quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Amargo Santo da Purificação em Viamão - Mais Cultura nas Escolas!!!


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e a Escola Estadual Tolentino Maia convidam a cidade para a apresentação do Espetáculo de Teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” que será realizado neste domingo, dia 24 de agosto, às 15h, na Rua Antônio Zaquetin (em frente ao SAVI – Viamópolis/Viamão). A apresentação faz parte do projeto Mais Cultura nas Escolas.


A encenação de “O Amargo Santo da Purificação” desde sua estreia em 2008 vem sendo sucesso de público e crítica. No ano de 2009 recebeu o grande Prêmio Açorianos de melhor espetáculo, seguido dos prêmios de melhor produção, figurino, trilha sonora ( para Johann Alex de Souza) e melhor atriz (para Tânia Farias) tornando-se um marco na história do teatro gaúcho, por ser o primeiro espetáculo de teatro de rua a receber este prêmio.
Durante a sua trajetória o espetáculo já percorreu 14 estados brasileiros; apresentou-se em mais de 60 cidades; participou de Festivais e Mostras em todo país, coloriu com suas alegorias praças, parques, vilas e bairros de Porto Alegre, levando o trabalho também à zona rural, passando por diversos assentamentos do Rio Grande do Sul. Em 2013 o espetáculo foi escolhido para representar o Brasil no Ano Brasil/Portugal, sendo apresentado nas cidades de Porto e Coimbra, totalizando um público estimado de mais de 80.000 pessoas. E em setembro o espetáculo irá realizar uma turnê por 12 cidades da Argentina.
“O Amargo Santo da Purificação – Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” conta a história deste herói popular, que lutou contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar, e que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. O espetáculo é um painel dos principais acontecimentos que ocorreram no nosso país no século XX.  
A dramaturgia elaborada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro. 



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Lançamento da Cavalo Louco nº14 e Mostra do Processo Pedagógico na Terreira da Tribo

A Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz chega ao seu décimo quarto número. Publicação semestral, a revista Cavalo Louco é veículo de reflexão sobre a prática teatral. Única no gênero, com periodicidade regular no sul do país, a Revista tem distribuição nacional e gratuita.

Para celebrar o lançamento de mais um exemplar da Cavalo Louco, a Tribo convida a cidade para um brinde em sua sede, no próximo dia 25 de agosto, às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont,1186). Neste mesmo dia teremos a Mostra do Processo de Criação de dois trabalhos pedagógicos do grupo. Um deles da Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, orientada pela atuadora Marta Haas, com a apresentação do processo de criação do Exercício Cênico “Quanto mais gente souber melhor” e monólogos selecionados da peça “Os Convalescentes” da disciplina de Interpretação A da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo orientada por Paulo Flores. Ambos os trabalhos tem como tema os Anos de Chumbo no Brasil.


Confira o editorial da Cavalo Louco nº14

Caros amigos, queremos dividir com vocês nossa alegria em termos estreado em setembro do ano passado nosso mais novo espetáculo de Teatro de Vivência: Medeia Vozes, que parte da novela da escritora alemã da antiga RDA Chirsta Wolf, além de fragmentos de textos e depoimentos de diversos autores e autoras.
Passados alguns meses da estreia, aproveitamos esta edição da nossa revista para compartilhar alguns artigos que trazem reflexões sobre este trabalho: Medeia Vozes: Por Uma Revivência do Trágico [Entre o Não-Lugar e a Utopia] de Carla Melo, Chamando a Mulher Bárbara: Trânsitos Entre Exílio e Memória de Paola Mallmann e Medeia: Do Mito Até Medeia Vozes de Jorge Arias. Trazemos também o artigo Quando Heiner Müller Relê a Grécia de Leonardo Munk e Vozes / Tragédia de Gilson Motta, que participaram do seminário Tragédia e a Cena Contemporânea que realizamos em setembro do ano passado.
Trazemos também os artigos Publicações em Revista de Maria Lúcia de Souza Barros Pupo, Festivais como Potencializadores do Convívio Teatral de Michele Rolim, O Legado Artístico de Lino Rojas de Valmir Santos e Elfriede Jelinek... Deixem a Obra Falar de Pascal Berten. A seção Magos do Teatro Contemporâneo traz o artigo A Presença de Joseph Chaikin. Dogoberto Feliz compartilha as experiências do Grupo Folias d’Arte de São Paulo e Hamilton Leite da Oigalê Cooperativa de Artistas Teatrais de Porto Alegre.
Esta edição da Cavalo Louco é dedicada à memória de Nico Nicolaiewsky, músico, compositor e ator, reconhecido pelo personagem Maestro Pletskaya, do espetáculo Tangos Tragédias, que realizou durante 30 anos com Hique Gomez. Para homenageá-lo, publicamos o texto O Adeus a Nico Nicolaiewsky, O Maestro Pletskaya de Tangos e Tragédias de Newton Pinto da Silva. Para finalizar, fechamos a revista com o poema Representação de Passado e Presente em Um de Bertolt Brecht.


Mostra do processo de criação do exercício cênico
“Quanto mais gente souber melhor”

A Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo irá compartilhar o processo de criação do exercício cênico “Quanto mais gente souber melhor”, mostrando algumas cenas deste trabalho, que busca rememorar os 50 anos do Golpe Militar instaurado no Brasil. “Quanto mais gente souber melhor” foi escrita em 1979 por João Siqueira em parceria com o Grupo Dia a Dia. No início da peça,  um homem acaba se envolvendo por acaso com um grupo de resistência armada. A partir deste encontro, se sucedem cenas onde aparecem as lutas operárias e estudantis que marcaram os anos mais duros da repressão.

A  Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo é orientada pela atuadora Marta Haas.

Oficinandos: Andressa Moraes, Daniel Menezes, Daniel Steil, David Ouriques, Denise Uster, Francisco Jahn, Jules Dutra Bemfica, Luana Rocha, Manoel Araújo Neto, Marcelo Ximenes, Mateus Urretavizcaya, Ramona Irgolic, Rodrigo Reis e Sandra Steil


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Atuadora Tânia Farias participa esta semana do Festival Aldeia do Velho Chico em Petrolina


A atuadora Tânia Farias da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa do décimo Festival de Artes do Vale do São Francisco – Aldeia do Velho Chico em Petrolina. A atriz apresenta a desmontagem “Evocando os Mortos Poéticas da Experiência”, lança o mais novo livro do grupo “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – Poéticas de Ousadia e Ruptura” e ministra um workshop “Vivência e Laboratório com a Tribo”. 
Foto: Paula Carvalho

Confira a Programação:

Quarta feira - dia 13/08
20h – Desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” por Tânia Farias - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Quinta feira - dia 14/08
16h – Sala de Teatro | Lançamento do Livro “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – Poéticas de Ousadia e Ruptura”

Sexta e Sábado 15 e 16/08 
09h às 13h – Sala de Dança | Vivência e Laboratório com a tribo

Confira a Programação completa no site:

Aldeia do Velho Chico comemora 10 anos

De 28 de julho a 16 de agosto, o Vale do São Francisco recebe uma programação cultural diversificada, com mais de 100 atividades artísticas e de formação
Comemorando 10 anos de existência, a Aldeia do Velho Chico – Festival de Artes do Vale do São Francisco, realizado pelo Sesc Petrolina, traz uma programação diversificada com mais de 100 atividades artísticas e de formação. De 28 de julho a 16 de agosto, Petrolina, Ilha do Massangano e Lagoa Grande, recebem espetáculos teatrais, música, circo, dança, literatura, cinema, fotografia, gastronomia, artesanato e oficinas.
Idealizado e desenvolvido pelo Sesc, o Aldeia do Velho Chico é considerado o maior acontecimento multicultural do Vale e tem como objetivo a valorização e a descentralização da cultura. São mais de 100 atividades, envolvendo cerca de 900 artistas e com a previsão de atrair um público de cerca de 70 mil pessoas. Durante 20 dias, o Festival movimentará Petrolina e região com uma programação voltada para todas as tribos, contemplando ainda 16 atividades formativas, a exemplo de palestras, bate-papos, oficinas gratuitas de capacitação e oficinas para alunos de escolas públicas.
Segundo o coordenador da Aldeia do Velho Chico, Jailson Lima, além de reencontrar artistas que marcaram as edições anteriores, os 10 anos do Festival também serão vivenciados com muitas novidades, entre elas: o Domingo do Lambedor, o projeto Um escritor na minha escola e a Cena Gastrô, que alia arte e gastronomia em pratos personalizados,
de acordo com espetáculos da programação, no espaço Café de Bule.
A programação é gratuita, exceto os espetáculos no Teatro Dona Amélia, que custam R$ 5 e R$ 10. Informações sobre inscrições e compra de ingressos também poderão ser obtidas pelo telefone (87) 3866-7480 ou (87) 3866-7454.

Histórico | Criado em 2005 na forma de um festival que reunia, pela primeira vez na região, várias linguagens artísticas, o Aldeia surpreendeu, logo no primeiro dia, com o “Abre Alas pro Velho Chico”, um animado cortejo de artistas que invadiu as ruas do centro da cidade. Nos anos seguintes, a Aldeia do Velho Chico continuou inovando e promovendo um intercâmbio e descentralização da cultura.
Nestes 10 anos de atuação, a Aldeia do Velho Chico ofereceu mais de 500 atrações artísticas nas linguagens de teatro, dança, circo, música, artes plásticas, literatura, artesanato e fotografia, além de 300 atividades formativas para artistas, estudantes e para a comunidade. Foram mais de 5 mil artistas e cerca de 400 grupos que passaram pelos palcos dessa Aldeia. Projetos como o Palco Giratório e o Sonora Brasil possibilitaram um intercâmbio entre a cultura local e o que é produzido em outros estados. Mais de 380 mil pessoas acompanharam a programação.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Amargo Santo da Purificação participa esta semana do Festival SESC de Inverno no RJ


O espetáculo “O Amargo Santo da Purificação” que conta a história do revolucionário brasileiro Carlos Marighella, participa esta semana do Festival SESC de inverno no Rio de Janeiro. O espetáculo passará por 3 cidades: Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

Todas as apresentações serão às 11h, confira abaixo os dias e os locais:

Dia 07.08: O Amargo Santo da Purificação em Nova Friburgo na Praça Dermeval Barbosa Moreira.
Dia 09.08: O Amargo Santo da Purificação em Petrópolis na Praça Liberdade.
Dia 10.08: O Amargo Santo da Purificação em Teresópolis na Praça da Feirinha.


Foto: Cláudio Etges


O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella.

A encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de um herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas, buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século vinte. É uma história de coragem e ousadia, perseverança e firmeza em todas as convicções. A coerência dos ideais socialistas atravessando uma vida generosa e combatente, de ponta a ponta. 

A dramaturgia elaborada pelo “Ói Nóis Aqui Traveiz” parte dos poemas de Carlos Marighella, que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança, construindo uma estética ‘glauberiana’.

Valores: Grátis.
Classificação: Livre.
Duração: 100 min.

Considerado um dos maiores eventos culturais do estado do Rio de Janeiro, o Festival Sesc de Inverno, realizado anualmente em julho, chega a sua 13ª edição em 2014.
O evento já faz parte das agendas das cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, oferecendo uma programação cultural extensa, diversificada, de qualidade e, em sua maior parte, gratuita. Entre os seus objetivos está a promoção de experiências que gerem o desenvolvimento cultural da população, em especial da serra fluminense, e consequentemente contribuam para a transformação social.

Mais informações no site do Festival:
http://www.festivalsescdeinverno.com.br/o-festival

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Performance Onde? Ação nº2 na UFRGS

Na segunda feira, dia 4 de agosto a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará apresentando a performance “Onde? Ação nº2” na Faculdade de Agronomia (UFRGS). 

A apresentação faz parte da "Semana de Acolhimento aos calouros dos cursos de Agronomia e Zootecnia" e será realizada às 13h na frente do histórico Prédio Central da Faculdade de Agronomia da UFRGS - Avenida Bento Gonçalves, 7712. 

Foto: Pedro Isaias Lucas

Performance “Onde? Ação nº2”
No ano em que completamos 50 anos de um Golpe Militar!
Lembrar é resistir!

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 

Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Mayura de Matos, Leticia Virtuoso, Paola Mallmann, Luana Rocha, Ketter Velho, Paulo Flores, Eugênio Barbosa, Pascal Berten, Roberto Corbo, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Clélio Cardoso, Alessandro Muller e Jorge Gil.

Confira o clip da performance no YouTube:

terça-feira, 29 de julho de 2014

Paulo Flores participa do IV CONGRESSO INTERNACIONAL SESC-PE E UFPE DE ARTE/EDUCAÇÃO


No dia 1º de agosto, Paulo Flores estará em Pernambuco participando do IV Congresso Internacional de Arte/Educação. O tema do encontro é “Ecos de Resistências na América Latina”, e Paulo Flores falará sobre a experiência de 36 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz – Poéticas de Ousadia e Ruptura.
Esta edição do Congresso será todo desenvolvido a partir do tema “Ecos de Resistências na América Latina”, e dará continuidade aos debates e pesquisas que se norteiam pelos princípios políticos e pedagógicos da arte/educação, além de prestar homenagens a dois expoentes dos meios culturais e educacionais do país, o professor, ator e diretor de teatro Carlos Varella, in memoriam, e o professor, escultor, pintor, desenhista, gravurista e ceramista Abelardo da Hora, personalidades marcantes da arte/educação brasileira.
Foto: Eugenio Barbosa


No dia 01 de Agosto de 2014 das 11h às 12h30.

MESA VIII, cujo tema é: "Ecos de Resistências na América Latina"
CONFERENCISTAS: Paulo Flores(RS) e Socorro Ferraz(PE)
MEDIAÇÃO: Antonio Cadengue (PE)



Confira a Programação completa no link:
http://congressointernacionalarteeducacao.sescpe.com.br/Programacao.aspx

sexta-feira, 25 de julho de 2014

TERREIRA DA TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

Neste mês a Terreira da Tribo, nosso Centro de Experimentação, Pesquisa Cênica e Escola de Teatro Popular completa 30 anos de atividades.
Por isso, compartilhamos com vocês um texto que foi publicado na última Cavalo Louco - a Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz - que será lançada ainda este mês!

Vida longa a este generoso espaço de compartilhamento, que movimenta nossas utopias e fomenta nossas paixões!!! 

Evoé Terreira da Tribo!


30 ANOS DE UTOPIA LIBERTÁRIA

Em 1984 a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz constitui a Terreira da Tribo, um novo espaço cultural aberto a todo tipo de manifestações: teatro, música, filmes, oficinas de arte, debates, happenings, celebrações. O nome deste espaço feminino, telúrico e anarquista vem de terreiro, lugar de encontro do ser humano com o sagrado. Além de todas as atividades que acontecem diariamente na Terreira, o espaço oportuniza às pessoas em geral o contato com o fazer teatral. Partindo do princípio de que toda pessoa tem um potencial criador, os atuadores vão desenvolver, a partir de 1985, diversas oficinas abertas à comunidade. A Terreira consolidou o trabalho do Ói  Nóis Aqui Traveiz.  Possibilitou aprofundar a investigação do trabalho do ator e do espaço cênico. Um espaço teatral completamente flexível e transformável de uma encenação para outra. Colocar o espectador numa situação inteiramente inédita. Levar às últimas consequências a relação entre ator e espectador. Incluindo os espectadores na arquitetura da ação. Vendo o público qualitativamente e não em quantidade, interessando mais a integração alcançada. É na Terreira que a Tribo buscou o autodesnudamento do ator  grotowskiano. Partindo do íntimo de seu ser e de seus instintos, o ator deve ultrapassar os seus próprios limites e condicionamentos. O objetivo e a função do ator é fazer ressoar alguma coisa na intimidade mais profunda do espectador. É também a partir da Terreira da Tribo que o Ói Nóis Aqui Traveiz vai aprofundar e intensificar a sua pesquisa sobre teatro de rua. O desejo de interferir no cotidiano da cidade, de levar poesia e reflexão surpreendendo o dia a dia de centenas de pessoas das mais diferentes classes, vai levar o Ói Nóis Aqui Traveiz a criar a encenação “Teon – Morte em Tupi-Guarani”, em 1985.  Em seguida a Tribo encenou “A Exceção e a Regra”, de Bertolt Brecht, iniciando uma trajetória de encenações para teatro de rua que vão percorrer as ruas, praças, bairros e vilas populares da cidade. A partir daí o Ói Nóis Aqui Traveiz organiza um circuito regular de apresentações de teatro de rua – Caminho Para Um Teatro Popular, com os objetivos de democratizar o espaço da arte e realizar um teatro com temática social e questionamento crítico da realidade. A função do teatro de rua está em sua fusão com o cotidiano, em sua interação com a vida e as pessoas. Antes de tudo o teatro vai chegar a um público novo, inclusive a pessoas que, na sua grande maioria, nunca vão ao teatro. Em 1988 nasce o projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social levando oficinas para  estimular o autoconhecimento, a auto-estima e a capacidade criadora de jovens e adultos dos bairros populares. As oficinas também vão servir como um veículo para a articulação política e cultural das comunidades. As oficinas na periferia abriram para um grande número de pessoas um  espaço para a sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como um potente veículo de formação, informação e transformação social. O teatro criado nos bairros populares passou a ser um poderoso aliado na permanente luta em favor da construção da cidadania. Acreditando no Teatro como um modo de vida, o Ói Nóis Aqui Traveiz desde a sua origem dissemina ideias e práticas coletivas, de autonomia e liberdade, compartilhando a experiência de convivência e de laboratório teatral. A trajetória da Tribo tem sido o resultado da soma dos desejos e esforços empreendidos por dezenas de atuadores que passaram pelo grupo e deram o melhor de si na construção de poéticas de ousadia e ruptura.