sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Oficina Popular de Teatro em Canoas - Inscrições abertas!!!


Todas as quartas feiras - na antiga Estação Férrea de Canoas - acontece a Oficina Popular de Teatro, do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social”. A oficina é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com orientação da atuadora Paula Carvalho. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.

A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.

A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.


Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)
Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 99396 11 40

As inscrições podem ser feitas no local, na própria quarta feira.



“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”



Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

O projeto foi contemplado pelo edital PIC 2014, portanto tem o financiamento da Prefeitura Municipal de Canoas/Secretaria da Cultura.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Reunião Pontos de Cultura e SEDAC

Na tarde do dia 04 de janeiro de 2017 estivemos reunidos com o Diretor de Cidadania e Diversidade Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.

Conforme informe anterior repassado a Rede RS dos Pontos de Cultura, o assunto que fomos tratar na reunião é referente a transição contratual que todos os 81 Pontos de Cultural que firmaram convênio a partir da seleção dos editais 10 e 11.

Em virtude da entrada em vigor do Marco regulatório das organizações da sociedade civil, lei federal número 13.019, a partir da metade do ano de 2016, não existe mais a relação contratual convênio entre Estado e sociedade civil organizada. Por termos desde julho de 2014 a Lei Cultura Viva e a partir das instruções normativas publicadas em 2015 e 2016, passamos a ter o instrumento Termo de Compromisso Cultural, instrumento contratual que está de acordo com o Marco Regulatório.


Desta forma o jurídico do Ministério da Cultura passou um parecer a Secretaria de Estado da Cultura no dia 21 de dezembro de 2016, informando a Secretaria que esta deverá proceder a extinção dos convênios firmados com os 81 pontos de cultura e firmar um aditivo passando o objeto dos convênios para um novo contrato, no caso, o Termo de Compromisso Cultural, e neste novo contrato devem constar o mesmo objeto do convênio e os respectivos planos de trabalho.

Esta situação terá de ser concluída até 23 de janeiro de 2017. Assim, estivemos reunidos com Leoveral Soares com a presença do Representante da Rede dos Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul, Leandro Anton e Representantes dos Pontos de Cultura: Cultura de A a Z, Rubem Berta Nas Asas da Cultura, Quilombo do Sopapo, Africanamente, Terreira da Tribo, Trocando Ideia, Varanda Cultural, Paralelo 33, Ilê Axé Cultural, Ponto de Cultura Feminista: Corpo, Arte e Expressão, Solar do IAB e Associação Ijuiense de Proteção do Ambiente Natural.

Pontos de Cultura reunidos em 04 de janeiro na SEDAC-RS
Pontos de Cultura reunidos em 04 de janeiro na SEDAC-RS
Na reunião nos foi informado que 43 Pontos de Cultura já tinham os Termos de Compromisso Cultural encaminhados do jurídico para a Casa Civil, faltando ainda outros 38 Pontos de Cultura terem seus Termos de Compromisso Cultural encaminhados ao jurídico. Esta relação pode ser acessada clicando a seguir 2017-01-04_pontos de cultura conveniados . Ao acessar este documento irá ver na coluna mais à esquerda o nome do Ponto de Cultura e na coluna mais à direita a data na qual foi encaminhada o Termo de Compromisso Cultural a Casa Civil. Os Pontos de Cultura que na coluna mais à direita não possuem data inserida é porque estes ainda não possuem Termos de Compromisso Cultural elaborado.

Conforme Leoveral Soares todos os 81 Pontos de Cultura que não possuam pendências terão seus Termos de Compromisso Cultural elaborados e aptos para serem assinados antes do dia 23 de janeiro de 2017. Também conforme Leoveral informou a SEDAC fará contato com todos os 81 Pontos de Cultura conveniados informando a situação e para aqueles que estão mais distantes de Porto Alegre a Secretaria enviará via correio os Termos de Compromisso Cultural para que as entidades procedam a assinatura. Também nos foi informado que os únicos documentos que terão de ser atualizados serão as atas de eleição para as entidades que entre a assinatura do convênio e a assinatura do Termo de Compromisso Cultural tiveram eleições para a renovação de suas diretorias.

Ao final do encontro redigimos uma Ata com as informações e encaminhamentos relacionados acima e que foi assinada por todos presentes. A Ata pode ser acessada clicando ao lado 2017-01-04_Ata reunião pontos e SEDAC .

Na próxima quarta-feira, dia 11 de janeiro de 2017, às 18h, no Ponto de Cultura Solar do IAB, na Rua General Canabarro nº 363, centro de Porto Alegre, faremos nova reunião entre os Pontos de Cultura de Porto Alegre, para atualizarmos o andamento dos Termos de Compromisso Cultural e também para definirmos como faremos nossa participação no Fórum social das Resistências, que irá ocorrer em Porto Alegre de 17 a 21 de janeiro e pretendemos mobilizar o maior número possível de Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul, para termos participação no Fórum, realizarmos uma reunião entre os Pontos de Cultura do Estado e dar continuidade a pauta aberta em Pelotas e também podermos fazer deste momento um ato coletivo de assinatura de Termos de Compromisso Cultural na Secretaria de Estado da Cultura.

 Texto e foto: Leandro Anton

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Aos que virão depois de nós!

I

Eu vivo em tempos sombrios.

Uma linguagem sem malícia é sinal de

estupidez,

uma testa sem rugas é sinal de indiferença.

Aquele que ainda ri é porque ainda não

recebeu a terrível notícia.



Que tempos são esses, quando

falar sobre flores é quase um crime.

Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?

Aquele que cruza tranqüilamente a rua

já está então inacessível aos amigos

que se encontram necessitados?



É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.

Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço

Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.

Por acaso estou sendo poupado.

(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)



Dizem-me: come e bebe!

Fica feliz por teres o que tens!

Mas como é que posso comer e beber,

se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?

se o copo de água que eu bebo, faz falta a

quem tem sede?

Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.


Eu queria ser um sábio.

Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:

Manter-se afastado dos problemas do mundo

e sem medo passar o tempo que se tem para

viver na terra;

Seguir seu caminho sem violência,

pagar o mal com o bem,

não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.

Sabedoria é isso!

Mas eu não consigo agir assim.

É verdade, eu vivo em tempos sombrios!


II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem,

quando a fome reinava.

Eu vim para o convívio dos homens no tempo

da revolta

e me revoltei ao lado deles.

Assim se passou o tempo

que me foi dado viver sobre a terra.

Eu comi o meu pão no meio das batalhas,

deitei-me entre os assassinos para dormir,

Fiz amor sem muita atenção

e não tive paciência com a natureza.

Assim se passou o tempo

que me foi dado viver sobre a terra.



III


Vocês, que vão emergir das ondas

em que nós perecemos, pensem,

quando falarem das nossas fraquezas,

nos tempos sombrios

de que vocês tiveram a sorte de escapar.



Nós existíamos através da luta de classes,

mudando mais seguidamente de países que de

sapatos, desesperados!

quando só havia injustiça e não havia revolta.



Nós sabemos:

o ódio contra a baixeza

também endurece os rostos!

A cólera contra a injustiça

faz a voz ficar rouca!

Infelizmente, nós,

que queríamos preparar o caminho para a

amizade,

não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.

Mas vocês, quando chegar o tempo

em que o homem seja amigo do homem,

pensem em nós

com um pouco de compreensão.


Bertolt Brecht


Resistiremos!
#ForaTemer!


domingo, 4 de dezembro de 2016

Jogos de Aprendizagem 2016!!!


Pare encerrar o ano potencializando os encontros, nos dias 14 e 15 de dezembro, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz realiza na Terreira da Tribo a Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz Jogos de Aprendizagem – 2016. Entrada Franca, sempre às 20h. Distribuição de senhas 30 minutos antes das apresentações.

No dia 14/12 teremos a apresentação do Exercício Cênico “A Mais Valia Vai Acabar Seu Edgar” da Oficina de Teatro de Rua Arte e Política e também do Exercício Cênico “O Canto da Sereia” da Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo.

No dia 15/12 teremos a apresentação do espetáculo “O Anjo do desespero” com direção e atuação de Gilmar Fagundes.

A Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem é um compartilhamento do processo pedagógico colocado em prática pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz através dos exercícios cênicos criados nas Oficinas Populares de Teatro dentro da ação Teatro Como Instrumento de Discussão Social e da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.


A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar!

O “Exercício Cênico: A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar!” tem a coordenação de Paulo Flores, e traz no elenco os oficinandos: Aline Ferraz, Arthur Haag, Claudia Beatriz Severo, Daniel Steil, Daviana Maite Suárez, Gabriel Salcedo Botelho, Hariagi Borba Nunes, Helen Meireles Sierra, Jana Alichala Farias, Leticia Virtuoso, Lucas Gheller, Mayura Matos, Mariana Maciel Stedele, Matheus Coelho Camini e Tiana Godinho de Azevedo.

Escrita em 1960 e apresentada no ano seguinte, a peça de Vianinha, por meio do humor, desenvolve a condição de explorador do capitalista e a situação de espoliado do operário, no âmbito material, moral, emocional, sexual, etc. No desenrolar do espetáculo, os operários passam a conhecer sua situação por meio da ´teoria da mais-valia´, que possibilitará a tomada de consciência e a organização da classe, permitindo, no futuro, sua emancipação. As personagens são categorias sociais (os Desgraçados e os Capitalistas), que vivenciam, no palco, por intermédio de ´esquetes´, situações nas quais a opressão se manifesta didaticamente. Vianinha, para tanto, lançou mão de vários recursos técnicos que desenvolvidos no teatro de agitação de Erwin Piscator, na Alemanha dos anos 20, e que hoje fazem parte da história da encenação ocidental. Procurou romper alguns dos limites estabelecidos entre palco e platéia, além de utilizar, na composição das personagens, ´gestos´ que se tornaram clássicos no que se refere ás proposições do ´teatro épico´. Nas palavras do próprio autor “a mais-valia contém a divisão do trabalho manual e intelectual, a concentração demográfica, a guerra, a desnecessidade da existência dos outros. 



Exercício cênico “O Canto da Sereia”

 “O Canto da Sereia” é uma obra curta do dramaturgo, ator e diretor colombiano Enrique Buenaventura, fundador do Teatro Experimental de Cali. A peça se passa na época da Guerra do Vietnã e conta a história de Carlos Barbosa, um jovem sonhador que decide abandonar sua família e sua cidade, nos confins da América Latina, para ir em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos.

 Orientação: Marta Haas
 Orientação musical: Roberto Corbo

Oficinandos: Ademir Alves, Daniel Menezes, Diandra Tavares, Douglas Lunardi, Felipe Goldenberg, Jonatan Tavares, Jules Bemfica, Manoela Laitano Chaves, Márcio Leandro, Mariana Stedele, Mariliza Tavares, Miliana Sato, Natália Meneguzzi, Rafael Torres Fernandes, Savana Ferreira e Thali Bartikoskide 

 OFICINA POPULAR DE TEATRO DO BAIRRO SÃO GERALDO

A Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais, o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral. 


O Anjo do Desespero

Este trabalho é uma colagem de textos de Heiner Müller e Augusto dos Anjos. Dois escritores que viveram em épocas distintas, o primeiro no século XX e o segundo no século XIX, mas os escritores são confrontados com a maior das evidências da vida e do universo: a morte.
      
 A divulgação da poesia brasileira através de Augusto dos Anjos se faz necessária pois ele não é apenas um poeta da morte mas também um poeta da vida, do mistério do incogniscível. Um homem com uma visão de mundo cientificista nos últimos anos do século XIX. Augusto um porta-voz de todos os seres e não apenas do homem. Os meios acadêmicos o classificaram como Simbolista e também de Pré-Modernista. Augusto dos Anjos é inclassificável. 

Heiner Muller, dramaturgo alemão, com sua obra “A Missão” questiona a migração de idéias revolucionárias francesas vindas do continente europeu para o americano. Importante dramaturgo no cenário contemporâneo mundial. Muller incorpora as influências de Brecht e Artaud e como resultado sua obra nos possibilita criar novos parâmetros que dialogam com a história e as heranças da humanidade. 

Roteiro, direção  e atuação: Gilmar Fagundes
Elenco: Gilmar Fagundes e Felipe Farinha (convidado)



sábado, 3 de dezembro de 2016

Salve a TVE e a FM Cultura


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz repudia a extinção da Fundação Cultural Piratini proposta pelo Governo do Estado e enviada para a Assembleia Legislativa em 21 de novembro de 2016. Essa proposta significa o fim da TVE e da FM Cultura, importantes meios de comunicação públicos e de vocação democrática. 

Eles constituem um patrimônio inestimável na produção e difusão da cultura do estado. A TVE desempenha um papel singular na preservação e manutenção da memória das manifestações culturais do Rio Grande do Sul. Muitas imagens memoráveis da arte gaúcha não poderiam ser vistas, não fosse o enorme acervo audiovisual da TVE. 



As duas emissoras democratizam o espaço de comunicação e tornam acessível para diversos artistas, de curta ou longa trajetória, divulgar seu trabalho. Ambas levam para a população a produção gaúcha sem precisar passar pela triagem da lógica do mercado. 

Não queremos imaginar o ano que vem sem os sons dos Cantos do Sul da Terra, sem a Música Popular Brasileira, sem os questionamentos sociais do Nação, sem a ludicidade do Pandorga, sem as reportagens do Estação Cultura, dentre tantos outros programas de qualidade jornalística.

O Ói Nóis apoia a resistência dos trabalhadores da TVE e FM Cultura que lutam pela continuidade da Fundação Cultural Piratini!



#SalveTVEeFMCultura! 
#ForaTemer
#ForaSartori

domingo, 27 de novembro de 2016

Os Sinos tocaram em Montenegro!

Na última quarta feira, 23 de novembro, a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz da cidade de Canoas, apresentou o exercício cênico "Os Sinos da Candelária" no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro.
Com o teatro lotado, após a apresentação tivemos um bate papo sobre Teatro e Resistência e sobre o fazer teatral através da ação Teatro como Instrumento de Discussão Social, um dos projetos mais antigos e significativos dentro da vertente pedagógica da Tribo.

Confira abaixo as fotos:




















Fotos Marina Machado

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Os Sinos da Candelária na UERGS!!!

Nesta quarta feira, 23 de novembro, às 20h, a Oficina Popular de Teatro de Canoas, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz irá apresentar o Exercício Cênico "Os Sinos da Candelária", no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro. ENTRADA FRANCA!

Em 23 de julho de 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Na próxima quarta feira, data que marca os 21 anos deste massacre, a Oficina Popular de Teatro, do projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará apresentando o exercício cênico “Os Sinos da Candelária”. A montagem aborda uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado, e através de cenas do cotidiano retrata os meninos e meninos de rua nos dias que antecedem a chacina. 



“Os Sinos da Candelária”

Os Sinos da Candelária é um exercício cênico da Oficina Popular de Teatro, que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz ministra na cidade de Canoas. Esta oficina faz parte do projeto “Teatro com Instrumento de Discussão Social”.

O projeto “Teatro com Instrumento de Discussão Social” é desenvolvido através de oficinas de teatro realizadas pelos atuadores da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em diversos bairros da cidade de Porto Alegre e no centro de Canoas. As oficinas pretendem abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.


Sobre a peça:

Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado. 


Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.

Este trabalho é orientado pela atuadora Paula Carvalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A Oficina tem parceria com o grupo “Pode ter Inço no Jardim” da cidade de Canoas.

Sonoplastia: Pascal Berten

Fotos Eugênio Barboza

Com: Com: Duda Máximo, Lucas Gheller, Sirlandia Gheller, Thaynan Kraetzig, Janete Costa, Raquel Amsberg, Giovane Nunes, Júlio César Santos, Sara Oliveira, Yasmin Oliveira, Maria Senilda Oliveira, Jana Farias, Djean Bueno, Bárbara Hoch, Gabriel Botelho, Roberta Carolina e Márcio Pereira.