segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência no Festival de Campo Mourão - Paraná!


O FETACAM (Festival de Teatro de Campo Mourão) realiza sua 16º edição, e a atuadora Tânia Farias abre a programação apresentando a desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”.
A apresentação será no dia 21 de setembro, às 20h no Teatro Municipal.
ENTRADA FRANCA!

O Festival é realizado pelo Município de Campo Mourão desde Setembro de 2000, acontecerá nesta edição entre os dias 21 e 28 de setembro e tem como objetivo tornar-se uma referência na área de artes cênicas nacional. Em todas as edições, além das apresentações teatrais foram realizados debates, oficinas, mesas redondas, workshops e outras atividades que permitiram o pleno desenvolvimento desse segmento artístico.

Foto: Paula Carvalho


Texto publicado originalmente no site Caixa de Pont[o].
Por Marco Vasques e Rubens da Cunha

O monólogo tem como pressuposto um diálogo íntimo entre a atuadora e o público. Tânia Farias faz uma espécie de diário compartilhado e começa a revelar a sua trajetória como atriz, as suas referências teóricas, a sua condição de mulher em um mundo perfidamente machista, o modo de operação da Trupe de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, os conceitos éticos do coletivo, as dificuldades pelas quais o grupo passou para conquistar seu território. Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência trata da nossa existência coletiva e do acontecimento da arte na vida. É norteado pela partilha do sensível e do conhecimento. Insinua-se como um ritual que tenta unir o postulado estético e político de Bertolt Brecht com a busca medular de Artaud.
À medida que a conversa acontece, somos chamados a fazer parte do ritual proposto por Tânia Farias. Somos acariciados por seus gestos, sua voz e suas histórias, que deixam de ser a história de uma atriz e da sua busca poética para se tornar a nossa história, a nossa luta.
O que temos aqui é o atual, o contemporâneo explicando a ideia de acontecimento. Não apenas como fato singular, sentido único ou novo, mas como força e pensamento da diferença, como exposição do horizonte que mostra as impurezas e purezas do sentir, que mostra as experiências insólitas, que perturbam porque ambivalentes e excessivas, mas que também revolucionam porque estão calcadas no poético.

Dessa forma, o acontecimento reverbera, amplia-se, coagula-se em teatralidade, muito por causa da experiência de Tânia Farias. O conceito de acontecimento também pode ser pensado,segundo estudos de Erika Fischer-Lichte e David Davies, como defesa de uma arte que é uma ação em curso. Uma arte que abdique das categorias tradicionais de análise, a saber: a hermenêutica, a semiótica e a crítica estética vinculada à poiesis. Ao crítico, no modelo sugerido, cabe a experiência da ação em curso e o abandono das certezas teóricas. Só é possível olhar, ler e viver Evocando os Mortos considerando esse abandono teórico, porque a dimensão humana viva abdica de teoria. A dimensão humana é toda sensória, corpo que é todo tato, alma que é toda poesia vivida, muitas vezes poesia arduamente saqueada, rompida, usurpada. Por isso é preciso evocar, trazer e buscar nossos mortos e estampá-los cruelmente na vida. Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência se faz ritual, resistência, manifesto criativo e destino de liberdade. Tânia Farias é acontecimento que nos acontece.



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tempestade! Tempestade!


Amigxs!

A apresentação de hoje foi cancelada pela instabilidade do tempo.
Se a chuva der uma trégua, neste domingo, às 16h no Parque da Redenção teremos "CALIBAN - A Tempestade de Augusto Boal" em Porto Alegre!!!
Até logo!!!


Foto: Pedro Isaias Lucas

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Caliban – A Tempestade de Augusto Boal em Porto Alegre!!!


O espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” que está percorrendo de norte a sul do país, como grupo homenageado do 20º Palco Giratório, nesta semana estará soprando os seus ventos em solos gaúchos.

Para quem ainda não assistiu ou gostaria de assistir novamente, a encenação mais recente para teatro de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, será apresentada nos dias 15 e 17 de setembro em Porto Alegre. 

Confira as informações sobre as apresentações:

15 de setembro – 15h – Largo Glênio Peres
17 de setembro – 16h – Redenção

Foto: Pedro Isaias Lucas

Abaixo um texto publicado originalmente no site do SESC – Aracaju, sobre a passagem de “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” pela cidade.

Por Aparecida Onias

Com toda estrutura possível para a realização de um espetáculo, com camarim, disposição de equipamentos, iluminação e estrutura de palco para um espetáculo ao ar livre, o Sistema Fecomércio, por meio do projeto Aldeia Sesc levou a companhia de artes Ói Nóis Aqui Traveiz, grupo com 40 anos de existência, com uma trajetória consolidada no Brasil, que apresentou a peça Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal, na praça Fausto Cardoso, na tarde de quinta-feira(18), em uma das etapas do projeto Palco Giratório.
O espetáculo que é uma adaptação de uma obra do eternizado autor William Shakespeare, fala sobre a exploração do colonialismo europeu na América do Sul e sua conquista pelos ibéricos, com uma crítica à postura neocolonialista dos Estados Unidos. A crítica social é latente nas discussões dos personagens sobre o quadro político local.  A história é vista pela perspectiva de Caliban, metáfora dos seres humanos originários da América que foram dizimados e escravizados pelos invasores colonizadores representados pelo personagem Próspero.
Na versão de Boal, próspero é tão perverso quanto os nobres europeus que usurparam o seu poder. Todos representam a violenta dominação colonial e cultural. A filha de Próspero, Miranda, e o príncipe de Nápoles, Fernando, fazem uma aliança não por amor como na peça de Shakespeare, mas sim por interesses capitalistas. Ariel, o “espírito do ar”, representa o artista alienado, mescla de escravo e mercenário a serviço da ordem constituída. Somente Caliban se revolta até ser, finalmente, derrotado. Os vilões permanecem na “ilha tropical” para escravizá-lo. Mesmo escravo, Caliban resiste.

O espetáculo seduziu mais de 200 pessoas que acompanharam a encenação da peça de 1h30 na praça Fausto Cardoso, começando no final da tarde e encerrando ao anoitecer. O público composto por pessoas de todas as idades, estudantes de escolas particulares e públicas, universitários, e transeuntes do Centro de Aracaju, ficou maravilhado com a cenografia, uso de equipamentos como treliças e carros alegóricos, além de fantasias com algo grau de verossimilhança às vestes da idade moderna.
Para a estudante Karoline Costa, Caliban – A Tempestade é um exemplo de como a população deve refletir sobre os problemas sociais. “O Sesc nos trouxe uma grande apresentação que nos leva a pensar sobre o quadro social e nossas condições morais e éticas. Isso nos faz entender melhor os problemas sociais”.

Já o supervisor de Cultura do Sesc, André Santana, lembrou que Caliban é uma encenação que leva Shakespeare para as ruas, aumentando o desenvolvimento cultural da população.

“Estamos trazendo um grande espetáculo que é baseado numa obra do maior dramaturgo de todos os tempos, com uma adaptação para a realidade local. Isso é mais uma atividade promovida pelo Sistema Fecomércio, pelo Sesc, com foco no desenvolvimento cultural”, afirmou Santana. O Projeto Aldeia Sesc de Artes continua até o próximo dia 25 de agosto, com apresentações de dança, música, teatro, grupos folclóricos e manifestações culturais por diversos municípios do estado de Sergipe.



sábado, 9 de setembro de 2017

Oficina Popular de Teatro em Canoas está com inscrições abertas!!

GRATUITA!!!
A oficina Popular de Teatro da cidade de Canoas retoma suas atividades a partir desta quarta feira 13/09!


Todas as quartas feiras - na antiga Estação Férrea de Canoas - acontece a Oficina Popular de Teatro, do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social”. A oficina é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com orientação da atuadora Paula Carvalho. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.

A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.

A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.

Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)
Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 99396 11 40

As inscrições podem ser feitas no local, na própria quarta feira.




“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”


Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate”, “Os Sinos da Candelária” e "Arena Conta Zumbi".


sábado, 2 de setembro de 2017

Ói Nóis Aqui Traveiz na Aldeia Pantanal das Artes!

No dia 5 de setembro a Tribo desembarca em Poconé para participar da Aldeia SESC - Pantanal das Artes. Além da apresentação de “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”, teremos um intercâmbio com o grupo HOP Quilombola e uma apresentação da desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” com a atuadora Tânia Farias.

Confira abaixo a programação:

Dia 6/09 – 16h – Praça da Matriz: Espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

Dia 7/09 – 8 às 12h: Intercâmbio entre a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS) e o Grupo HOP Quilombola (MT).

Dia 7/09 – 20h – Teatro Aldeia: Desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”.

Caliban – A Tempestade de Augusto Boal

Foto: Pedro Isaias Lucas

Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores.

Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência

Foto: Pedro Isaias Lucas

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho da atriz Tânia Faria na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Santa Catarina, aí vamos Nóis!!!

Encerrando a programação do Festival Palco Giratório em Florianópolis, a Tribo apresenta “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”. Além do espetáculo de rua, o público catarinense poderá assistir a desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” com a atuadora Tânia Farias e um workshop/vivência com a Tribo.

Confira abaixo mais informações:

30/08 (qua), às 14h às 18h, na Sala Multiuso: Workshop “Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz ”

Foto:Paula Carvalho

O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação (para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.
Carga horária: 4h
Vagas: 20
Classificação etária: 16 anos

30/08 (qua), às 20h, no Teatro Sesc Prainha: Espetáculo: “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”


A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho da atriz Tânia Faria na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. (90min)

31/08 (qui), às 15h, na Praça Tancredo Neves – próximo ao Sesc Prainha: Espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”

Foto: Pedro Isaias Lucas
Para dar continuidade à pesquisa de teatro de rua, o Ói Nóis escolheu a versão de Augusto Boal de “A Tempestade”. Ele apropria-se da peça de Shakespeare e do pensamento do cubano Retamar para questionar a exploração da América do Sul pelo colonialismo europeu e para discutir a postura neocolonialista dos Estados Unidos. A figura de Caliban em “A Tempestade”, de Boal, ratifica a fundação mais firme de uma representação voltada para as margens. Falar em Caliban como símbolo de nossa identidade e do teatro latino-americano, nos leva a explorar novas sendas, novas categorias e a possibilidade de pensar e fazer teatro de outro modo. Implica em tornar visíveis as inumeráveis contradições e complexidades que configuram as sociedades contemporâneas marcadas pela ferida colonial. Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, encenar “A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliba é a reivindicação da legitimidade do “diferente”. Gênero: Teatro de Rua/ Teatro épico. (90min)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta pela primeira vez em terras Sergipanas!

É com alegria que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz chega a Aracaju para apresentar pela primeira vez um de seus espetáculos. A apresentação de "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" , na cidade será uma homenagem da Tribo ao grupo sergipano Imbuaça, que neste mês de agosto completa 40 anos de trajetória.

Acreditamos que este encontro será um momento histórico em nossas trajetórias! Que bons ventos nos acompanhem!

Vida Longa ao Grupo Imbuaça  (28 de agosto de 1977)
Vida Longa a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (31 de março de 1978)
Evoé!!!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz é o grupo homenageado do 20º Palco Giratório.

Foto: Fabiano Ávila

Confira a programação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Aracaju nesta semana: 

15 de agosto (terça-feira)
08h às 13h – Workshop “Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS)”
Local: Sesc Unidade Centro
19h30 – Pensamento Giratório “A Censura no Teatro Brasileiro durante a Ditadura Militar” com Lindolfo Amaral/SE e Paulo Flores/RS
Local: Sede do Grupo Imbuaça 

Dia 16 de agosto (quarta-feira)
08h às 13h – Workshop “Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
Local: Sesc Unidade Centro

Dia 17 de agosto (quinta-feira)
16h – Espetáculo de teatro – A Tempestade de Augusto Boal” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz/RS
Local: Praça Fausto Cardoso

Dia 19 de agosto (sábado)
16h – Espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”
com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz/RS Local:
Praça da Matriz em Estância/SE

Dia 20 de agosto (domingo)
14h – Intercâmbio entre o Grupo Imbuaça/SE e a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz/RS
Local: Sede do Grupo Imbuaça