quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta neste final de semana em Itajaí!

No próximo domingo (22.10) o espetáculo "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" abrirá o 5° Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha, em Itajaí - SC.
Dando continuidade na programação, a atuadora Tânia Farias apresentará na segunda feira (23.10) a desmontagem "Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência".
Confira!

Dia 22/10 (domingo) - 17h
na Praça Genésio Miranda Lins - Beira Rio

Espetáculo Convidado de Abertura:
Caliban - A Tempestade de Augusto Boal
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz - Porto Alegre, RS


Sinopse: Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz quer, com a encenação, analisar criticamente a “tempestade” conservadora que hoje sofre a América Latina, e especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Augusto Boal, escrita pelo autor no exílio, em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estado-unidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores.

Classificação Indicativa: Livre  - Duração: 90min

Dia 23/10 (segunda) - 21h
no SESC Itajaí

Espetáculo Convidado:
Evocando os mortos – Poéticas da experiência
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz - Porto Alegre, RS

Fotos: Pedro Isaias Lucas

Sinopse: Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Classificação Indicativa: 16 anos  - Duração: 60min

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Exercício Cênico “O Canto da Sereia” entra em cartaz na Terreira da Tribo!

Teatro com entrada Franca!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz realiza nos dias 11, 18, 25 de outubro e 1º de novembro, às 20h, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz - Jogos de Aprendizagem 2017, com apresentações do Exercício Cênico “O Canto da Sereia” do dramaturgo, ator e diretor colombiano Enrique Buenaventura. O trabalho é uma realização da Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo e tem a orientação da atuadora Marta Haas.

Entrada Franca! Distribuição de senhas 30 min. antes.

Exercício cênico “O Canto da Sereia”



O exercício cênico "O Canto da Sereia” tem a coordenação de Marta Haas, a orientação musical de Roberto Corbo e traz no elenco os oficinandos: Ademir Alves, Daniel Menezes, Diandra Tavares, Douglas Lunardi, Felipe Goldenberg, Izabela de Paula, Jules Bemfica, Manoela Laitano Chaves, Márcio Leandro, Mariana Stedele, Mariliza Tavares, Miliana Sato, Natália Meneguzzi, Rafael Torres Fernandes e Roberto Corbo.
 “O Canto da Sereia” é uma obra curta do dramaturgo, ator e diretor colombiano Enrique Buenaventura, fundador do Teatro Experimental de Cali. A peça se passa na época da Guerra do Vietnã e conta a história de Carlos Barbosa, um jovem sonhador que decide abandonar sua família e sua cidade, nos confins da América Latina, para ir em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos.

Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo

Fotos: Paula Carvalho

A Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais, o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Seguimos viagem e desta vez o nosso barco atraca no porto de Salvador!

O espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” que está percorrendo o país através do Festival Palco Giratório, chega a Salvador dentro da 13ª edição da Mostra Sesc de Artes – Aldeia Pelourinho. 
As apresentações serão nos dias 31 de setembro e 1º de outubro, às 16h no Terreiro de Jesus.
E na sequencia o grupo parte para Feira de Santana, onde a apresentação será na rua interna do Colégio Estadual Assis Chateaubriand, às 16h.




A IDENTIDADE LATINO-AMERICANA e o COLONIALISMO
As sociedades latino-americanas são marcadas pelas feridas coloniais. São visíveis as inúmeras contradições e complexidades que configuram essas sociedades contemporâneas. Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, encenar “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliban é a reivindicação da legitimidade do “diferente”. Caliban é símbolo da identidade latino-americana.
Segundo Retamar, escritor cubano: “Caliban (que é um anagrama de canibal) (...). Vários escritores o tomaram depois como um símbolo. (...) Para mim, um símbolo do povo de Nuestra América e dos povos do Terceiro Mundo.” Miguel Rubio, fundador do grupo peruano Yuyachkani, ao se perguntar sobre o que é o teatro latinoamericano agora, reflete: “O teatro é uma construção cultural que nasce de valores determinados de acordo com a comunidade onde surge, respondendo a relações sociais específicas (...). Torna-se necessário que a linguagem do nosso ofício não resista a usar novos termos e que possamos ir ao encontro de uma teatralidade complexa, que tenha a ver com reconhecer-nos em todos os matizes de uma identidade inclusiva (...). América Latina e Caribe não significam uma coisa única. É o indígena, o africano, o europeu e o contemporâneo, um lugar aberto a todas as práticas cênicas do século XXI. Nosso teatro recolhe o espírito dos três continentes e se alimenta culturalmente dessas três raízes e com elas dialoga em igualdade de condições com os teatros de todo o mundo”.
A figura de Caliban em “A Tempestade”, de Boal, ratifica a fundação mais firme de uma representação voltada para as margens. Falar em Caliban como símbolo de nossa identidade e do teatro latinoamericano, nos leva a enxergar novas sendas, novas categorias e a possibilidade de pensar e fazer teatro de outro modo. Caliban, oprimido mas não derrotado, simboliza, desde logo, os povos latino-americanos dominados, mas em pé de luta. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência no Festival de Campo Mourão - Paraná!


O FETACAM (Festival de Teatro de Campo Mourão) realiza sua 16º edição, e a atuadora Tânia Farias abre a programação apresentando a desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”.
A apresentação será no dia 21 de setembro, às 20h no Teatro Municipal.
ENTRADA FRANCA!

O Festival é realizado pelo Município de Campo Mourão desde Setembro de 2000, acontecerá nesta edição entre os dias 21 e 28 de setembro e tem como objetivo tornar-se uma referência na área de artes cênicas nacional. Em todas as edições, além das apresentações teatrais foram realizados debates, oficinas, mesas redondas, workshops e outras atividades que permitiram o pleno desenvolvimento desse segmento artístico.

Foto: Paula Carvalho


Texto publicado originalmente no site Caixa de Pont[o].
Por Marco Vasques e Rubens da Cunha

O monólogo tem como pressuposto um diálogo íntimo entre a atuadora e o público. Tânia Farias faz uma espécie de diário compartilhado e começa a revelar a sua trajetória como atriz, as suas referências teóricas, a sua condição de mulher em um mundo perfidamente machista, o modo de operação da Trupe de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, os conceitos éticos do coletivo, as dificuldades pelas quais o grupo passou para conquistar seu território. Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência trata da nossa existência coletiva e do acontecimento da arte na vida. É norteado pela partilha do sensível e do conhecimento. Insinua-se como um ritual que tenta unir o postulado estético e político de Bertolt Brecht com a busca medular de Artaud.
À medida que a conversa acontece, somos chamados a fazer parte do ritual proposto por Tânia Farias. Somos acariciados por seus gestos, sua voz e suas histórias, que deixam de ser a história de uma atriz e da sua busca poética para se tornar a nossa história, a nossa luta.
O que temos aqui é o atual, o contemporâneo explicando a ideia de acontecimento. Não apenas como fato singular, sentido único ou novo, mas como força e pensamento da diferença, como exposição do horizonte que mostra as impurezas e purezas do sentir, que mostra as experiências insólitas, que perturbam porque ambivalentes e excessivas, mas que também revolucionam porque estão calcadas no poético.

Dessa forma, o acontecimento reverbera, amplia-se, coagula-se em teatralidade, muito por causa da experiência de Tânia Farias. O conceito de acontecimento também pode ser pensado,segundo estudos de Erika Fischer-Lichte e David Davies, como defesa de uma arte que é uma ação em curso. Uma arte que abdique das categorias tradicionais de análise, a saber: a hermenêutica, a semiótica e a crítica estética vinculada à poiesis. Ao crítico, no modelo sugerido, cabe a experiência da ação em curso e o abandono das certezas teóricas. Só é possível olhar, ler e viver Evocando os Mortos considerando esse abandono teórico, porque a dimensão humana viva abdica de teoria. A dimensão humana é toda sensória, corpo que é todo tato, alma que é toda poesia vivida, muitas vezes poesia arduamente saqueada, rompida, usurpada. Por isso é preciso evocar, trazer e buscar nossos mortos e estampá-los cruelmente na vida. Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência se faz ritual, resistência, manifesto criativo e destino de liberdade. Tânia Farias é acontecimento que nos acontece.



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tempestade! Tempestade!


Amigxs!

A apresentação de hoje foi cancelada pela instabilidade do tempo.
Se a chuva der uma trégua, neste domingo, às 16h no Parque da Redenção teremos "CALIBAN - A Tempestade de Augusto Boal" em Porto Alegre!!!
Até logo!!!


Foto: Pedro Isaias Lucas

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Caliban – A Tempestade de Augusto Boal em Porto Alegre!!!


O espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” que está percorrendo de norte a sul do país, como grupo homenageado do 20º Palco Giratório, nesta semana estará soprando os seus ventos em solos gaúchos.

Para quem ainda não assistiu ou gostaria de assistir novamente, a encenação mais recente para teatro de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, será apresentada nos dias 15 e 17 de setembro em Porto Alegre. 

Confira as informações sobre as apresentações:

15 de setembro – 15h – Largo Glênio Peres
17 de setembro – 16h – Redenção

Foto: Pedro Isaias Lucas

Abaixo um texto publicado originalmente no site do SESC – Aracaju, sobre a passagem de “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” pela cidade.

Por Aparecida Onias

Com toda estrutura possível para a realização de um espetáculo, com camarim, disposição de equipamentos, iluminação e estrutura de palco para um espetáculo ao ar livre, o Sistema Fecomércio, por meio do projeto Aldeia Sesc levou a companhia de artes Ói Nóis Aqui Traveiz, grupo com 40 anos de existência, com uma trajetória consolidada no Brasil, que apresentou a peça Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal, na praça Fausto Cardoso, na tarde de quinta-feira(18), em uma das etapas do projeto Palco Giratório.
O espetáculo que é uma adaptação de uma obra do eternizado autor William Shakespeare, fala sobre a exploração do colonialismo europeu na América do Sul e sua conquista pelos ibéricos, com uma crítica à postura neocolonialista dos Estados Unidos. A crítica social é latente nas discussões dos personagens sobre o quadro político local.  A história é vista pela perspectiva de Caliban, metáfora dos seres humanos originários da América que foram dizimados e escravizados pelos invasores colonizadores representados pelo personagem Próspero.
Na versão de Boal, próspero é tão perverso quanto os nobres europeus que usurparam o seu poder. Todos representam a violenta dominação colonial e cultural. A filha de Próspero, Miranda, e o príncipe de Nápoles, Fernando, fazem uma aliança não por amor como na peça de Shakespeare, mas sim por interesses capitalistas. Ariel, o “espírito do ar”, representa o artista alienado, mescla de escravo e mercenário a serviço da ordem constituída. Somente Caliban se revolta até ser, finalmente, derrotado. Os vilões permanecem na “ilha tropical” para escravizá-lo. Mesmo escravo, Caliban resiste.

O espetáculo seduziu mais de 200 pessoas que acompanharam a encenação da peça de 1h30 na praça Fausto Cardoso, começando no final da tarde e encerrando ao anoitecer. O público composto por pessoas de todas as idades, estudantes de escolas particulares e públicas, universitários, e transeuntes do Centro de Aracaju, ficou maravilhado com a cenografia, uso de equipamentos como treliças e carros alegóricos, além de fantasias com algo grau de verossimilhança às vestes da idade moderna.
Para a estudante Karoline Costa, Caliban – A Tempestade é um exemplo de como a população deve refletir sobre os problemas sociais. “O Sesc nos trouxe uma grande apresentação que nos leva a pensar sobre o quadro social e nossas condições morais e éticas. Isso nos faz entender melhor os problemas sociais”.

Já o supervisor de Cultura do Sesc, André Santana, lembrou que Caliban é uma encenação que leva Shakespeare para as ruas, aumentando o desenvolvimento cultural da população.

“Estamos trazendo um grande espetáculo que é baseado numa obra do maior dramaturgo de todos os tempos, com uma adaptação para a realidade local. Isso é mais uma atividade promovida pelo Sistema Fecomércio, pelo Sesc, com foco no desenvolvimento cultural”, afirmou Santana. O Projeto Aldeia Sesc de Artes continua até o próximo dia 25 de agosto, com apresentações de dança, música, teatro, grupos folclóricos e manifestações culturais por diversos municípios do estado de Sergipe.



sábado, 9 de setembro de 2017

Oficina Popular de Teatro em Canoas está com inscrições abertas!!

GRATUITA!!!
A oficina Popular de Teatro da cidade de Canoas retoma suas atividades a partir desta quarta feira 13/09!


Todas as quartas feiras - na antiga Estação Férrea de Canoas - acontece a Oficina Popular de Teatro, do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social”. A oficina é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com orientação da atuadora Paula Carvalho. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.

A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.

A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.

Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)
Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 99396 11 40

As inscrições podem ser feitas no local, na própria quarta feira.




“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”


Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate”, “Os Sinos da Candelária” e "Arena Conta Zumbi".