domingo, 4 de dezembro de 2016

Jogos de Aprendizagem 2016!!!


Pare encerrar o ano potencializando os encontros, nos dias 14 e 15 de dezembro, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz realiza na Terreira da Tribo a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz Jogos de Aprendizagem – 2016. Entrada Franca, sempre às 20h. Distribuição de senhas 30 minutos antes das apresentações.

No dia 14/12 teremos a apresentação do Exercício Cênico “A Mais Valia Vai Acabar Seu Edgar” da Oficina de Teatro de Rua Arte e Política e também do Exercício Cênico “O Canto da Sereia” da Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo.

No dia 15/12 teremos a apresentação do espetáculo “O Anjo do desespero” com direção e atuação de Gilmar Fagundes.

A Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem é um compartilhamento do processo pedagógico colocado em prática pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz através dos exercícios cênicos criados nas Oficinas Populares de Teatro dentro da ação Teatro Como Instrumento de Discussão Social e da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.


A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar!

O “Exercício Cênico: A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar!” tem a coordenação de Paulo Flores, e traz no elenco os oficinandos: Aline Ferraz, Arthur Haag, Claudia Beatriz Severo, Daniel Steil, Daviana Maite Suárez, Gabriel Salcedo Botelho, Hariagi Borba Nunes, Helen Meireles Sierra, Jana Alichala Farias, Leticia Virtuoso, Lucas Gheller, Mayura Matos, Mariana Maciel Stedele, Matheus Coelho Camini e Tiana Godinho de Azevedo.

Escrita em 1960 e apresentada no ano seguinte, a peça de Vianinha, por meio do humor, desenvolve a condição de explorador do capitalista e a situação de espoliado do operário, no âmbito material, moral, emocional, sexual, etc. No desenrolar do espetáculo, os operários passam a conhecer sua situação por meio da ´teoria da mais-valia´, que possibilitará a tomada de consciência e a organização da classe, permitindo, no futuro, sua emancipação. As personagens são categorias sociais (os Desgraçados e os Capitalistas), que vivenciam, no palco, por intermédio de ´esquetes´, situações nas quais a opressão se manifesta didaticamente. Vianinha, para tanto, lançou mão de vários recursos técnicos que desenvolvidos no teatro de agitação de Erwin Piscator, na Alemanha dos anos 20, e que hoje fazem parte da história da encenação ocidental. Procurou romper alguns dos limites estabelecidos entre palco e platéia, além de utilizar, na composição das personagens, ´gestos´ que se tornaram clássicos no que se refere ás proposições do ´teatro épico´. Nas palavras do próprio autor “a mais-valia contém a divisão do trabalho manual e intelectual, a concentração demográfica, a guerra, a desnecessidade da existência dos outros. 



Exercício cênico “O Canto da Sereia”

 “O Canto da Sereia” é uma obra curta do dramaturgo, ator e diretor colombiano Enrique Buenaventura, fundador do Teatro Experimental de Cali. A peça se passa na época da Guerra do Vietnã e conta a história de Carlos Barbosa, um jovem sonhador que decide abandonar sua família e sua cidade, nos confins da América Latina, para ir em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos.

 Orientação: Marta Haas
 Orientação musical: Roberto Corbo

Oficinandos: Ademir Alves, Daniel Menezes, Diandra Tavares, Douglas Lunardi, Felipe Goldenberg, Jonatan Tavares, Jules Bemfica, Manoela Laitano Chaves, Márcio Leandro, Mariana Stedele, Mariliza Tavares, Miliana Sato, Natália Meneguzzi, Rafael Torres Ferreira, Savana Ferreira e Thali Bartikoski

 OFICINA POPULAR DE TEATRO DO BAIRRO SÃO GERALDO

A Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais, o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral. 


O Anjo do Desespero

Este trabalho é uma colagem de textos de Heiner Müller e Augusto dos Anjos. Dois escritores que viveram em épocas distintas, o primeiro no século XX e o segundo no século XIX, mas os escritores são confrontados com a maior das evidências da vida e do universo: a morte.
      
 A divulgação da poesia brasileira através de Augusto dos Anjos se faz necessária pois ele não é apenas um poeta da morte mas também um poeta da vida, do mistério do incogniscível. Um homem com uma visão de mundo cientificista nos últimos anos do século XIX. Augusto um porta-voz de todos os seres e não apenas do homem. Os meios acadêmicos o classificaram como Simbolista e também de Pré-Modernista. Augusto dos Anjos é inclassificável. 

Heiner Muller, dramaturgo alemão, com sua obra “A Missão” questiona a migração de idéias revolucionárias francesas vindas do continente europeu para o americano. Importante dramaturgo no cenário contemporâneo mundial. Muller incorpora as influências de Brecht e Artaud e como resultado sua obra nos possibilita criar novos parâmetros que dialogam com a história e as heranças da humanidade. 

Roteiro, direção  e atuação: Gilmar Fagundes
Elenco: Gilmar Fagundes e Felipe Farinha (convidado)



sábado, 3 de dezembro de 2016

Salve a TVE e a FM Cultura


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz repudia a extinção da Fundação Cultural Piratini proposta pelo Governo do Estado e enviada para a Assembleia Legislativa em 21 de novembro de 2016. Essa proposta significa o fim da TVE e da FM Cultura, importantes meios de comunicação públicos e de vocação democrática. 

Eles constituem um patrimônio inestimável na produção e difusão da cultura do estado. A TVE desempenha um papel singular na preservação e manutenção da memória das manifestações culturais do Rio Grande do Sul. Muitas imagens memoráveis da arte gaúcha não poderiam ser vistas, não fosse o enorme acervo audiovisual da TVE. 



As duas emissoras democratizam o espaço de comunicação e tornam acessível para diversos artistas, de curta ou longa trajetória, divulgar seu trabalho. Ambas levam para a população a produção gaúcha sem precisar passar pela triagem da lógica do mercado. 

Não queremos imaginar o ano que vem sem os sons dos Cantos do Sul da Terra, sem a Música Popular Brasileira, sem os questionamentos sociais do Nação, sem a ludicidade do Pandorga, sem as reportagens do Estação Cultura, dentre tantos outros programas de qualidade jornalística.

O Ói Nóis apoia a resistência dos trabalhadores da TVE e FM Cultura que lutam pela continuidade da Fundação Cultural Piratini!



#SalveTVEeFMCultura! 
#ForaTemer
#ForaSartori

domingo, 27 de novembro de 2016

Os Sinos tocaram em Montenegro!

Na última quarta feira, 23 de novembro, a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz da cidade de Canoas, apresentou o exercício cênico "Os Sinos da Candelária" no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro.
Com o teatro lotado, após a apresentação tivemos um bate papo sobre Teatro e Resistência e sobre o fazer teatral através da ação Teatro como Instrumento de Discussão Social, um dos projetos mais antigos e significativos dentro da vertente pedagógica da Tribo.

Confira abaixo as fotos:




















Fotos Marina Machado

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Os Sinos da Candelária na UERGS!!!

Nesta quarta feira, 23 de novembro, às 20h, a Oficina Popular de Teatro de Canoas, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz irá apresentar o Exercício Cênico "Os Sinos da Candelária", no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro. ENTRADA FRANCA!

Em 23 de julho de 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Na próxima quarta feira, data que marca os 21 anos deste massacre, a Oficina Popular de Teatro, do projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará apresentando o exercício cênico “Os Sinos da Candelária”. A montagem aborda uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado, e através de cenas do cotidiano retrata os meninos e meninos de rua nos dias que antecedem a chacina. 



“Os Sinos da Candelária”

Os Sinos da Candelária é um exercício cênico da Oficina Popular de Teatro, que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz ministra na cidade de Canoas. Esta oficina faz parte do projeto “Teatro com Instrumento de Discussão Social”.

O projeto “Teatro com Instrumento de Discussão Social” é desenvolvido através de oficinas de teatro realizadas pelos atuadores da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em diversos bairros da cidade de Porto Alegre e no centro de Canoas. As oficinas pretendem abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.


Sobre a peça:

Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado. 


Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.

Este trabalho é orientado pela atuadora Paula Carvalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A Oficina tem parceria com o grupo “Pode ter Inço no Jardim” da cidade de Canoas.

Sonoplastia: Pascal Berten

Fotos Eugênio Barboza

Com: Com: Duda Máximo, Lucas Gheller, Sirlandia Gheller, Thaynan Kraetzig, Janete Costa, Raquel Amsberg, Giovane Nunes, Júlio César Santos, Sara Oliveira, Yasmin Oliveira, Maria Senilda Oliveira, Jana Farias, Djean Bueno, Bárbara Hoch, Gabriel Botelho, Roberta Carolina e Márcio Pereira.


Ói Nóis na ABRACE!


A atuadora Marta Haas participou do IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas / Poéticas e estéticas descoloniais: artes cênicas em campo expandido, que aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia (MG), de 11 a 15/11/2016.

Ela apresentou a comunicação intitulada “Resistência à colonialidade nas práticas artísticas e pedagógicas dos grupos Yuyachkani e Ói Nóis Aqui Traveiz” no GT de Etnocenologia. Marta Haas, além de atuadora do Ói Nóis, é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com orientação do Prof. Dr. Gilberto Icle.

A comunicação discute o modo como a prática artística e pedagógica do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Brasil) resiste à colonialidade dos saberes e das relações de poder. Demonstra-se como essa resistência à colonialidade participa na constituição de sujeitos e subjetividades, uma vez que produz saberes que ensinam modos de ser e estar na cultura e na época em que se vive. Evoca-se a independência e a potência do local e do emergente frente aos imperativos universalizantes e hierárquicos. Problematiza-se o trabalho desses grupos latino-americanos a partir da descentralização e da democratização dos saberes, contrapondo-se ao poder hegemônico e produzindo subjetividades autônomas.

ABRACE

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sobre intensidades...

Intercâmbio Ói Nóis Aqui Traveiz e Obragem de Teatro!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz se sente imensamente grata e feliz por este potente encontro com o grupo curitibano Obragem de Teatro, que esteve durante toda esta semana emanando energias e intensidades na nossa casa, a Terreira da Tribo! 

Vida longa aos encontros e ao teatro de grupo!
Evoé!

Confira abaixo as fotos da desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência" e do espetáculo "Essencial":




















quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Grupo Obragem de Teatro (Curitiba) apresenta na Terreira da Tribo!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebe na sua sede o grupo Obragem de Teatro, de Curitiba. O grupo irá apresentar nos dias 15, 16 e 17 de novembro, às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) o espetáculo "Essencial" com entrada franca.

Abrindo os trabalhos, no dia 14 de novembro a atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência", também na Terreira da Tribo.

A distribuição de senhas será 30 minutos antes das apresentações.

ESSENCIAL é uma peça de teatro, com fortes características performáticas, que provoca uma transformação no modo de perceber a Vida e o Teatro. Com a ideia de movimento e de contato, os participantes ampliam suas visões sobre o Tempo; sobre as suas experiências de vida e sobre a potência que a memória exerce sobre o nosso presente. O contato com as histórias de outro ser humano; com as emergências individuais e com os modos dinâmicos de criação artística, promovem um espaço propício, para uma percepção surpreendente sobre o humano. 


A peça propõe o questionamento sobre o que é essencial para a manutenção da vida humana e para que o Teatro, como fenômeno, aconteça. A dramaturgia da peça foi construída a partir da reflexão sobre o que é realmente necessário para a vida humana e para a experiência de olhar para si mesmo e para o outro, como princípios de reencontrar as qualidades essencialmente humanas.  O Grupo Obragem enfatiza o trabalho do ator e a sua relação com a plateia. Artistas e público PARTICIPAM, juntos, de uma experiência capaz de gerar ACONTECIMENTOS no espaço.



GRUPO OBRAGEM DE TEATRO

O Grupo Obragem de Teatro foi criado pelos artistas Eduardo Giacomini e Olga Nenevê.  É caracterizado por seu perfil investigativo e pela construção de uma linguagem particular de expressão artística, para adultos e crianças. Desde a sua formação, em 2002, em Curitiba, o grupo trabalha de forma contínua em ações integradas de criação; intercâmbios artísticos e formação de plateia. O Grupo Obragem acredita na ARTE como meio de transformação dos modos sedimentados de agir, pensar e participar da sociedade.
Com 14 anos de existência e trabalho contínuo, o Grupo Obragem já encenou 16 peças para adultos e 05 para crianças. Apresentou seus trabalhos em várias cidades do Brasil e em Lisboa – Portugal. Participou de importantes eventos culturais (SESI SP e PR/SESC PR/Caixa Cultural) e festivais internacionais do Brasil, como o FIT Rio Preto e o FILO. 


Grupo Obragem de Teatro
Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco – Curitiba – PR
Cep: 80.410-070 - Fone: (41) 3077.0293 e (41) 8414.0292
www.grupoobragemdeteatro.com.br
FACEBOOK/Obragem

Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.

Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Foto: Rafael Saes