sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Oficina gratuita de Teatro na Terreira da Tribo!

A Oficina de Teatro Livre retoma suas atividades na Terreira da Tribo a partir do dia 28/02. Venha fazer teatro! A oficina é gratuita e aberta a todos os interessados a partir dos 15 anos e não necessita de inscrições, o aluno poderá comparecer no próprio sábado com roupa confortável para a realização de trabalho físico/prático.




A oficina trabalha com alguns princípios básicos do fazer teatral como: improvisação, expressão corporal, interpretação, jogos dramáticos, etc.

Local:Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)
Dia:Todos os sábados
Horário: das 14h às 17h
Informações pelo fone: 3028 13 58

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Retrospectiva 2014 - Ói Nóis!

No ano que passou a Tribo realizou diversas atividades, encontros, viagens, intercâmbios, apresentações e por isso, estaremos aqui relembrando com vocês os principais momentos do ano. Confira!

Logo no início de 2014, para abrir os caminhos, a Tribo recebeu mais de 150 pessoas na sua sede - a Terreira da Tribo - para o lançamento do livro “Ói Nóis Aqui Traveiz - Poéticas de Ousadia e Ruptura” e do documentário de Pedro Isaias Lucas “Raízes do Teatro”. A Tribo para celebrar este dia especial, presenteou os amigos que ali estavam com uma apresentação musical que continha em seu repertório diversas canções de espetáculos memoráveis da trajetória do grupo.


Ainda falando de celebrações, teve também a noite em que o Carnaval e o Teatro Popular entraram juntos na avenida. A Escola de Samba Império Serrano da cidade de Guaíba, homenageou o Ói Nóis no seu Carnaval 2014 com tema enredo “Ói Nóis Aqui Traveiz, os Atuadores da Paixão em visita ao Belo Monte – A Morada de Antônio Conselheiro”.


No ano em que o Brasil rememorou os 50 anos do Golpe Militar, o início de uma ditadura que seguiria por 21 anos, que mutilou uma nação e que causou um dos principais retrocessos na história do país, a Tribo lançou dois projetos: “Lembrar é resistir – 50 anos do Golpe Militar” que realizou apresentações do espetáculo de teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” e da performance “Onde? Ação nº2” em Curitiba e em Porto Alegre, incluindo encontro com  estudantes e apresentações da performance nas principais universidades do RGS (UFRGS e PUC). E o segundo projeto lançado que abordou este tema foi o “Teatro e Memória - 50 anos do Golpe Militar” que compartilhou com 8 cidades do Rio Grande do sul uma programação que contou com: workshop, palestra, desmontagem, performance, filme e apresentação de espetáculo de teatro.



O espetáculo de Teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” que conta a história do revolucionário Carlos Marighella, também foi apresentado em Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, dentro do Festival SESC de Inverno no RJ.






Já a performance “Onde? Ação nº2” participou do encontro Teia Nacional da Diversidade 2014 em NATAL/RN, e performou sobre a ausência em um dos maiores circuitos de teatro da América Latina, sendo apresentada em 12 cidades, de norte a sul na Argentina.



Este ano a Tribo também pode receber na sua sede a Cia Caixa de elefante (POA), com o seu espetáculo de teatro de bonecos “Ensaio sobre o Tempo”, e o grupo Contadores de Mentira (Suzano/SP), com dois espetáculos, “Curra – Temperos sobre Medeia” e “O incrível homem pelo avesso”.





Falando um pouco também das mostras pedagógicas, tivemos uma temporada com casa lotada da encenação “Minha Cabeça era Uma Marreta” (trabalho realizado pelos alunos da Oficina para Formação de atores 2011-2013, atual grupo Rito).



E também tivemos apresentação do exercício cênico “Os Sinos da Candelária”, apresentado na Terreira da Tribo no dia em que a Chacina da Candelária completava 21 anos, fato este que consternou o mundo civilizado e encheu de vergonha os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.


Ainda sobre o trabalho pedagógico, o Ói Nóis iniciou um projeto que em longo prazo - se houver incentivo e interesse público - poderá mudar a paisagem cultural escolar, chamado Mais Cultura nas Escolas. Ao longo do segundo semestre do ano passado e com segmento ainda este ano, o grupo irá realizar uma residência artística em duas escolas, que são: a Escola Municipal Max Oderich em Canoas e a Escola Estadual Tolentino Maia em Viamão, possibilitando assim o contato de alunos, professores e comunidade escolar em todas as atividades culturais desenvolvidas pelo projeto.

No que compete a cinema e audiovisual a Tribo também teve dois momentos marcantes neste ano que passou. Um deles foi o lançamento do Projeto Ensaio Aberto Brasil, que realizou um programa voltado para TV, com a proposta de fazer uma reflexão sobre a arte popular e as formas de manifestação que permeiam a pesquisa do Ói Nóis Aqui Traveiz.

Click na imagem abaixo e assista Ensaio Aberto Brasil - Ói Nóis

E o segundo foi uma Mostra de cinema com todos os dvd’s do selo Ói Nóis na Memória, em parceria com o Cine Bancários em Porto Alegre. A mostra que durou 3 dias, recebeu alunos da rede estadual, o público de teatro que costuma frequentar os trabalhos do Ói Nóis, o público de cinema do Cine Bancários  e os demais porto-alegrenses que também puderam conhecer esta outra vertente de trabalho da Tribo.

E ainda falando do Selo Ói Nóis na Memória a partir de 2014, todo o material do selo está disponível para venda em todo país, através do site da Livraria Cultura. Confira!







Tivemos também o início da oitava turma da Oficina para Formação de Atores na Terreira da Tribo e uma calorosa temporada do premiado espetáculo de vivência Medeia Vozes!







A atuadora Tânia Farias apresentou a desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” no Festival Aldeia do Velho Chico em Petrolina, no 21º FESTIVAL ISNARD AZEVEDO em Florianópolis,  e realizou vivência artística com o Grupo Vilavox na Bahia. E o atuador Paulo Flores participau do IV CONGRESSO INTERNACIONAL SESC-PE E UFPE DE ARTE/EDUCAÇÃO.


E já no finalzinho do ano a Tribo realizou um dos projetos mais relevantes na contribuição para a reflexão sobre a Arte Pública no país, o MOVIDA – Conexões para uma Arte Pública. O projeto foi um grande encontro com os grupos Tá Na Rua no Rio de Janeiro, Grupo do Beco em Belo Horizonte e o com o grupo Pombas Urbanas em São Paulo. Durante 3 semanas intensas de debates, apresentações e oficinas se investigou o que significa fazer Arte Pública no Brasil.

Tivemos ainda a exposição “Ato Imersão” Um olhar das artistas Lala Gheller e Carla Meyer sobre o trabalho e a pesquisa de 36 anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, no Qoppa em Canoas.















E para finalizar, pensar na trajetória da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, é também pensar no desenvolvimento cultural e político de Porto Alegre. Ao longo de sua história o Ói Nóis sempre esteve ligado as mais diversas pautas de cunho popular, propondo reflexões através de sua arte, e cobrando da sociedade civil e do poder estabelecido, respostas para os assuntos de interesse comum. 
E nesse sentido, em 2014, Porto Alegre, a arte e a população brasileira deram mais um passo com relação à busca pela verdade e justiça no nosso país. Menos de um mês após a Comissão Nacional da Verdade anunciar o seu primeiro relatório oficial sobre os crimes cometidos durante os anos de horror da ditadura militar, a Ilha das Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio - situada no Rio Guaíba, entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - foi tombada como Patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico do Estado.

A Tribo que reavivou a discussão sobre este espaço de memória esquecido no tempo, apresentando lá “Viúvas – Performance sobre a ausência” - que falava sobre os desaparecidos políticos na América Latina - esteve presente na cerimônia de tombamento, junto ao governador do Estado, no Palácio Piratini em Porto Alegre.

Evoé! Que venha 2015!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Confira como foi Mostra Conexões para uma Arte Pública!



A Mostra, realizada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em dezembro de 2014, foi um grande encontro com os grupos Tá Na Rua no Rio de Janeiro, Grupo do Beco em Belo Horizonte e Pombas Urbanas em São Paulo. Durante 3 semanas intensas de debates, apresentações e oficinas se investigou o que significa fazer Arte Pública no Brasil.

Assista ao vídeo

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O Material do Selo Ói Nóis na Memória está disponível na Livraria Cultura!

Agora quem quiser adquirir as publicações da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, poderá fazer a sua encomenda através do site da Livraria Cultura!!! Entrega para todo o país.

Click na Livraria Cultura e confira!







 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Doc. Raízes do Teatro será exibido na TVE!

O documentário RAÍZES DO TEATRO dirigido por Pedro Isaias Lucas e produzido pela Artéria Filmes que aborda o olhar do Ói Nóis Aqui Traveiz sobre os "Mitos", será exibido novamente pela TVE no dia 29/01, às 20h (com reprise dia 1/02, às 22h). A exibição faz parte  da programação "Documenta Rio Grande", com 12 documentários realizados por produtoras de todo o Estado.

Click abaixo e assista ao trailer do documentário:


O título do documentário é o nome do projeto criado pelo Ói Nóis Aqui Traveiz em 1987 para sistematizar o estudo das origens ritualísticas do teatro. O filme aborda os mitos que resultaram em quatro espetáculos do Ói Nóis Aqui Traveiz: Antígona - Ritos de Paixão e Morte (Prêmio Açorianos 1990), Missa para Atores e Público sobre a Paixão e o Nascimento do Dr. Fausto de Acordo com o Espírito de Nosso Tempo (Prêmio Açorianos 1994), Aos Que Virão Depois de Nós – Kassandra in Process (Prêmio Açorianos 2003) e o atual espetáculo do grupo Medeia Vozes (Prêmio Açorianos 2013).

O documentário Raízes do Teatro foi contemplado no edital do Fundo de Apoio à Cultura da SEDAC/RS.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alegrete encerra o Projeto Teatro e Memória nos 50 anos do Golpe Militar! Confira!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz de 22 a 25 de janeiro estará realizando uma residência artística na cidade de Alegrete através do projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”. Durante 4 dias o grupo compartilha com a cidade uma programação cultural que prevê: workshop, palestra, desmontagem, performance, filme e apresentação do premiado espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação”.

O projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”, foi contemplado pelo edital “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS - FAC" da Secretaria de Estado da Cultura, e ao todo percorreu 8 cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A residência na cidade conta com o apoio da Prefeitura de Alegrete, do Sesc RS e do Ponto de Cultura Coletivo Multiculural.



Toda a programação tem entrada franca.
Confira o cronograma completo das atividades:


22/01 - 20h – Palestra “A Censura no Teatro Brasileiro Durante a Ditadura Militar” no SESC (Andradas, 71).

23/01 – 20h – Desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência” por Tânia Farias no SESC (Andradas, 71).

24/01 - 8 às 10h e das 14 às 17h - Workshop* “Vivência com o Ói Nóis Aqui Traviez” no SESC (Andradas, 71).

11h - Performance “Onde? Ação nº2” no Calçadão (Rua Gaspar Martins).

20h – Filme “Viúvas - Performance Sobre a Ausência” no SESC (Andradas, 71).

25/01 – 18h - Espetáculo de Teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” no Parque Rui Ramos (em frente ao Estádio Farroupilha).

Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar

O Golpe civil militar de 1964 que massacrou o povo brasileiro está completando 50 anos. Foram 21 anos de ditadura e terrorismo de Estado com cassações, prisões, banimentos, torturas, assassinatos e “desaparecimentos”. O regime ditatorial ampliou a concentração da terra, incentivou a monopolização da economia, concentrou a renda, atrelou o país ao grande capital internacional e produziu uma forte estrutura jurídico-autoritária que está aí até hoje. A ditadura foi fruto de um sistema de exploração e de opressão que, enquanto não for definitivamente superado, causará a infelicidade da nação. A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz através do Teatro a reflexão sobre o que foram aqueles anos de ditadura no Brasil. Por meio da realização de apresentações de teatro de rua, performances, palestras, oficinas e demonstrações técnicas, o Ói Nóis Aqui Traveiz promove o debate político e estético, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, uma exigência para a ideia de “exercício da cidadania”.

WORKSHOP – VIVÊNCIA COM A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação ( para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

PALESTRA – A CENSURA NO TEATRO BRASILEIRO DURANTE A DITADURA MILITAR
A palestra aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário. No período da ditadura, a partir de 1964, o teatro sofreu grandes perseguições. Em especial dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa, e o Arena, em torno de Augusto Boal, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Extremamente engajados, e invocando o teórico e dramaturgo alemão Bertolt Brecht como nome tutelar, marcariam a história do teatro no país. Essa situação só piorou após a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país.

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA
A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje. 

PERFORMANCE – ONDE? AÇÃO Nº 2
A performance Onde? Ação nº2 de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. A proposta deste trabalho é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência. A performance visa atualizar o debate sobre as implicações e consequências deste episódio para a história nacional. 

FILME – VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA
O filme “Viúvas Performance Sobre a Ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

TEATRO DE RUA – O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO
O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
36 Anos de Utopia, Paixão e Resistência

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Tânia Farias ministra workshop sobre "Rituais para Cena" no Meme Santo de Casa!

Workshop “Rituais para a Cena” consiste em um encontro coordenado pela atuadora Tânia Farias, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na concentração (para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização e expressividade, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

Trata-se do compartilhamento de procedimentos desenvolvido pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz para preparação de seus atores e elaboração de seus espetáculos.

De 27 a 29 de janeiro, das 9 às 12h no Meme Santo de Casa Estação Cultural (Rua Lopo Gonçalves, 176 Cidade Baixa – Porto Alegre).
Valor: 190,00 (promocional para inscrições até 19/01); 230,00 (a partir 20/1).

Mais informações: 51 30192595 ou centromeme@centromeme.com.br

Foto: Paula Carvalho