 10 80

30/10 - 20h – Palestra
“A Censura no Teatro Brasileiro Durante a Ditadura Militar” 
Companhia de Teatro Espaço Camarim (Rua Marechal Floriano, 332)

31/10 – 20h - Desmontagem
“Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”
por Tânia Farias
Companhia de Teatro Espaço Camarim (Rua Marechal Floriano, 332)

01/11 – 12h - Performance 
“Onde? Ação nº2”
Praça Getúlio Vargas Centro

01/11 – 20h - Filme
“Viúvas - Performance Sobre a Ausência”
Companhia de Teatro Espaço Camarim (Rua Marechal Floriano, 332)

02/11 – 17h - Espetáculo de Teatro de Rua
“O Amargo Santo da Purificação”
Rua Amazonas, ao lado do campo de futebol – Território da Paz – Bairro Bom Jesus


Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar
O Golpe civil militar de 1964 que massacrou o povo brasileiro está completando 50 anos. Foram 21 anos de ditadura e terrorismo de Estado com cassações, prisões, banimentos, torturas, assassinatos e “desaparecimentos”. O regime ditatorial ampliou a concentração da terra, incentivou a monopolização da economia, concentrou a renda, atrelou o país ao grande capital internacional e produziu uma forte estrutura jurídico-autoritária que está aí até hoje. A ditadura foi fruto de um sistema de exploração e de opressão que, enquanto não for definitivamente superado, causará a infelicidade da nação. A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz através do Teatro a reflexão sobre o que foram aqueles anos de ditadura no Brasil. Por meio da realização de apresentações de teatro de rua, performances, palestras, oficinas e demonstrações técnicas, o Ói Nóis Aqui Traveiz promove o debate político e estético, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, uma exigência para a ideia de “exercício da cidadania”.

WORKSHOP – VIVÊNCIA COM A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação ( para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

PALESTRA – A CENSURA NO TEATRO BRASILEIRO DURANTE A DITADURA MILITAR
A palestra aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário. No período da ditadura, a partir de 1964, o teatro sofreu grandes perseguições. Em especial dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa, e o Arena, em torno de Augusto Boal, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Extremamente engajados, e invocando o teórico e dramaturgo alemão Bertolt Brecht como nome tutelar, marcariam a história do teatro no país. Essa situação só piorou após a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país.

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA
A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje. 

PERFORMANCE – ONDE? AÇÃO Nº 2
A performance Onde? Ação nº2 de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. A proposta deste trabalho é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência. A performance visa atualizar o debate sobre as implicações e consequências deste episódio para a história nacional. 

FILME – VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA
O filme “Viúvas Performance Sobre a Ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

TEATRO DE RUA – O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO
O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
36 Anos de Utopia, Paixão e Resistência
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!



A Tribo participa esta semana do 21º FESTIVAL ISNARD AZEVEDO em Florianópolis!


Nos dias 21 e 23 de outubro, o público do Festival de Teatro de Floripa poderá conhecer a Desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência”, realizada pela atuadora Tânia Farias. A desmontagem é uma imersão no seu processo de pesquisa e criação, dentro de um dos coletivos teatrais mais significativos do país – a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. E no dia 25 a Tribo irá apresentar também dentro da programação do Festival a performance “Onde? Ação nº2”, que de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar.

Confira a programação da Tribo no Festival:

Desmontagem Evocando os Mortos: 
Dia 23 de outubro – 16h - Teatro Ademir Rosa/Agronômica
Dia 24 de outubro -20h - Casa das Máquinas/Lagoa da Conceição

Onde? Ação nº2:
Dia 25 de outubro -11h - Largo da Alfândega/Centro
Em caso de chuva: Terminal Rodoviário Rita Maria / Centro
Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”


A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

“Onde? Ação nº2”

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 

Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Mayura de Matos, Leticia Virtuoso, Paola Mallmann, Ketter Velho, Paulo Flores, Eugênio Barbosa, Pascal Berten, Roberto Corbo, André de Jesus, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Alessandro Muller, Clélio Cardoso e Jorge Gil.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Com propósitos irreverentes a Tribo estreou o seu primeiro espetáculo em 31 de março de 1978, data em que os militares comemoravam o golpe de 1964. Nestes 35 anos o Ói Nóis Aqui Traveiz vem instigando o público porto-alegrense com o seu teatro marcado pela ousadia e liberdade criativa. Os atuadores têm uma técnica própria, desenvolvida desde seu início e que passa por diferentes fases, fundamentada no uso da improvisação e da cena como processo, da criação coletiva e da corporalidade no trabalho do ator. As suas três principais vertentes são: o teatro de rua, nascido das manifestações políticas - de linguagem popular e intervenção direta no cotidiano da cidade - o teatro de Vivência, no sentido de experiência partilhada, em que o espectador torna-se participante da cena – e o trabalho artístico pedagógico, desenvolvido junto a comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica – a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (rua Santos Dumont 1186), que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população. A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto a novos participantes.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O projeto TEATRO E MEMÓRIA chega esta semana em PASSO FUNDO!

De 16 a 19 de outubro a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui traveiz estará realizando uma residência artística na cidade de Passo Fundo através do projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”. Durante 4 dias o grupo compartilha com a cidade uma programação cultural que prevê: workshop, palestra, desmontagem, performance, filme e apresentação do premiado espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação”.

O projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”, foi contemplado pelo edital “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS - FAC" da Secretaria de Estado da Cultura, e ao todo irá percorrer 8 cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Toda a programação tem entrada franca. A residência artística do grupo na cidade conta com o apoio da Secretaria Municipal de Desporto e Cultura e da Universidade de Passo Fundo.

Confira o cronograma completo das atividades:

16 e 17/10 -14h ás 17h – Workshop
“Vivência com o Ói Nóis Aqui Traviez”
Sala 232 IFCH (Prédio B4) Campus I da UPF (BR 285 km 171)
*Inscrições até dia 15 de outubro das 13h30min até as 18h pelo telefone  (54) 33123656 – 33121426 (Sedec)

16/10 - 20h – Palestra
“A Censura no Teatro Brasileiro Durante a Ditadura Militar”
no Auditório IFCH/CET (Prédio B3): 180 lugares

17/10 – 20h - Desmontagem
“Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”
por Tânia Farias
no Auditório IFCH/CET (Prédio B3)

18/10 – 14h - Performance 
“Onde? Ação nº2”
Praça Marechal Floriano, em frente a catedral.

18/10 – 20h - Filme
“Viúvas - Performance Sobre a Ausência”
no Anfiteatro da Faculdade de Medicina - Campus II da UPF - Rua Teixeira Soares, 817 - Centro

19/10 – 16h - Espetáculo de Teatro de Rua
“O Amargo Santo da Purificação”
Rua Hugo Antônio Busato, s/nº, em frente ao ginásio Geromildo Amarante.
 Bairro José Alexandre Zachia.

Foto: Pedro Isaias Lucas


Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar
O Golpe civil militar de 1964 que massacrou o povo brasileiro está completando 50 anos. Foram 21 anos de ditadura e terrorismo de Estado com cassações, prisões, banimentos, torturas, assassinatos e “desaparecimentos”. O regime ditatorial ampliou a concentração da terra, incentivou a monopolização da economia, concentrou a renda, atrelou o país ao grande capital internacional e produziu uma forte estrutura jurídico-autoritária que está aí até hoje. A ditadura foi fruto de um sistema de exploração e de opressão que, enquanto não for definitivamente superado, causará a infelicidade da nação. A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz através do Teatro a reflexão sobre o que foram aqueles anos de ditadura no Brasil. Por meio da realização de apresentações de teatro de rua, performances, palestras, oficinas e demonstrações técnicas, o Ói Nóis Aqui Traveiz promove o debate político e estético, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, uma exigência para a ideia de “exercício da cidadania”.

WORKSHOP – VIVÊNCIA COM A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação ( para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

PALESTRA – A CENSURA NO TEATRO BRASILEIRO DURANTE A DITADURA MILITAR
A palestra aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário. No período da ditadura, a partir de 1964, o teatro sofreu grandes perseguições. Em especial dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa, e o Arena, em torno de Augusto Boal, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Extremamente engajados, e invocando o teórico e dramaturgo alemão Bertolt Brecht como nome tutelar, marcariam a história do teatro no país. Essa situação só piorou após a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país.

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA
A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje. 

PERFORMANCE – ONDE? AÇÃO Nº 2
A performance Onde? Ação nº2 de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. A proposta deste trabalho é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência. A performance visa atualizar o debate sobre as implicações e consequências deste episódio para a história nacional. 

FILME – VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA
O filme “Viúvas Performance Sobre a Ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

TEATRO DE RUA – O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO
O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
36 Anos de Utopia, Paixão e Resistência

         A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!



terça-feira, 7 de outubro de 2014

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz volta a Ijuí, com uma intensa programação cultural aberta e gratuita!

De 11 a 14 de outubro a Tribo estará realizando uma residência artística na cidade de Ijuí através do projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”. Durante 4 dias o grupo compartilha com a população uma intensa programação cultural que prevê: workshop, palestra, desmontagem, performance, filme e apresentação do premiado espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação”.
O projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”, foi contemplado pelo edital “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS - FAC" da Secretaria de Estado da Cultura, e ao todo irá percorrer 8 cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Toda a programação tem entrada franca. A residência artística do grupo na cidade conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Ijuí.

Confira o cronograma completo das atividades:

11/10 - 15h - Performance
“Onde? Ação Nº 2”
Praça da República - Centro - Ijuí

11/10 - 20h - Filme
“Viúvas - Performance Sobre a Ausência”
no Teatro do SESC
Rua Crisanto Leite, 202 - Centro - Ijuí

12/10 - 15h -Espetáculo de Teatro de Rua
“O Amargo Santo da Purificação”
Praça da República - Centro - Ijuí

13 e 14/10 - 14h - Workshop
“Vivência com o Ói Nóis Aqui Traveiz”
no Teatro do SESC

13/10 - 20h - Palestra
“A Censura no Teatro Brasileiro Durante a Ditadura Militar”
no Teatro do SESC

14/10 - 20h - Desmontagem
“Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”
por Tânia Farias
no Teatro do SESC

Foto: Pedro Isaias Lucas

Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar

O Golpe civil militar de 1964 que massacrou o povo brasileiro está completando 50 anos. Foram 21 anos de ditadura e terrorismo de Estado com cassações, prisões, banimentos, torturas, assassinatos e “desaparecimentos”. O regime ditatorial ampliou a concentração da terra, incentivou a monopolização da economia, concentrou a renda, atrelou o país ao grande capital internacional e produziu uma forte estrutura jurídico-autoritária que está aí até hoje. A ditadura foi fruto de um sistema de exploração e de opressão que, enquanto não for definitivamente superado, causará a infelicidade da nação. A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz através do Teatro a reflexão sobre o que foram aqueles anos de ditadura no Brasil. Por meio da realização de apresentações de teatro de rua, performances, palestras, oficinas e demonstrações técnicas, o Ói Nóis Aqui Traveiz promove o debate político e estético, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, uma exigência para a ideia de “exercício da cidadania”.

WORKSHOP – VIVÊNCIA COM A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação ( para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

PALESTRA – A CENSURA NO TEATRO BRASILEIRO DURANTE A DITADURA MILITAR

A palestra aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário. No período da ditadura, a partir de 1964, o teatro sofreu grandes perseguições. Em especial dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa, e o Arena, em torno de Augusto Boal, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Extremamente engajados, e invocando o teórico e dramaturgo alemão Bertolt Brecht como nome tutelar, marcariam a história do teatro no país. Essa situação só piorou após a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país.

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA

A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

PERFORMANCE – ONDE? AÇÃO Nº 2

A performance Onde? Ação nº2 de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. A proposta deste trabalho é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência. A performance visa atualizar o debate sobre as implicações e consequências deste episódio para a história nacional.

FILME – VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA

O filme “Viúvas Performance Sobre a Ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

TEATRO DE RUA – O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO

O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.


Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
36 Anos de Utopia, Paixão e Resistência
           
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição.
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade.
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Onde? Ação nº2 - ARGENTINA

Confira as imagens da Performance Onde? Ação nº2 nas províncias de San Juan e Mendoza.

San Juan

A água sabe, a água passou por aí, a água tem curiosidade, quer saber...
       Inunda os ouvidos, inunda teus olhos...

Dentro da boca deposita e leva  as palavras,
desde os lugares mais profundos,  as memórias, a dor vai levar...


Vai levar as histórias pelo rio dos rios, contando e cantando as histórias para  o mar.
Cantará aos vales com a voz de pedra,  a água que a garganta bebe.


A chuva que ele vê,  o barro em que ele anda, a sopa suja que eles comem, o suor que cai.


 E essa outra água,  essa outra água e os ecos da água...
Porque alguns rios são largos e calmos, verdes e suaves.


E alguns são altos e cortantes,  caem desde as montanhas, e o nosso é  um rio, liso, frio e ocre, e nos traz nossos homens.



Sobre as pedras dormidas,  roda até onde esperamos, mas são tantos os homens que desapareceram,
ou foram mortos, tantos que o rio não pode levar.


Mendoza 

Demasiadas histórias, para que o rio as relate,
demasiadas histórias,  assim nos trouxe um dos homens,


e o queimaram, e nos trouxe outro mais,
para que o enterrássemos sobre a colina,  e rodou o corpo, e o carregou.


E o murmurou até que todos os traços ficassem polidos,
e nos encontrou este corpo e o fez um corpo qualquer, e o fez todo corpo.


É meu, é meu, queira Deus que não seja meu.
É meu, é meu, por favor que não seja meu.


É meu, é meu, queira Deus que não seja meu.


É meu, é meu, por favor que não seja meu...

Texto da obra "Viúdas" de Ariel Dorfman
Fotos: Pedro Rosauro


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ói Nóis Aqui Traveiz atua com grupos de Direitos Humanos na Argentina!

QUANDO AS AUSÊNCIAS SE FAZEM PRESENTES!

A ação performática “Onde? Ação nº2”, que de forma poética contribui para a discussão sobre os desaparecidos políticos na America Latina está sendo apresentada em diversas províncias da Argentina, através do 9º Circuito Nacional de Teatro, e segue em turnê até o início de outubro.

A performance que provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar, tem encontrado ecos em solos argentinos, através de parcerias com militantes e grupos de direitos humanos de todo o país. Com esta ação, mais uma vez, o Ói Nóis Aqui Traveiz se soma ao movimento por Memória, Verdade e Justiça.

Abaixo fotos da performance em frente a Polícia Federal de Neuquén, que ficou conhecida como um centro de tortura e detenção de presos políticos durante a ditadura militar na Argentina. Está apresentação contou com a participação de diversos artistas e grupos de direitos humanos da cidade.









Fotos: Pedro Rosauro

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Encontros com os nossos pares Latinos!

Durante o 9º Circuito Nacional de Teatro na Argentina, além de apresentações da performance “Onde? Ação nº2”, a Tribo tem realizado encontros e intercâmbios com diversos grupos latino americanos e também com organizações vinculadas aos direitos humanos na Argentina.


Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, estes encontros são uma forma de ampliar e fomentar a discussão sobre o Teatro Independente na América Latina e aprofundar a relação das manifestações artísticas engajadas, com ações militantes, reafirmando a ideia de um teatro comprometido, a favor da construção da cidadania e cumprindo também um importante papel de manutenção da memória, como forma de reconstrução da identidade.

Na semana passada o grupo esteve em Santa Rosa de La Pampa com dois importantes grupos teatrais que também estão participando do circuito: o grupo Boliviano, Teatro de Los Andes, que está em turnê com o espetáculo “Hamlet, dos Andes” e o Grupo Malayerba, do Equador que apresenta “Instrucciones para abrazar el aire”. 
A entrevista com os grupos poderá ser conferida em futuras edições da Cavalo Louco – a Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

Um pouco sobre os grupos:

Teatro de Los Andes

Foto: Eugenio Barboza

Fundado em 1991, o Teatro de Los Andes é um grupo Boliviano, que busca refletir através de seu teatro a arte do ator, e a necessidade de contar histórias, de recordar, de retomar a própria essência, construindo uma ponte entre a técnica teatral e as fontes culturais andinas.





O grupo também ministra oficinas na Bolívia e em diversos países sobre a formação do ator e desenvolve projetos sociais, onde o teatro não é um fim em si mesmo, mas um meio de discussão e inclusão social.

Foto: Eugenio Barboza
Site do grupo:

Grupo Malayerba

Foto: Eugenio Barboza
O Grupo Malayerba surge em 1980 em Quito no Equador. Através do seu teatro busca uma linguagem que expresse a vida, o ser humano e seus conflitos, na tentativa de compreender e tomar uma posição crítica, ativa e construtiva frente aos processos sociopolíticos da sua realidade.
Em 1989 o grupo cria o Laboratório Malayerba ”um espaço e um tempo para praticar a liberdade”. A proposta de formação no laboratório é de 4 anos e se desenvolve através de 11 oficinas (teóricas e praticas), que são ministradas pelos membros do Grupo Malayerba. 
Em 2001 o grupo publica a revista “Hoja de Teatro” como um meio de difundir o pensamento e fomentar a discussão sobre o teatro equatoriano.

Foto: Eugenio Barboza

Site do grupo:

Ambos os grupos fazem parte da vertente de Teatro de grupo na América Latina. 

Mais encontros!

Encontro com a Escola de Títeres em Neuquén

Encontro na fábrica de azulejos Zanon, um exemplo de de luta e organização da classe trabalhadora!
Zanon es del pueblo!

Encontro na fábrica de azulejos Zanon, um exemplo de de luta e organização da classe trabalhadora!
"Zanon es del pueblo"!

Encontro com o grupo "El Ramo del Aire" de Neuquén, que recebeu a Tribo com muita generosidade e dedicação!
Gracias por todo queridos!

Encontro com representante Mapuche de Neuquén

Encontro com os "H.I.J.O.S" de Neuquén
MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA!
Fotos: Eugenio Barboza