sexta-feira, 20 de março de 2015

1978 - 2015: Uma Trajetória de Ousadia e Ruptura!


É com alegria que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz convida Porto Alegre para celebrar os seus 37 anos de Ousadia e Ruptura! Cultivando a Utopia, alimentando a Paixão e dando mãos à Resistência, o Ói Nóis Aqui Traveiz se solidificou ao longo de mais de três décadas, como um dos principais coletivos teatrais do país!


De 26 de março a 1º de abril a Tribo estará realizando uma programação cultural aberta e gratuita a toda cidade! 

A programação conta com apresentações do premiado espetáculo de vivência “Medeia Vozes”, do espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação” e da performance “Onde? Ação nº2”, além de, exibição de filmes e lançamento da nova Cavalo Louco – A Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz! 

Confira:

26/03 – quinta-feira: Espetáculo MEDEIA VOZES - 19h30 - Terreira da Tribo

27/03 – sexta-feira: Espetáculo MEDEIA VOZES - 19h30 - Terreira da Tribo

28/03 – sábado: Filme VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA - 21h - Cine Bancários

29/03 – domingo: Espetáculo O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO - 16h - Parque da Redenção

30/03 – segunda-feira: Celebração: Lançamento da CAVALO LOUCO nº 15 e exibição do filme RAÍZES DO TEATRO - 20 h - Terreira da Tribo

31/03 – terça-feira: Performance ONDE? AÇÃO Nº 2 – 12h30 - Esquina Democrática

31/03 – terça-feira: Desmontagem: EVOCANDO OS MORTOS - POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA - 20h - Terreira da Tribo

1/ 04 – quarta-feira: Performance ONDE? AÇÃO Nº 2 - 12h30 - Esquina Democrática
Espetáculo

“Medeia Vozes”

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz toma uma versão antiga e desconhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. O mito é questionado e reelaborado de maneira original, para analisar o fundamento das ordens de poder e como estas se mantêm ou se destroem. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas. A voz de Medeia somam-se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias 
partes do mundo.

Medeia Vozes ganhou o Prêmio Açorianos em 8 categorias (melhor espetáculo, atriz para Tânia Farias, cenografia, iluminação, trilha para Johann Alex de Souza, dramaturgia, produção e direção), além do troféu do Júri Popular. E em 2014 ganhou mais um prêmio açorianos na categoria de melhor espetáculo, concedido pela EEPA (Escola de Espectadores de Porto Alegre).

Foto: Pedro Isaias Lucas

Filme
“Viúvas, performance sobre a ausência”

O filme “Viúvas, performance sobre a ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. O espetáculo faz parte da pesquisa teatral que o grupo vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. “Viúvas” mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Espetáculo de rua
“O Amargo Santo da Purificação”

O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Performance
"Onde? Ação nº2”

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.

Foto: Pedro Rosauro

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA
Por Tânia Farias

A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. 
Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Cavalo Louco nº 15
A Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Editorial:
Caros amigos, temos muito a comemorar! Realizamos o lançamento da décima quinta edição da Cavalo Louco na semana em que o Ói Nóis Aqui Traveiz comemora trinta e sete anos de trajetória.
Nesta edição trazemos uma seção Especial com três artigos relacionados ao Projeto Mostra Conexões Para Uma Arte Pública: A passagem do Ói Nóis Aqui Traveiz pelo Rio de Janeiro de Rosyane Trotta, que relata e reflete sobre o impacto das ações promovidas no Rio; Reflexões sobre a Arte Pública de Pascal Berten, que procura delinear as questões evocadas sobre o conceito de Arte Pública; e Um projeto inqualificável qualificado e realizado de Amir Haddad, sobre a importância de projetos como a Mostra realizada pelo Ói Nóis, que aprofunda a discussão sobre a Arte Pública e promove o intercâmbio entre grupos que buscam promover esta ideia.
Na seção Magos do Teatro Contemporâneo trazemos o artigo O teatro público de Jean Vilar, sobre o encenador do Teatro Nacional Popular e organizador do Festival de Avignon. Marta Haas traz o artigo Dar voz aos desaparecidos, evocar ausências: nosso devir histórico, que aborda as ações do Ói Nóis Aqui Traveiz que buscam trabalhar com a memória do período da ditadura militar e dos desaparecidos políticos.Claudia Pérez e Michele Rolim assinam o artigo Representação e práticas artísticas no contexto da violência que aborda a pesquisa de Ileana Diéguez que resultou no livro Cuerpos sin duelo – iconografias y teatralizades del dolor. Edelcio Mostaço, com seu artigo A trajetória de um encenador dialético, aborda a trajetória de Fernando Peixoto como encenador. Cleiton Pereira, em Nossa ilha é um pequeno barco em movimento, aborda o trabalho de resistência do Grupo Contadores de Mentira da cidade de Suzano/SP. Aproveitando a visita do crítico teatral alemão Jürgen Berger à nossa sede, a Terreira da Tribo, realizamos uma entrevista (Seria fatal, se o crítico tivesse a última palavra) sobre o papel do crítico na cena contemporânea. Newton Pinto da Silva, em Arquivo vivo: memórias do corpo na cena, escreve sobre a desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência da atuadora Tânia Farias.
Trazemos ainda os artigos Gritos de Liberdade: arte, mercado e revolução de Marília Carbonari, O ato(r) responsável: o atuador na Terreira da Tribo de Andréia Paris, A resistência do real: Living Theatre e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz de Cristina Sanches Ribeiro, ‘Os Azeredo mais os Benevides’ ou a revoada das cinzas de Valmir Santos. Por fim, fazemos uma singela homenagem a Sebastião Milaré, amigo e parceiro da Tribo, que faleceu em julho de 2014.

Salve salve Sebastião!!!



Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
37 Anos de Utopia, Paixão e Resistência!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!

sábado, 14 de março de 2015

Homenagem a Augusto Boal no Rio de Janeiro!


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa hoje de uma homenagem a Augusto Boal no CCBB Rio de Janeiro. Os atuadores Paulo Flores, Marta Haas e Paula Carvalho irão realizar uma leitura dramática do texto "Simón Bolivar" (Arena Conta Bolivar), escrito por Boal em 1969.


A apresentação será hoje, 14 de março, às 19h30, no 2º andar do CCBB Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, 66)

Reconhecido mundialmente pela importância de seu principal legado, o Teatro do Oprimido, o dramaturgo e diretor teatral Augusto Boal (1931-2009) ganhau, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro, a primeira mostra multimídia sobre sua vida e obra. 

O panorama ocupa todo o segundo andar do CCBB. No ambiente concebido pelo cenógrafo Hélio Eichbauer, também curador da mostra, cartas, documentos, objetos pessoais e cartazes estão expostos em vitrines. Em uma área reservada, o visitante pode folhear e ler os livros do dramaturgo, com destaque para o clássico Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas e os textos das diversas peças que escreveu.

Na mesma sala, o público pode apreciar uma grande linha da vida de Boal, desde seu nascimento no bairro carioca da Penha, na zona norte da cidade, sua formação nos Estados Unidos, a carreira no Brasil, iniciada no Teatro de Arena, em São Paulo, a atuação na resistência à ditadura militar, o exílio e a trajetória após o retorno ao país. Uma terceira sala do circuito é ocupada por vídeos e filmes sobre Boal, formando uma instalação, organizada pelos filhos do artista, Fabian e Julian.

“Estou muito satisfeita em organizar essa mostra aqui, já que Boal nasceu no Rio”, comenta a viúva do dramaturgo, Cecília Boal, que preside o instituto criado para preservar e fomentar o legado do artista. Segundo ela, no fim de 2013 foi realizada no Sesc Pompeia, em São Paulo, uma retrospectiva, mas sem a abrangência do projeto em cartaz agora no CCBB Rio.

A mostra paralela, tem curadoria diretor Sergio de Carvalho, da Companhia do Latão.

Foi no Arena que Augusto Boal pôde colocar em prática a formação em dramaturgia adquirida na Universidade de Columbia, em Nova York, cidade onde chegou em 1953, para fazer um doutorado em engenharia química. Lá, descobriu que o teatro era sua verdadeira vocação e assistiu às encenações do famoso Actor's Studio, de Lee Strasberg.

Quando retornou ao Brasil, foi convidado para integrar a direção do Teatro de Arena. Já interessado no teatro como fator de transformação social, Boal criou um seminário de dramaturgia que funcionava como espaço experimental para a discussão de textos que seriam encenados pelo Arena. Entre eles, o hoje clássico Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Viana Filho, e Revolução na América do Sul, do próprio Boal.

Com foco na democratização dos meios de produção teatral, no acesso das camadas sociais menos favorecidas a esses meios e na transformação da realidade, o Teatro do Oprimido trouxe nova técnica de preparação do ator que alcançou repercussão mundial, principalmente a partir da atividade didática exercida por Boal e universidades norte-americanas e europeias. “Já perdi a dimensão do interesse que o método provoca e da quantidade de grupos teatrais que o utiliza no mundo inteiro”, conta Cecilia Boal.

De acordo com Cecilia, o engajamento político de Boal, presente em toda a sua obra, está bem destacado em todo o projeto. Uma das personalidades de maior destaque na resistência, no meio teatral, à ditadura militar, Boal dirigiu o lendário show Opinião, em 1965, no Rio de Janeiro, e em 1968 organizou em São Paulo a Primeira Feira Paulista de Opinião, no Teatro Ruth Escobar, um grande ato de protesto contra a censura.

O período negro iniciado após a assinatura do Ato Institucional nº 5 levou o Arena a excursionar pelos Estados Unidos, México, Peru e a Argentina. De volta ao Brasil, Augusto Boal foi preso e torturado em 1971 e, em seguida, partiu para o exílio na Argentina, até 1976, e depois em Portugal e na França. “Ele não saiu do Brasil porque desejava e isso está bem contado na mostra”, ressaltou Cecília.

A redemocratização do país trouxe o dramaturgo de volta ao Brasil. Em 1985, ele encenava a peça O Corsário do Rei, de sua autoria, com música de Edu Lobo e Chico Buarque, e no ano segunte dirigia o clássico Fedra, de Jean Racine, com Fernanda Montenegro no papel-título.

Ao mesmo tempo, a convite do então vice-governador e secretário de Educação do estado do Rio de Janeiro, Darcy Ribeiro, assumiu a direção da Fábrica do Teatro Popular e criou o Centro do Teatro do Oprimido (CTO).

Em 1992, Boal foi eleito vereador do município do Rio de Janeiro, pelo PT. Nesse período, ajudou a formar 50 grupos de teatro que atuavam em favelas, sindicatos e igrejas.

No fim do século 20, Boal iniciou experiência inédita, encenando óperas tradicionais, comoCarmen, de Bizet, e La Traviatta, de Verdi, com a utilização de ritmos brasileiros. Na última década de sua vida, dedicou-se quase completamente ao Teatro do Oprimido, dirigindo oficinas, publicando livros e fazendo palestras no Brasil e no exterior. Pouco antes de morrer, foi nomeado pela Unesco “Embaixador do Teatro”.

Sob a guarda do Instituto Augusto Boal, o vasto acervo do dramaturgo teve sua guarda reivindicada há três anos pela New York University (NYU), onde ele lecionou. “Eles se ofereceram para acolher toda a documentação na biblioteca da universidade, que é excelente, e se tivesse ido para lá com certeza já estaria tudo catalogado e disponível em meio digital”, conta Cecília.“Eu disse à pessoa da New York University que veio conversar comigo que o acervo, por ter origem na cultura brasileira, deveria permanecer aqui. E vamos continuar batalhando para que ele fique aqui e seja tratado da melhor forma possível”, enfatizou.

A exposição fica em cartaz até 16 de março e pode ser visitada de quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h, com entrada franca.


quinta-feira, 12 de março de 2015

"Procura-se um corpo - Ação nº3" - Residência Artística Ói Nóis em Petrolina! Confira!

A atuadora Tânia Farias está em Pernambuco desde o dia 7 de março, orientando a residência artística do Ói Nóis Aqui Traveiz dentro do projeto “Experimenta a cena 2015”, com o Núcleo de Teatro do SESC Petrolina.

Compartilhando o processo desta etapa da residência, será apresentado nesta sexta-feira 13 de março, às 18h, na Praça do Bambuzinho, a performance "Procura-se um Corpo - Ação N. 3". 



A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.




A performance tem orientação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com Núcleo de Teatro do Sesc Petrolina.
Serão realizadas mais duas apresentações no mesmo horário e local nos dias 20 e 27 de março.



segunda-feira, 9 de março de 2015

Ói Nóis Aqui Traveiz fazendo aniversário!


É com alegria que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz convida Porto Alegre para celebrar os seus 37 anos de Ousadia e Ruptura! Cultivando a Utopia, alimentando a Paixão e dando mãos à Resistência, o Ói Nóis Aqui Traveiz se solidificou ao longo de mais de três décadas, como um dos principais coletivos teatrais do país!


De 26 de março a 1º de abril a Tribo estará realizando uma programação cultural aberta e gratuita a toda cidade! 

A programação conta com apresentações do premiado espetáculo de vivência “Medeia Vozes”, do espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação” e da performance “Onde? Ação nº2”, além de, exibição de filmes e lançamento da nova Cavalo Louco – A Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz! 

Confira:

26/03 – quinta-feira: Espetáculo MEDEIA VOZES - 19h30 - Terreira da Tribo

27/03 – sexta-feira: Espetáculo MEDEIA VOZES - 19h30 - Terreira da Tribo

28/03 – sábado: Filme VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA - 21h - Cine Bancários

29/03 – domingo: Espetáculo O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO - 16h - Parque da Redenção

30/03 – segunda-feira: Celebração: Lançamento da CAVALO LOUCO nº 15 e exibição do filme RAÍZES DO TEATRO - 20 h - Terreira da Tribo

31/03 – terça-feira: Performance ONDE? AÇÃO Nº 2 – 12h30 - Esquina Democrática

31/03 – terça-feira: Desmontagem: EVOCANDO OS MORTOS - POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA - 20h - Terreira da Tribo

1/ 04 – quarta-feira: Performance ONDE? AÇÃO Nº 2 - 12h30 - Esquina Democrática
Espetáculo

“Medeia Vozes”

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz toma uma versão antiga e desconhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. O mito é questionado e reelaborado de maneira original, para analisar o fundamento das ordens de poder e como estas se mantêm ou se destroem. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas. A voz de Medeia somam-se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias 
partes do mundo.

Medeia Vozes ganhou o Prêmio Açorianos em 8 categorias (melhor espetáculo, atriz para Tânia Farias, cenografia, iluminação, trilha para Johann Alex de Souza, dramaturgia, produção e direção), além do troféu do Júri Popular. E em 2014 ganhou mais um prêmio açorianos na categoria de melhor espetáculo, concedido pela EEPA (Escola de Espectadores de Porto Alegre).

Foto: Pedro Isaias Lucas

Filme
“Viúvas, performance sobre a ausência”

O filme “Viúvas, performance sobre a ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. O espetáculo faz parte da pesquisa teatral que o grupo vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. “Viúvas” mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Espetáculo de rua
“O Amargo Santo da Purificação”

O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Performance
"Onde? Ação nº2”

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.

Foto: Pedro Rosauro

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA
Por Tânia Farias

A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. 
Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Cavalo Louco nº 15
A Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Editorial:
Caros amigos, temos muito a comemorar! Realizamos o lançamento da décima quinta edição da Cavalo Louco na semana em que o Ói Nóis Aqui Traveiz comemora trinta e sete anos de trajetória.
Nesta edição trazemos uma seção Especial com três artigos relacionados ao Projeto Mostra Conexões Para Uma Arte Pública: A passagem do Ói Nóis Aqui Traveiz pelo Rio de Janeiro de Rosyane Trotta, que relata e reflete sobre o impacto das ações promovidas no Rio; Reflexões sobre a Arte Pública de Pascal Berten, que procura delinear as questões evocadas sobre o conceito de Arte Pública; e Um projeto inqualificável qualificado e realizado de Amir Haddad, sobre a importância de projetos como a Mostra realizada pelo Ói Nóis, que aprofunda a discussão sobre a Arte Pública e promove o intercâmbio entre grupos que buscam promover esta ideia.
Na seção Magos do Teatro Contemporâneo trazemos o artigo O teatro público de Jean Vilar, sobre o encenador do Teatro Nacional Popular e organizador do Festival de Avignon. Marta Haas traz o artigo Dar voz aos desaparecidos, evocar ausências: nosso devir histórico, que aborda as ações do Ói Nóis Aqui Traveiz que buscam trabalhar com a memória do período da ditadura militar e dos desaparecidos políticos.Claudia Pérez e Michele Rolim assinam o artigo Representação e práticas artísticas no contexto da violência que aborda a pesquisa de Ileana Diéguez que resultou no livro Cuerpos sin duelo – iconografias y teatralizades del dolor. Edelcio Mostaço, com seu artigo A trajetória de um encenador dialético, aborda a trajetória de Fernando Peixoto como encenador. Cleiton Pereira, em Nossa ilha é um pequeno barco em movimento, aborda o trabalho de resistência do Grupo Contadores de Mentira da cidade de Suzano/SP. Aproveitando a visita do crítico teatral alemão Jürgen Berger à nossa sede, a Terreira da Tribo, realizamos uma entrevista (Seria fatal, se o crítico tivesse a última palavra) sobre o papel do crítico na cena contemporânea. Newton Pinto da Silva, em Arquivo vivo: memórias do corpo na cena, escreve sobre a desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência da atuadora Tânia Farias.
Trazemos ainda os artigos Gritos de Liberdade: arte, mercado e revolução de Marília Carbonari, O ato(r) responsável: o atuador na Terreira da Tribo de Andréia Paris, A resistência do real: Living Theatre e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz de Cristina Sanches Ribeiro, ‘Os Azeredo mais os Benevides’ ou a revoada das cinzas de Valmir Santos. Por fim, fazemos uma singela homenagem a Sebastião Milaré, amigo e parceiro da Tribo, que faleceu em julho de 2014.

Salve salve Sebastião!!!



Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
37 Anos de Utopia, Paixão e Resistência!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Oficina gratuita de Teatro na Terreira da Tribo!

A Oficina de Teatro Livre retoma suas atividades na Terreira da Tribo a partir do dia 28/02. Venha fazer teatro! A oficina é gratuita e aberta a todos os interessados a partir dos 15 anos e não necessita de inscrições, o aluno poderá comparecer no próprio sábado com roupa confortável para a realização de trabalho físico/prático.




A oficina trabalha com alguns princípios básicos do fazer teatral como: improvisação, expressão corporal, interpretação, jogos dramáticos, etc.

Local:Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)
Dia:Todos os sábados
Horário: das 14h às 17h
Informações pelo fone: 3028 13 58

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Retrospectiva 2014 - Ói Nóis!

No ano que passou a Tribo realizou diversas atividades, encontros, viagens, intercâmbios, apresentações e por isso, estaremos aqui relembrando com vocês os principais momentos do ano. Confira!

Logo no início de 2014, para abrir os caminhos, a Tribo recebeu mais de 150 pessoas na sua sede - a Terreira da Tribo - para o lançamento do livro “Ói Nóis Aqui Traveiz - Poéticas de Ousadia e Ruptura” e do documentário de Pedro Isaias Lucas “Raízes do Teatro”. A Tribo para celebrar este dia especial, presenteou os amigos que ali estavam com uma apresentação musical que continha em seu repertório diversas canções de espetáculos memoráveis da trajetória do grupo.


Ainda falando de celebrações, teve também a noite em que o Carnaval e o Teatro Popular entraram juntos na avenida. A Escola de Samba Império Serrano da cidade de Guaíba, homenageou o Ói Nóis no seu Carnaval 2014 com tema enredo “Ói Nóis Aqui Traveiz, os Atuadores da Paixão em visita ao Belo Monte – A Morada de Antônio Conselheiro”.


No ano em que o Brasil rememorou os 50 anos do Golpe Militar, o início de uma ditadura que seguiria por 21 anos, que mutilou uma nação e que causou um dos principais retrocessos na história do país, a Tribo lançou dois projetos: “Lembrar é resistir – 50 anos do Golpe Militar” que realizou apresentações do espetáculo de teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” e da performance “Onde? Ação nº2” em Curitiba e em Porto Alegre, incluindo encontro com  estudantes e apresentações da performance nas principais universidades do RGS (UFRGS e PUC). E o segundo projeto lançado que abordou este tema foi o “Teatro e Memória - 50 anos do Golpe Militar” que compartilhou com 8 cidades do Rio Grande do sul uma programação que contou com: workshop, palestra, desmontagem, performance, filme e apresentação de espetáculo de teatro.



O espetáculo de Teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” que conta a história do revolucionário Carlos Marighella, também foi apresentado em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, dentro do Festival SESC de Inverno no RJ.






Já a performance “Onde? Ação nº2” participou do encontro Teia Nacional da Diversidade 2014 em NATAL/RN, e performou sobre a ausência em um dos maiores circuitos de teatro da América Latina, sendo apresentada em 12 cidades, de norte a sul na Argentina.



Este ano a Tribo também pode receber na sua sede a Cia Caixa de elefante (POA), com o seu espetáculo de teatro de bonecos “Ensaio sobre o Tempo”, e o grupo Contadores de Mentira (Suzano/SP), com dois espetáculos, “Curra – Temperos sobre Medeia” e “O incrível homem pelo avesso”.





Falando um pouco também das mostras pedagógicas, tivemos uma temporada com casa lotada da encenação “Minha Cabeça era Uma Marreta” (trabalho realizado pelos alunos da Oficina para Formação de atores 2011-2013, atual grupo Rito).



E também tivemos apresentação do exercício cênico “Os Sinos da Candelária”, apresentado na Terreira da Tribo no dia em que a Chacina da Candelária completava 21 anos, fato este que consternou o mundo civilizado e encheu de vergonha os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.


Ainda sobre o trabalho pedagógico, o Ói Nóis iniciou um projeto que em longo prazo - se houver incentivo e interesse público - poderá mudar a paisagem cultural escolar, chamado Mais Cultura nas Escolas. Ao longo do segundo semestre do ano passado e com segmento ainda este ano, o grupo irá realizar uma residência artística em duas escolas, que são: a Escola Municipal Max Oderich em Canoas e a Escola Estadual Tolentino Maia em Viamão, possibilitando assim o contato de alunos, professores e comunidade escolar em todas as atividades culturais desenvolvidas pelo projeto.

No que compete a cinema e audiovisual a Tribo também teve dois momentos marcantes neste ano que passou. Um deles foi o lançamento do Projeto Ensaio Aberto Brasil, que realizou um programa voltado para TV, com a proposta de fazer uma reflexão sobre a arte popular e as formas de manifestação que permeiam a pesquisa do Ói Nóis Aqui Traveiz.

Click na imagem abaixo e assista Ensaio Aberto Brasil - Ói Nóis

E o segundo foi uma Mostra de cinema com todos os dvd’s do selo Ói Nóis na Memória, em parceria com o Cine Bancários em Porto Alegre. A mostra que durou 3 dias, recebeu alunos da rede estadual, o público de teatro que costuma frequentar os trabalhos do Ói Nóis, o público de cinema do Cine Bancários  e os demais porto-alegrenses que também puderam conhecer esta outra vertente de trabalho da Tribo.

E ainda falando do Selo Ói Nóis na Memória a partir de 2014, todo o material do selo está disponível para venda em todo país, através do site da Livraria Cultura. Confira!







Tivemos também o início da oitava turma da Oficina para Formação de Atores na Terreira da Tribo e uma calorosa temporada do premiado espetáculo de vivência Medeia Vozes!







A atuadora Tânia Farias apresentou a desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” no Festival Aldeia do Velho Chico em Petrolina, no 21º FESTIVAL ISNARD AZEVEDO em Florianópolis,  e realizou vivência artística com o Grupo Vilavox na Bahia. E o atuador Paulo Flores participau do IV CONGRESSO INTERNACIONAL SESC-PE E UFPE DE ARTE/EDUCAÇÃO.


E já no finalzinho do ano a Tribo realizou um dos projetos mais relevantes na contribuição para a reflexão sobre a Arte Pública no país, o MOVIDA – Conexões para uma Arte Pública. O projeto foi um grande encontro com os grupos Tá Na Rua no Rio de Janeiro, Grupo do Beco em Belo Horizonte e o com o grupo Pombas Urbanas em São Paulo. Durante 3 semanas intensas de debates, apresentações e oficinas se investigou o que significa fazer Arte Pública no Brasil.

Tivemos ainda a exposição “Ato Imersão” Um olhar das artistas Lala Gheller e Carla Meyer sobre o trabalho e a pesquisa de 36 anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, no Qoppa em Canoas.















E para finalizar, pensar na trajetória da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, é também pensar no desenvolvimento cultural e político de Porto Alegre. Ao longo de sua história o Ói Nóis sempre esteve ligado as mais diversas pautas de cunho popular, propondo reflexões através de sua arte, e cobrando da sociedade civil e do poder estabelecido, respostas para os assuntos de interesse comum. 
E nesse sentido, em 2014, Porto Alegre, a arte e a população brasileira deram mais um passo com relação à busca pela verdade e justiça no nosso país. Menos de um mês após a Comissão Nacional da Verdade anunciar o seu primeiro relatório oficial sobre os crimes cometidos durante os anos de horror da ditadura militar, a Ilha das Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio - situada no Rio Guaíba, entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - foi tombada como Patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico do Estado.

A Tribo que reavivou a discussão sobre este espaço de memória esquecido no tempo, apresentando lá “Viúvas – Performance sobre a ausência” - que falava sobre os desaparecidos políticos na América Latina - esteve presente na cerimônia de tombamento, junto ao governador do Estado, no Palácio Piratini em Porto Alegre.

Evoé! Que venha 2015!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Confira como foi Mostra Conexões para uma Arte Pública!



A Mostra, realizada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em dezembro de 2014, foi um grande encontro com os grupos Tá Na Rua no Rio de Janeiro, Grupo do Beco em Belo Horizonte e Pombas Urbanas em São Paulo. Durante 3 semanas intensas de debates, apresentações e oficinas se investigou o que significa fazer Arte Pública no Brasil.

Assista ao vídeo